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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Devolvendo livros dos outros

Uma das minhas metas para este ano é trazer tudo da casa da minha mãe que é meu para a minha casa. Muitas coisas já vieram. Nesta tarefa, descobri que tem alguns livros comigo que são de outras pessoas.

Se tem uma coisa que eu entendo menos do que acumular coisas, é não emprestar livro. Fora os de consulta, livros são feitos para serem lidos, não para decorar estantes. Então sempre emprestei os meus, e também sempre peguei alguns emprestados.

Nisso, muitos que eu emprestei ficaram pra sempre com os outros. E alguns dos outros ficaram comigo. Pessoas que se mudaram, ou que perdi o contato. Achei livros que eu nem lembrava que não tinha devolvido.

Já que hoje as redes sociais permitem que a gente tenha contato com quase qualquer pessoa, resolvi procurar os donos dos livros e devolver. Já devolvi 3 livros, e tenho essa pilha aí pendente. Vou ter que mandar alguns para outras cidades, mas não é problema pois os correios têm desconto para enviar livros.

Estou adorando. É uma chance de reconectar com amigos antigos e de esvaziar as estantes.

Desapego de livros
Livros que vou devolver, Nem são tantos assim...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Uma conquista: cancelaram meu cartão de crédito

Por falta de uso nos últimos dois anos. Nem eu sabia que tinha tanto tempo que eu não usava meu cartão submarino. 

Meu irmão me pediu emprestado o cartão para comprar um HD externo em promoção. O pedido foi recusado pela operadora. Eu liguei pra lá e descobri que o cartão tinha sido cancelado por falta de uso. Dois anos. E eu nem percebi.

Isso é importante porque era com esse cartão submarino que eu comprava livros, filmes e eletrônicos. Já falei que para mim não comprar é fácil, mas esses três sempre foram meus pontos fracos. E venci sem nem perceber direito. 

Fiquei orgulhosa. Menos um cartão na minha vida. Mais um sinal de que estou conseguindo atingir meus objetivos.


Dica: sempre que eu cancelo um cartão, peço para me mandarem uma carta informando do cancelamento, para evitar surpresas no futuro. Assim, guardo só essa carta e não preciso ficar guardando comprovantes de pagamento de fatura.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nem só de tralhas físicas se faz um acúmulo

Semana passada, eu falei sobre meu processo de diminuir o acúmulo de livros físicos. Lembrei de um outro acontecimento que eu nem contei aqui, mas vale a pena.

A gente sempre foca em diminuir objetos físicos, e não se preocupa tanto com os digitais. Parece que o espaço digital é infinito. Mas não é.

Eu tenho um kindle, que amo e uso muito desde 2011. Ao longo desses anos eu fui comprando livros, baixando outros de domínio público, mandando artigos e principalmente um tantão de fanfictions para ele... Para organizar a coisa toda, eu usava coleções e só guardava o que eu tinha gostado muito e planejava reler. 

Mesmo assim chegou um belo dia que eu recebi um e-mail da Amazon falando que eles iam me passar a cobrar pelo uso da Amazon Cloud Drive. E eu fui ver que tinha estourado meu limite gratuito de espaço.

O que mais ocupava espaço eram uns PDFs - que o kindle lê, mas os arquivos ficam muito pesados. Mas além deles tinham centenas (sim... centenas) de livros, artigos e fanfictions. Como eu tinha acabado de comprar o kindle paperwhite, aproveitei o momento simbólico e apaguei tudo. TUDO!

Os livros que eu comprei pela Amazon continuaram lá (inclusive o que eu estava lendo no momento). O resto foi-se. A maioria das coisas, se eu quiser reler, procuro de novo na internet.

O kindle paperwhite quando tinha acabado de comprar e aconteceu o caso.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Ler os livros que já tenho, sem comprar outros

Sou uma amante de livros. Já superei a fetichização dos livros de papel, e tenho vivido feliz sem precisar possuir e consumir tais objetos. Leio no kindle, leio livros emprestados, dou para os outros os que eu já li.

Mas foram anos de fetichização. E fui juntando minha biblioteca pessoal. Morria de orgulho dela. O curioso é que agora que ela perdeu o apelo para mim, fui perceber que vários dos livros que estão ali eu nem gostei muito, e vários outros eu nunca li. 

A vida de quem cultua livros é assim. A gente compra três livros e, enquanto lê o primeiro, ganhamos outro. Antes de terminar, já achamos uma promoção e compramos outros; ou então alguém nos empresta um livro que passa na frente da fila... E assim vamos acumulando um tanto de livros não lidos.

Como eu sou minimalista, mas não gosto de desperdícios, tive uma ideia. Estou sim desapegando da minha biblioteca pessoal, mas aos poucos. Antes estou aproveitando para ler cada um dos livros que comprei, e então escolhendo como doá-lo.

A chave é não comprar ou pegar outros emprestados, pelo menos por enquanto. Assim vou diminuindo minhas posses aos poucos, mas aproveitando ainda sua utilidade, antes de compartilhá-la com outros. É um equilíbrio que tem me agradado.

Minha prateleira de livros. Ainda tenho alguns muitos na casa da minha mãe. À medida que eu vou lendo e doando, vou trazendo mais de lá. Meu objetivo é chegar ao fim do ano com tudo meu na minha casa.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Meus problemas acabaram: dica ótima pra PDF em leitor digital

No último post sobre leitores digitais, a Luciana falou do Lev, que parece ser o e-reader mais adequado para arquivos em PDF. O meu Kindle 4 lê, ou melhor, exibe PDFs: o que eu consigo fazer é visualizar de lado (com o aparelho deitado), aumentar o contraste (deixar a letra mais preta) e dar zoom. Às vezes funciona, às vezes não. Se a página tem duas colunas, então, é difícil arrumar uma combinação que permita uma visualização legal.

O Lev vem com o PDF Reflow, que reorganiza as frases para elas caberem na tela. A idéia parece bacana, e o aparelho pode ser uma boa opção para quem lê muito em PDF. Esta resenha diz que em 60% dos arquivos testados ficaram bem razoáveis (apesar de que, quando entram gráficos, tabelas e colunas, a coisa complica).

Enquanto isso, o que fazemos nós, usuários de Kindle e de outros readers não têm PDF Reflow? Fuçamos na internet pra ver se alguém já pensou em como resolver nosso problema, claro. E não é que já?

Em alguma longínqua caixa de comentários, alguém sugeriu o Briss, um programinha grátis que corta as margens em branco dos documentos em PDF e, portanto, faz as 6 polegadas de tela do leitor digital renderem.

Experimentei com vários livros e foi uma maravilha. Os arquivos em PDF que eu tenho tinham muita margem! (O que faz sentido: espaço em branco faz a página "respirar", como me ensinaram nas aulas de Jornalismo. Mas no e-reader, a moldura funciona como margem, então não precisa. Rá!)

O programa permite até que se transforme colunas em páginas inteiras - especialmente bom para aqueles capítulos de livros xerocados abertos e escaneados, em que duas páginas viram uma, sabem? E é tudo em batch - nada de ficar recortando as páginas uma por uma. As semelhantes são agrupadas e pronto.

O Briss (o nome é uma brincadeira com "bris", o rito judaico de circuncisão), pode ser baixado aqui e é de graça.

Recomendo vivamente.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Bibliotecas, amigas do peito

Quando vou ficar mais tempo em um lugar - e saco alguma coisa da língua, claro - uma das coisas que eu faço com muita alegria é me associar à biblioteca mais próxima. Na França é bem fácil, e quando há uma taxa, ela é baixa. Em Lisboa também foi tranquilo, e de graça.

Vocês não imaginam - ou talvez imaginem, sim - a minha felicidade ao entrar no sacrossanto abrigo dos livros (e das revistas. E dos quadrinhos. E dos jornais). Até suspiro de contentamento. Cada biblioteca é diferente, mas todas elas têm suas estantes, suas obras separadas por temas, seu delicioso silêncio.

Na cidades francesas em que fiquei um mês, frequentei bibliotecas monumentais, mas aqui em Nancy a mais próxima (um quarteirão e meio!) é bem pequetita. Não está nem informatizada ainda. Não tem cartão de associado, mas uma bonita ficha amarela de papel. O bibliotecário que fez minha inscrição foi me apresentar o estabelecimento - e foi coisa de meia dúzia de passos e dois minutos.

Mas não tem problema. Estou ficando só duas semanas aqui, e a biblioteca Trois Maisons - que fica ao lado do colégio do mesmo nome - é mais que suficiente pra mim. Voltei pra casa carregada com os 12 documentos que posso pegar de cada vez: 8 livros e 4 revistas, para treinar o francês e a cultura francesa. (Na França, as revistas femininas são feministas, gente! Dá pra ler sorrindo em vez de rangendo os dentes.)

No Brasil, eu frequentava a biblioteca dos colégios e da universidade (no dia em que descobri a da faculdade de Letras da UFMG, fiquei em estado de graça), mas nunca as públicas. Então, nem sei dizer se são boas. É uma mancha no meu currículo, que pretendo retificar assim que eu voltar.


Meu amor por livros não diminuiu, mas não queria voltar a ter uma "bibliotequinha particular" física em casa. É tentador, mas um armário grande cheio de volumes a que basicamente só eu e o Leo tínhamos acesso não faz mais minha cabeça. Para o futuro, vejo livros digitais e bibliotecas, muitas bibliotecas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Eu confesso: virei leitora de auto-ajuda

Sempre torci o nariz para livros de auto-ajuda. Identificava a categoria com Paulo Coelho (me perdoem os fãs, mas a técnica dele é medíocre - não discuto o conteúdo) e com o famoso "O Segredo", que é provavelmente a maior coleção de bobagens que já vi impressa (falei mal dele aqui).

Mas, de uns tempos pra cá, descobri que há méritos na área. Primeiro porque, se considerarmos que livro de auto-ajuda é aquele que dá instruções para o leitor se aprimorar, todos os livros de receitas e manuais faça-você-mesmo entram na categoria. Segundo porque há obras interessantes escritas por especialistas renomados, com recomendações baseadas em pesquisas científicas. O segredo (rárá) é checar as críticas e se informar sobre os autores antes de partir para a leitura.

Ainda assim, temos de usar nosso senso crítico. Por exemplo, o Martin Seligman, decano da psicologia positiva e nosso já conhecido Dr. Felicidade, acha que o Freud estava completamente errado ao afirmar que as experiências que temos na infância nos formam. Já os autores psicólogos de "Addicted to Unhappiness" (Viciados em Infelicidade) afirmam que todos os nosso problemas foram causados pelo tratamento que nossos pais nos deram quando crianças (se eles fizeram que nos sentíssemos infelizes, a gente acharia que é o normal, e ficaria buscando esse estado). Ou seja: mesmo (ou talvez principalmente!) na ciência há vozes discordantes. (No caso aí de cima, acredito no meio termo: nem tudo é trauma de infância, e nem somos adultos inteiramente independentes do nosso passado).

Os temas que têm me atraído são felicidade, trabalho/carreira/talento, depressão e, claro, minimalismo. Tenho lido conselhos úteis e feito descobertas interessantes. Recomendo (com cautela).

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Comprar X emprestar

Aqui do lado do nosso apartamento de Strasburg tem uma imensa loja de livros de segunda mão. Ela se chama "Au marché des livres", é ampla, iluminada, lindamente organizada e ocupada quatro grandes vitrines.

Na França, livros (em geral) não são caros. Versões de bolso são baratas. Livros usados, então, são quase de graça.

Ou seja, seria bem fácil (e barato!) baixar na loja e adquirir uma pilha de livros pra ler. E, depois, levá-los para o Brasil, onde eu poderia dispô-los em uma bela estante, como quem não quer nada (só provar para as visitas quão culta eu sou).

Mas estou perdendo o fetiche do livro físico. (Morar a menos de um quilômetro da uma mediateca espetacular, onde eu posso pegar emprestado um montão de livros e revistas, ajuda. Ter um leitor digital também). O fato principal, porém, é que depois de anos acumulando volumes, eu me convenci que o importante é o conteúdo do livro, não o seu corpinho. O que me faz uma leitora esperta e informada e trilíngue não é o número de obras exibidas na sala, é o número de obras que eu li!

Dito isso, se a pessoa vai ter fetiche de consumo, acho que o de livros é o melhor deles.


PS: sim, às vezes eu me impaciento porque o livro que eu quero ler está emprestado. Mas 1) é bom para aprender a viver em comunidade e 2) tem outros milhares (literalmente) de livros para eu me divertir.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O que faço com o tempo que ganhei

Uma das vantagens de uma vida mais simples é abrir espaço para as atividades que a gente gosta - e que não são necessariamente aquelas que nos fazem avançar na carreira ou ganhar mais dinheiro.

Eu gosto de aprender línguas (na verdade, língua - uma de cada vez). É demorado, não custa barato e tem partes bem chatas (como decorar regras gramaticais). Mesmo assim, acho uma delícia - e, por mais que isso seja clichê, uma porta para uma outra cultura.


Línguas diferentes dão acesso a obras diferentes. Eu, que adoro ler, aumento meu círculo de possibilidades exponencialmente. Tem muita tradução no mercado brasileiro? Tem - se a gente vai a uma livraria, pelo menos metade das estantes são de obras estrangeiras. Mas é claro que um país não dá conta de absorver tudo o que é produzido nos outros lugares. E, no Brasil, a maioria esmagadora dos lançamentos estrangeiros é de língua inglesa.

Se antes era difícil ter acesso a livros importados - você precisava ir a uma livraria especializada ou comprar pela internet - hoje, com os leitores digitais, é coisa de segundos!

Além dos livros, tem as revistas. Os filmes. Os seriados. Os sites. Os blogs. Isso tudo sem precisarmos sair de casa. Se a gente resolve viajar, então...

Não é todo mundo que gosta de estudar línguas. Eu entendo. Mas, pra quem gosta, vale muitíssimo o esforço.

PS: além de ser uma área no qual gastar dinheiro não significa acumular objetos... mas conhecimento.

PS 2: também é ótimo para o currículo, para a carreira... mas aqui eu estou falando de diversão.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Kindle Paperwhite: testei e decidi

O que eu achei do Kindle Paperwhite 2012 (em comparação com o Kindle 4):

1) ele é mais pesado: 221 gramas contra 170. É pouca coisa, mas faz diferença pra quem está acostumado à leveza do Kindle 4 - principalmente quando você está lendo na cama, pega no sono e o aparelho cai no seu nariz.

2) ele é maiorzinho: uns poucos milímetros - ele cabe no estojo do outro -, mas é perceptível. Não achei que incomodou.

3) a memória para armazenagem de livros é menor: 1,2 GB contra 1,35 GB. Ainda assim, dá pra enfiar muita publicação lá dentro.

4) ele é touch: em vez de usar as teclas das laterais e da parte inferior, você toca a tela. É mais moderno? É. Eu gostei? Não. Acho o acesso às teclas mais imediato (você não precisa tocar na tela para o menu aparecer, e aí tocar no comando) e a-do-ro o barulhinho que elas fazem pra mudar a página.

5) ele mostra as capas dos livros: você pode optar pela visualização "lista" (que é a única disponível no Kindle anterior) ou pela exibição das capas. A ideia parece ótima... até você perceber que só cabem 6 capas em cada tela. Aí, se você tem uns 300 livros arquivados, como eu, a coisa não funciona.

6) ele tem um acabamento aveludado: é uma delícia segurar, mas é um imã para marcas de dedos. As manchas ficam bem visíveis, principalmente porque o material é preto.

Ok, mas o mais importante: e a tal tela iluminada pra ler no escuro?

Bem, ela funciona. Dá pra ler direitinho. Mas eu não achei tão confortável quanto o Kindle original. Em ambiente escuros, o indicado é a configuração mínima de luz. Mesmo assim, achei que cansou os olhos. De dia, então, que a indicação é a configuração máxima, não gostei mesmo.

Não é tão incômodo quanto uma tela de computador ou tablet - a teoria é que a luz que dessas telas vêm de trás (elas são "backlit") enquanto a luz do Paperwhite viria da frente ("frontlit"). De fato, o efeito final é bem mais suave, mas, para ler as minhas várias horas por dia (não estou me gabando, é um vício mesmo) continuo preferindo o Kindle tradicional.

Conclusão: nada de upgrades para mim. Eu e meu Kindle continuaremos nosso caso de amor!

Atualização em 23/8/2014: não ficou claro no texto, mas não dá pra desligar a luz do Paperwhite. Fica sempre uma luzinha, ainda que mínima. Isso, pra mim, é o maior problema - se desse e ele ficasse igual ao Kindle 4, eu pensaria seriamente em comprá-lo. 

Atualização em 15/9/2014: me puxaram a orelha nos comentários porque eu não informei a versão do Kindle Paperwhite. Merecido. Não o tenho mais comigo (era emprestado), mas, pelo peso, é a versão 2012. Vou incluir a informação lá no primeiro parágrafo também.




PS: procurei resenhas na internet e li um monte de elogios rasgados ao Paperwhite. Fiquei me sentindo do contra, mas fazer o quê. Meu conselho: antes de comprar a nova versão do aparelho, dê um jeito de testá-la, pra ver se você gosta mesmo.

PS II: não tem um Kindle ainda? Eu apostaria no tradicional. Ele é bem mais barato (quase metade do preço) e, como diz o Leo, quanto mais simples o produto, mais difícil de dar problema.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Musashi e os perigoso da rigidez

Estou lendo o clássico Musashi, do escritor Eiji Yoshikawa, baseado em um personagem real da história japonesa.

O livro conta a história das andanças do jovem Miyamoto Musashi pelo Japão em busca de aprimoramento no caminho da espada. Musashi é um esgrimista que busca se tornar o melhor samurai de todos. O interessante é que as principais lições que ele aprende não são de como lutar e ser um cara forte e implacável. Ele precisa aprender a controlar a própria força e seu comportamento.

Entre as várias passagens que eu achei interessante, tem uma em que o Musashi, que é um aprendiz guerreiro muito disciplinado e sério, conhece uma gueixa de nome Yoshinho, muito famosa pelas sua habilidades artísticas. Ela toca um instrumento chamado biwa com maestria. Para ensinar uma lição a Musashi, ela destrói o instrumento, mostra a ele a peça transversal de madeira que sustenta o instrumento e diz:

Biwa
"Esta peça é o verdadeiro reforço que mantém o corpo, (...) suas entranhas, seu coração. No entanto, graça alguma haveria se esta fosse uma simples peça resistente e tesa. (...) O som verdadeiro da biwa surge, na verdade, de um pequeno detalhe nesta peça transversal: seus dois extremos estão aparados na medida certa, provocando uma ligeira folga na rigidez da peça. O ponto que eu, com toda a humildade, gostaria de vê-lo compreendendo é o seguinte: a atitude mental de todos nós, seres humanos, perante a vida não deveria ser semelhante à estrutura de uma biwa?

 (...)

E ao comparar essa imagem com o que percebi em sua pessoa esta tarde, senti o perigo a que está exposto, pois o senhor, Musashi-sama, é pura rigidez, nada existe em sua pessoa que represente a mínima folga. Se a uma biwa nessas condições encostássemos a palheta, o instrumento não produziria sons variados; e se mesmo assim insistíssemos em tocá-lo, suas cordas se partiriam e seu corpo se fenderia."

(Yoshikawa, Eiji. Edição para o Kindle. Posição 15815)

Eu tento lembrar disso sempre que começo a me cobrar demais, a tentar seguir com rigidez o minimalismo ou qualquer outra crença e valor que eu tenho. A gente precisa de folgas, de um relaxamento, para mantermos nossa personalidade em tudo que ela tem de mais diverso, nossas experiências e aprendizados e até mesmo nossa saúde.

Eu li a versão em amarelo, o volume I.
Depois do kindle, larguei mão de ler o volume enorme em papel.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A vida é muito curta para ler livros ruins até o fim

Resolvi deixar o kindle de lado por um tempo para ler os diversos livros em papel que eu comprei ao longo da vida e não li ainda. Comecei pegando uma caixa linda que eu comprei com 5 livros da Virgina Woolf no Submarino (esta aqui, que eu comprei em uma dessas promoções que eles fazem por 39,90, na época que o título "promoção" me atraía loucamente).

Comecei a ler o "Entre os Atos". O livro é chato, viu? Nada acontece. Ou então eu simplesmente não entendi o que ele quis dizer. Eu ficava brincando com meu namorado que o livro é tão ótimo que, se você estiver com insônia, é só ler que em 5 minutos está dormindo.

Mas eu ficava com aquela obsessão em terminar o livro, só porque eu comecei e porque "vai que uma hora fica bom". Só que cansei.

Eu tenho muito pouco tempo livre na vida para ficar lendo livros que estou achando ruins/chatos. E tem muito livro bom/legal nesse mundo esperando ser lido.

Larguei de vez. E vou começar a adotar essa postura para outros livros que eu começo a ler e que são ruins, mas que eu cismo em terminar por uma noção de obrigação totalmente sem sentido. Por que a gente tem isso, não é? E que bobagem, não?

segunda-feira, 18 de março de 2013

Leitor digital: um grande amigo do minimalismo

Eu não sou uma pessoa altamente tecnológica. Nunca tive espertofone. Não ligo para produtos da Apple. Não preciso dos últimos lançamentos. Mas o Kindle mudou minha vida (e acho que isso vale para leitores digitais em geral). Eu tinha centenas de livros em papel, e hoje não tenho praticamente nenhum (ok, uns de consulta/difíceis de encontrar eu guardei).

E-reader é uma maravilha em viagens. Começando com os guias: em um passe de mágica, centenas de páginas, quilos de papel, viram arquivos eletrônicos e sem peso. Mas o que eu estou achando mais bacana ainda é a facilidade de adquirir livros novos na estrada: alguém falou de um escritor local bacana, ou você descobriu que o romance tal é leitura obrigatória para entender o país? Em 30 segundos eu acho e compro. Ou localizo no site do Projeto Gutenberg e baixo de graça.

Agora que estou na Irlanda, comecei a ler Viagens de Gulliver, do Jonathan Swift (achei chato e larguei) e Oscar Wilde (as peças dele são divertidíssimas). Quando voltarmos à Inglaterra, vou reler os meus preferidos da Jane Austen (que são todos, menos Northanger Abbey). E quando estava no Vietnã, li O Americano Tranquilo e arrumei um novo  ótimo escritor para explorar: Graham Greene.

É exatamente assim que eu me sinto. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mais sobre o kindle

Vou explicar um pouco mais o que é o kindle e por que eu gosto dele (senta que lá vem a história).

Por que o kindle é melhor do que livros:
  • O primeiro motivo e mais óbvio para uma minimalista é que você consegue ter milhares de livros ao mesmo tempo sem gastar nenhum espaço de armário e estante com isso. Você carrega um aparelhinho pequeno e leve para tudo quanto é lugar com N opções de livros dentro.
  • Ele é muito leve, então você pode ler segurando com uma mão só e pode apoiá-lo em uma superfície. Livro é pesado e tem que segurar com as duas mão o tempo inteiro para mantê-lo aberto. Ler kindle na cama é uma maravilha de praticidade!
  • Quando você desliga o kindle e liga de novo, ou quando sai de um livro e volta pra ele, ele volta na página em que você parou da última vez. Ótimo pra quem perde marcador toda hora (como eu).
  • Quando você quer ler um livro, não precisa esperar a oportunidade de ir na loja comprar, ou comprar via web e esperar chegar. É só comprar pelo wifi (ou 3G) na loja da Amazon e recebe o livro na hora. Quando eu terminei o livro 4 das Crônicas de Gelo e Fogo, quis comprar o 5 imediatamente. Ia ficar louca se tivesse que esperar (sou meio nerd). 
Por que o kindle é melhor do que tablets e celulares:
  • O kindle não emite luz, o que é ótimo para uma pessoa que lê muito (como eu) ou que já fica o dia inteiro no computador e já chega em casa com os olhos irritados (como eu também). 
  • O fato de que sua visibilidade não é por luz também permite que se leia embaixo da luz do sol, o que não dá pra fazer em tablets ou celulares. 
  • A tecnologia dele é baseada no eInk, que faz parecer que você está lendo um livro de papel mesmo.
  • Não tem distrações. Ele é para ler e só. Por não ter navegador (tem um experimental, mas é ruim de usar), aplicativos e tal, o kindle permite que você se concentre na leitura. Excelente para quem quer foco (eu de novo).
  • A bateria dura demais! A minha dura mais de um mês, mesmo eu lendo todos os dias. Então dá para levar para viagens longas sem precisar preocupar em levar carregador.
Outras características:
  • A partir da geração 4, já tem kindle com touch screen. Dos antigos, tem um com teclado físico e outro virtual. O meu tem o virtual, o que faz com que ele fique menor do que o outro, mas por outro lado dificulta um pouco fazer anotações.
O primeiro tem touch screen, o segundo é o que tem teclado virtual (igual ao meu)
e o terceiro é o com teclado no aparelho. As imagens acima não estão com o tamanho proporcional.
  • O kindle permite que você faça anotações e marcações. Muito bom pra quem gosta de rabiscar ou marcar passagens. E isso sem destruir o livro.
  • Vem com wifi ou 3G (mais caro um pouco), então você pode mandar as coisas pra o kindle simplesmente enviando um e-mail do seu computador para seuusuario@free.kindle.com. 
  • Ele é excelente para quem está aprendendo outra língua. Isso porque você pode colocar dicionários nele. Assim, quando você estiver lendo um texto, basta colocar o cursor em cima de uma palavra que aparece o significado dela no dicionário. Mágico, não?
  • O perfil Jackie e Rômulo disse nos comentários: "Se você tem o com 3G ainda pode usar internet sem pagar nada. Ok que o kindle nao foi feito para isso, a navegação é ruim, mas para emergência serve. Enquanto viajava este ano pela América do Sul, por exemplo, usei no Chile e no Peru para ver emails. Melhor que habilitar o celular a um preço altíssimo." Eu já usei para ver twitter e gmail no exterior também, usando o wifi do hotel.
  • Mais uma experiência que eles contaram: "O suporte da Amazon é ótimo. O meu kindle quebrou ano passado, mandei email e 5 dias depois tinha um kindle novo aqui em casa e ainda pagaram o frete do quebrado de volta. Eles dão mais dicas aqui.
Desvantagens:
  • A tinta dele é só preta. Então não dá para ver figuras coloridas nele.
  • O kindle que eu tenho tem a desvantagem de não poder ler no escuro, mas o novo já tem a opção de ler com luz própria ou sem.
  • O processo de folhear livros fica meio prejudicado.
Sobre a questão da conversão para PDF:
  • O kindle vê PDF como imagem, o que pode deixar a letra muito pequena. Uma dica que pode resolver isso é mudar a configuração para paisagem.
  • Quando você converte usando o calibre (não sei se é o mesmo quando converte pela Amazon, nunca tentei) pode dar uns erros se o PDF tiver cabeçalho, rodapé, essas coisas. 
  • A Lu Monte deu a seguinte dica nos comentários: "Todo usuário de kindle tem um email: login-na-amazon@kindle.com. Se você enviar um arquivo pdf para esse email e colocar no subject a expressão "convert to kindle" (sem as aspas), adivinha o que acontece?". 
  • Já o perfil Jackie e Rômulo mandou o seguinte: "O emal funciona gratuitamente somente para envio do arquivo, sem conversão, para o Kindle. Pagando, você consegue converter. O que fizems no mestrado é juntar vários pdfs de uma mesma matéira em um e enviar pra lá e dividir entre a turma (quase td mundo tem kindle). Vale bem a pena, viu."
  • Eu já ouvi um tempo atrás que a Amazon cobrava 0,99 centavos por conversão. Eu nunca tentei, então não sei dizer.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Dicas para o Kindle

Como prometido, vou relatar aqui o que aprendi no meu primeiro ano de usuária assídua do kindle. Como sou meio obcecada tanto por leitura quanto por organização, fui aprendendo algumas coisas. Sintam-se livres para dar mais dicas, para seguir o que acharem interessante ou não e para criticarem também.

1. Comprar.
  • Eu comprei o meu em uma viagem ao exterior. Comprei pela Amazon alemã e mandei entregar na casa em que fiquei hospedada. Já vi casos de gente que mandou entregar no hotel e que deu certo.
  • A Lud comprou o dela pela internet, na Amazon americana. O site calcula o frete, os impostos e já cobra tudo de uma vez. E entregam no Brasil bem rapidinho (menos do que uma semana). O kindle, o adaptador para carregar na tomada e uma capinha protetora, mais frete e impostos ficaram em 400 e poucos reais, em novembro de 2011. Em tese, seria possível pedir restituição dos impostos à Receita Federal, com a justificativa de que o kindle é equivalente a livro.
  • Você pode comprar no Mercado Livre. Já comprei produtos lá e nunca tive problema (comprei um ipod, inclusive). Mas leia com atenção as avaliações de outros compradores da mesma pessoa. 
  • Você pode pedir pra alguém trazer de fora.
  • Dá ainda pra espalhar a notícia de que você está atrás de um e esperar alguém dizer que conhece alguém que vende. 
  • Por fim, li uma notícia dizendo que a Amazon chegaria ao Brasil em breve. Vamos ver...
2. Alimentar.
  • Você pode comprar livros no site da Amazon de qualquer um dos países. É simples e seguro. Eu garanto. Mas quase só tem coisa em inglês ou outras línguas. Alguns autores, como Paulo Coelho, já lançaram seus livros em português para kindle.
  • Sites com livros de domínio público. Tem os clássicos todos de graça, já no formato do kindle. Tinha citado no outro post, mas repito aqui: Projeto Gutenberg e Domínio Público. 
  • Aplicativo Push to Kindle. Coisa mais linda. É um aplicativo que existe para celular e para todos os browsers (firefox, chrome, ie...). Ele vira um botão no seu navegador. Aí, quando você acha um texto que queria ler no kindle, como um artigo de uma revista ou um post mais longo, é só apertar o botão que ele converte o texto para o formato do kindle (.mobi) e envia pro seu kindle. Isso foi ótimo para mim. Eu ainda adoro ler fanfictions. Mando tudo pro kindle.
  • Sites de livros piratas. Por uma questão ética, não vou indicar aqui. Mas, se quiserem, é só procurar no google. Tem vários.
  • Você pode transferir PDFs pro seu kindle. O ruim é que o kindle enxerga o PDF como imagem, e não como texto, então ele não permite que você aumente ou diminua a letra, por exemplo. Então tem PDF que é bom de ler e outros que não. Meu namorado reclama disso, porque ele lê muito PDF.
3. Organizar
  • O Calibre é um programa de gerenciamento de e-books. Ele converte livros de outros formatos para o do kindle, permite que você renomeie livros e acrescente detalhes para organizá-los e facilitar a busca, como data de publicação, autor, gênero etc. Ele serve também para alimentar o kindle. Você pode mandar a Folha de São Paulo, por exemplo, pro seu kindle.
  • Grupos no próprio aparelho. Você pode criar grupos no kindle e colocar os arquivos lá dentro. Funcionam como pastas. Fica mais organizado e fácil de achar cada coisa.
Além do que apontei acima, eu escrevi alguns comentários gerais sobre o aparelho e seu uso, mas como o post aqui está muito grande, vou colocar em outro, ok?

Espero que gostem e seja útil. Se tiverem alguma dúvida mais específica, inclusive de como se faz algo do que falei acima, é só perguntar.

Captura do site da Amazon, com os leitores kindle a venda. O meu é o de 69 dólares. 
PS: Infelizmente, não estou ganhando nada da Amazon pra fazer este post. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Desapegando dos livros

Um dos meus maiores pontos fracos na busca pelo minimalismo é me desapegar dos livros.

Eu tenho todo aquele fetiche com livros. Ter uma biblioteca em casa é meu sonho desde criança. Eu lembro que ficava maravilhada quando, em "A Bela e a Fera" da Disney, a Bela abria a biblioteca da Fera e via estantes e estantes de livros. Fui, ao longo da vida, construindo minhas estantes. Hoje tenho uma no meu quarto e outra na despensa da minha mãe (invadi!).

E para quê? Qual é a utilidade daquele montão de livros? A única é juntar poeira. Ocasionalmente eu empresto um livro para alguém (que quase nunca volta) e mais raramente ainda eu releio um livro. Mas para quê ler um livro repetido se tem tantos livros novos por aí para ler? Então.. Para que juntar livros (e poeira)?

Minhas estratégia:

1. Doar. Mandei pra escola que minha mãe dá aula todos os infantis e aqueles livros que a gente tem que ler na escola, mas que são meio chatos. Essa foi a parte mais fácil.

2. Trocar com amigos. Como eu tenho todo aquele apego e não consigo simplesmente doar muitos livros, pensei em algo simples. Eu adoro livros, certo? Então que tal trocar os que eu tenho por livros novos? Amigos que tenham livros que já leram e queiram novos, venham trocar livros comigo! Assim, a gente tem sempre livros novos, sem precisar comprar.

3. Trocar em sebos. Por vez, pego uns 8 livros que nunca vou querer ler de novo e troco em um sebo por 3 livros que vou querer ler e provavelmente guardar. Estou adorando... Uma hora, meu estoque vai acabar, ou vou ter só aqueles que não quero trocar. Aí eu tenho duas opções: 1. pratico novamente o desapego e troco aqueles mesmo. 2. compro versões pro kindle, que não ocupam espaço.

Meu kindle, versão 4
4. Ler no kindle. Que coisa mágica! Levinho, fácil de levar para os lugares, e cabe centenas de livros (quem sabe milhares) sem ocupar espaço físico. E os livros pra ele ainda são mais baratos. Sem contar os de domínio público, que posso encontrar grátis em locais como Projeto Gutenberg e Domínio Público. (Me cobrem escrever um post com dicas para usar o kindle. Tenho várias!)

Por enquanto, é o que tenho feito. Já diminuí uma fileira de livros em umas das estantes. Todos livros que eu sei que nunca vou querer ler de novo. Alguns livros tão fáceis de achar que não vale a pena guardar (livros que todo mundo tem, ou de domínio público). Já tenho mais uma fileira definida pra doação/troca. E vou indo aos poucos...

Além disso, não comprei novos livros físicos (só pro kindle). Melhorei minha coleção em qualidade também. Nas trocas que fiz, escolhi ficar com alguns livros teóricos e de consulta, aos quais eu vou voltar vez ou outra. Tenho também os meu preferidos guardados, como os da Anne Rice (já umas 3 vezes cada).

Assim vou indo. O desapego e o minimalismo são um caminho. É descoberta, autoconhecimento, liberdade e reflexão constantes. Adoro!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como se desfazer de sua biblioteca sem sofrer

Não dá, né, gente? Para se desfazer de seus livrinhos sem dor. Mas acho que dá pra ser com um mínimo de choro e ranger de dentes. Aqui vai o meu método (aberto a sugestões): 

Passo 1: Reflita sobre o fato de que o importante não são os objetos, mas seu significado. A essência do livro está em suas palavras, não no papel.

Passo 2: Fique sócia de uma (ou várias) bibliotecas. Quase toda empresa/clube/instituição pública/escola de idiomas tem uma. Maravilhe-se com o fato de ler livros de graça.

Passo 3: Arrume um leitor digital. A Rita gosta do iPad; eu sou fanzoca do Kindle. Maravilhe-se com a leveza, a praticidade e a quantidade de livros eletrônicos grátis disponíveis na net.

Passo 4: Devolva os livros que você pegou emprestado. Quando tentarem devolver livros que você emprestou, diga para as pessoas ficarem com eles.

Passo 5: Separe vários livros que você tem certeza que não quer reler e leve-os a um sebo. Horrorize-se com os tostões que vão lhe oferecer. Leve-os de volta pra casa, indignada. Ou aceite os tostões.

Passo 6: Separe os livros que você já releu. Doe-os a uma biblioteca/clube/instituição/escola de idiomas (especialmente se foram escolas e universidades públicas).

Passo 7: Tente vender livros em seu blog, sem sucesso. Venda um monte deles para seu próprio pai.

Passo 8: Conscientize-se de que o que faz você esperta/informada/fã da Jane Austen não é ter livros na estante, mas ter lido os livros que estão na estante.

Passo 9: Separa seus tesouros literários mais preciosos (como as coleções completas de Machado de Assis e da Jane Austen). Dê de presente para pessoas queridas na próxima data festiva. Ignore a irmã que acha isso uma biltrice.

Passo 10: Viaje com seu leitor digital. Perceba que atrasos e filas não te incomodam mais. Ao contrário: eles são a oportunidade de ler mais um capítulo. E você não precisa mais poupar o único  livro que coube na mala de mão - há outros na memória do e-reader!

Passo 11: Repita os passos 5 e 6 repetidas vezes

Passo 12: Ao visitar seus pais, enfie nas estantes deles os 5 ou 6 volumes que você realmente não suporta abrir mão.

Último passo: sorria!


 
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