quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Os hobbies e o risco de acumular objetos desnecessários

Definidos os hobbies que queremos praticar, é hora de avaliar os objetos relacionados.

Primeiro, acho importante se livrar daqueles de hobbies que não se quer manter mais. Não faz sentido ficar guardando para um possível retorno. Se você não curte agora, não vai curtir depois. Tem hobbie demais por aí para ficar praticando um só porque comprou um monte de coisa para isso. Doe, venda, troque ou dê um outro uso.

Fiz tênis durante uns anos, até machucar o punho. Depois que me recuperei, percebi que não iria mais voltar porque não cabe mais na minha rotina. Doei minhas bolinhas e a raquete. Tenho usado as roupas para correr. Por mais que eu possa voltar um dia, não faz sentido ficar anos guardando aquilo tudo. Se bobear e eu voltar mesmo, a raquete que eu tinha já vai estar ultrapassada e as roupas estariam puídas. Não faz sentido.

Em segundo lugar, é importante não cairmos na armadilha de comprar todas as tralhas relacionadas ao hobbie. Lembro de colegas do tênis que iam fantasiados de Roger Federer. Blusa, bermuda, boné, munhequeira, meia, tênis, raqueteira, garrafinha... Tudo de marca. Não preciso nem falar que isso não fazia deles melhores jogadores... 

Roger Federer e sua linha de roupas de 2013. Garanto que o motivo de ele ser foda não são as roupas. Na verdade, as roupas só existem porque ele é foda.
Claro que há ferramentas e roupas que fazem diferença no conforto e até na eficiência. Alguns produtos de baixa qualidade podem até fazer você machucar. Mas tem um tanto de coisa que é só estética. Ou só marketing. Ou nem isso.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quando vale a pena gastar tempo (ou não): hobbies

Hobbies são uma parte importante da vida. A gente se distrai, aprimora habilidades, socializa... Acho fundamental cultivarmos alguns. Mas é preciso ter cuidado para, como tudo na vida, não exagerarmos ou não escolhermos mal.

Para começar, acho importante avaliar quais são os hobbies que realmente queremos ter na nossa vida. Às vezes começamos um porque alguém que gostamos nos chama. Ou porque fazia sentido em uma determinada época. Ou porque o lugar ficava perto de casa. Ou porque era a única coisa que dava para fazer no horário livre. Ou simplesmente porque parecia algo legal de fazer. Sei lá... Mil motivos. Qualquer um tão válido quanto o outro.

Mas essas situações podem mudar. Ou então podemos perceber depois de um tempo que o benefício não está compensando. Ou o lugar onde praticamos pode fechar. Enfim... A vida muda. E tempo é o recurso que mais nos falta hoje em dia. Então, para começar, acho sempre necessário pensar se aquele hobbie é importante mesmo. Se ele merece estar entre as coisas às quais queremos dedicar parte da nossa já-tão-cheia-de-coisas vida.

Se a resposta for sim, o próximo passo é realmente inclui-lo no dia a dia. Não adianta falar que sim e praticar uma vez ou outra. Se você gosta, porque não tornar constante? Além de ter mais daquilo que se gosta na vida, ainda temos a chance de melhorar naquilo, e de aproveitar melhor seus benefícios. Que seja praticar um esporte, cozinhar, escrever, jogar, desenhar...

Eu cultivo a disciplina de estar sempre praticando meus hobbies, como a capoeira, a corrida e os jogos. É justamente para ter tempo de fazer essas coisas, que eu amo e que me fazem tão bem, que me esforço tanto para não gastá-lo com bobagens. É uma das maiores contribuições do minimalismo para a minha vida.

Capoeirando

Capoeirando de novo
Jogando 7 Wonders

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Guest post: diminuindo o guarda-roupa devagar e sempre

A Anne Elise deixou um comentário no post anterior contando como foi praticando a ideia de desapegar devagar e sempre no seu guarda-roupa. Pedi a ela para publicar como post e aqui está.

Eu nunca curti fazer compras, e nem acumular coisas em excesso, mas não tinha muita noção do conceito de minimalismo. Em 2013 comecei a ler o blog e desde então as coisas começaram a ficar bem claras pra mim. Comecei a me esforçar pra ir diminuindo cada vez mais meus pertences (por questões ambientais, por paz de espírito, e pra doar a alguém que precise e vá fazer melhor uso).

No final de 2014, após voltar de uma estadia de 6 meses no Haiti (sou militar), percebi quanta roupa eu tinha! (mesmo considerando "pouco" quando comparado a maioria das mulheres que conheço). Fiz uma limpa geral.

Como trabalho uniformizada, uso muito pouco as minhas roupas "civis". A maioria delas estava muito bem conservada, por isso eu tinha pena de doar. Pensava que poderia guardar, pra usar futuramente... Mas percebi o quanto esse pensamento não faz sentido. Por que esperar a roupa ficar velha pra doar? Quem receber, iria preferir receber uma roupa velha ou uma roupa nova? E aí vi que se formos dar algo pra alguém (presente ou doação) é bem melhor dar algo que eu gostaria de receber, do que algo em más condições, que eu não iria querer pra mim. Óbvio, né?

Pra conseguir determinar o que deveria ficar, e o que sairia, separei as roupas em algumas categorias: roupa pra festa de noite, roupas pra sair de noite (barzinho/boate), roupas pra saidinhas/festas de tarde, roupas pra usar no curso, roupas pra uso geral (ir no mercado), roupas pra ginástica/passear com cachorros, roupas pra ficar em casa etc. Depois de dividir em categorias, comecei a pensar na frequência de utilização.

Festas de tarde, por exemplo, eu havia ido em umas 3 no último ano (festas de crianças). E eu tinha 5 vestidos pra essa finalidade! Fiquei só com dois, e os outros três, embora novos e lindos, foram doados.

Roupas pra sair de noite, eu tinha várias, entre blusas (pra usar com calça jeans/social) e vestidos. Se eu sair uma vez por semana é demais, então mantive uns 5 conjuntos pra essa finalidade, e o resto foi doado. E assim por diante.

No fim, acho que reduzi minhas roupas quase pela metade (doei quase 100 peças).

Doei tudo em um centro espírita que faz um bazar, e vende bem baratinho: assim quem comprar - normalmente pessoas de baixa renda - vai poder comprar bem baratinho, e vai fazer bom uso (prefiro sempre vender bem barato a doar. Acho que quem paga pela coisa, por mais barato que seja, costuma cuidar melhor), e o Centro ainda ganha um dinheirinho pra ajudar na manutenção interna. E eu me livro daqueles montes de roupas guardadas.

Agora, quase 2 anos depois, tenho visto como já acumulei de novo. Não comprei nenhuma roupa nova desde então, mas minha irmã, minha mãe e uma amiga me deram algumas roupas que elas não queriam mais e ganhei algumas várias novas de presente (principalmente da minha mãe, que SEMPRE me dá presentes). Está na hora de fazer uma limpa de novo. E acho que essa época de fim de ano é uma ótima oportunidade de recomeçar.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Meu minimalismo é devagar e sempre

Uma das perguntas que mais escuto ao falar sobre minimalismo é: como adotar esse estilo de vida sem gastar mais? Minha primeira reação é sempre um estranhamento até eu lembrar que há uma ideia de que é preciso se livrar de todas as suas coisas e adquirir outras ditas minimalistas.

Essa pergunta apareceu novamente na entrevista que dei para o jornal Zero Hora, para a matéria Talvez você não precise de tudo o que tem, da Paula Minozzo. Desta vez resolvi organizar melhor as ideias sobre o assunto.

Primeiro há uma confusão normal entre o estilo de vida minimalista e o movimento estético minimalista. Não são exatamente a mesma coisa. O que têm em comum é a ideia de buscar o que é mais importante e eliminar aquilo que não é. Tem tudo a ver com foco. Isso pode se expressar de maneira estética ou não.

Para mim, buscar o essencial não quer dizer usar só branco e preto. Nem ter um armário cápsula ou um macbook. Focar no mínimo tem a ver com prioridade. Porque sabemos que não dá para ter tudo. Então eu quero ter na minha vida aquilo que é mais importante para mim. É questão de escolha.

Desde que comecei minha caminhada neste estilo, venho aos poucos avaliando o que eu quero manter, e o que é supérfluo. Não joguei meu armário todo fora e comprei outro. Não fiz isso com meus cosméticos, eletrônicos e nem com meus livros. Fui aos poucos consumindo o que eu já tinha, doando o que não queria e refletindo sobre minhas posses e seus usos.

Mas o mais importante é que, na hora de comprar algo novo, faço com muita consciência. Então meu armário e minha casa estão cada vez mais próximos do que eu considero ideal. E não gastei nada a mais por isso. Pelo contrário, gastei menos. Já que aproveitei o que eu já tinha e não adquiri inutilidades.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mantendo a mesa de trabalho limpa e organizada

Dias atrás, tive que passar um pano na minha mesa de trabalho para tirar poeira e percebi o quanto ela estava lotada de coisas. Papelada, inúmeros cabos e fios, caneca, copo d'água, agenda, canetas, uma infinidade de coisas. Hora de organizar.

Uma das estratégias que eu já defini para facilitar minha vida - e me poupar tempo com limpeza e organização - é manter o mínimo possível de objetos nas superfícies. Então o primeiro passo foi organizar as gavetas da mesa para poder guardar coisas nelas.

O que eu não preciso mais, joguei fora. O que eu preciso guardar, mas não usar com frequência, foi parar em algum outro local mais adequado (e mais afastado). E, o que estava em cima da mesa e uso sempre, guardei nas gavetas.

Gaveta onde guardo bloquinhos, post-its, clips, canetas, lápis, papéis em branco, além de envelopes e pastas vazios.

Gaveta com cabos, bolinha de apertar, caderno (embaixo tem uma pasta com documentos), HD externo, os papéis com os quais estou lidando no momento, pen drives, paninhos e produto de limpar notebook. O lugar de guardar a agenda é em cima dos papéis.
Organizar papéis é uma luta constante. Por isso é importantíssimo aplicar a eles a mesma tática usada para e-mails. Receber, decidir o que fazer e não procrastinar. Mesmo assim, de tempos em tempos, é importante checá-los de novo. Sempre tem um ou outro que era importante no passado, mas que não é mais.

Depois, chegou a hora de organizar os cabos e os fios. Os que não estão em uso imediato: gaveta. Os que eu podia eleminar, eliminei. Por exemplo, uso mouse sem fio e rede wireless. O único cabo agora em uso constante é o carregador do notebook.

Minha mesa está limpa, organizada e funcional. Agora é tomar cuidado para mantê-la assim.

mesa de trabalho organizada
Minha mesa de trabalho organizada