O que eu achei do Kindle Paperwhite 2012 (em comparação com o Kindle 4):
1) ele é mais pesado: 221 gramas contra 170. É pouca coisa, mas faz diferença pra quem está acostumado à leveza do Kindle 4 - principalmente quando você está lendo na cama, pega no sono e o aparelho cai no seu nariz.
2) ele é maiorzinho: uns poucos milímetros - ele cabe no estojo do outro -, mas é perceptível. Não achei que incomodou.
3) a memória para armazenagem de livros é menor: 1,2 GB contra 1,35 GB. Ainda assim, dá pra enfiar muita publicação lá dentro.
4) ele é touch: em vez de usar as teclas das laterais e da parte inferior, você toca a tela. É mais moderno? É. Eu gostei? Não. Acho o acesso às teclas mais imediato (você não precisa tocar na tela para o menu aparecer, e aí tocar no comando) e a-do-ro o barulhinho que elas fazem pra mudar a página.
5) ele mostra as capas dos livros: você pode optar pela visualização "lista" (que é a única disponível no Kindle anterior) ou pela exibição das capas. A ideia parece ótima... até você perceber que só cabem 6 capas em cada tela. Aí, se você tem uns 300 livros arquivados, como eu, a coisa não funciona.
6) ele tem um acabamento aveludado: é uma delícia segurar, mas é um imã para marcas de dedos. As manchas ficam bem visíveis, principalmente porque o material é preto.
Ok, mas o mais importante: e a tal tela iluminada pra ler no escuro?
Bem, ela funciona. Dá pra ler direitinho. Mas eu não achei tão confortável quanto o Kindle original. Em ambiente escuros, o indicado é a configuração mínima de luz. Mesmo assim, achei que cansou os olhos. De dia, então, que a indicação é a configuração máxima, não gostei mesmo.
Não é tão incômodo quanto uma tela de computador ou tablet - a teoria é que a luz que dessas telas vêm de trás (elas são "backlit") enquanto a luz do Paperwhite viria da frente ("frontlit"). De fato, o efeito final é bem mais suave, mas, para ler as minhas várias horas por dia (não estou me gabando, é um vício mesmo) continuo preferindo o Kindle tradicional.
Conclusão: nada de upgrades para mim. Eu e meu Kindle continuaremos nosso caso de amor!
Atualização em 23/8/2014: não ficou claro no texto, mas não dá pra desligar a luz do Paperwhite. Fica sempre uma luzinha, ainda que mínima. Isso, pra mim, é o maior problema - se desse e ele ficasse igual ao Kindle 4, eu pensaria seriamente em comprá-lo.
Atualização em 15/9/2014: me puxaram a orelha nos comentários porque eu não informei a versão do Kindle Paperwhite. Merecido. Não o tenho mais comigo (era emprestado), mas, pelo peso, é a versão 2012. Vou incluir a informação lá no primeiro parágrafo também.
PS: procurei resenhas na internet e li um monte de elogios rasgados ao Paperwhite. Fiquei me sentindo do contra, mas fazer o quê. Meu conselho: antes de comprar a nova versão do aparelho, dê um jeito de testá-la, pra ver se você gosta mesmo.
PS II: não tem um Kindle ainda? Eu apostaria no tradicional. Ele é bem mais barato (quase metade do preço) e, como diz o Leo, quanto mais simples o produto, mais difícil de dar problema.