segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Eu confesso: virei leitora de auto-ajuda

Sempre torci o nariz para livros de auto-ajuda. Identificava a categoria com Paulo Coelho (me perdoem os fãs, mas a técnica dele é medíocre - não discuto o conteúdo) e com o famoso "O Segredo", que é provavelmente a maior coleção de bobagens que já vi impressa (falei mal dele aqui).

Mas, de uns tempos pra cá, descobri que há méritos na área. Primeiro porque, se considerarmos que livro de auto-ajuda é aquele que dá instruções para o leitor se aprimorar, todos os livros de receitas e manuais faça-você-mesmo entram na categoria. Segundo porque há obras interessantes escritas por especialistas renomados, com recomendações baseadas em pesquisas científicas. O segredo (rárá) é checar as críticas e se informar sobre os autores antes de partir para a leitura.

Ainda assim, temos de usar nosso senso crítico. Por exemplo, o Martin Seligman, decano da psicologia positiva e nosso já conhecido Dr. Felicidade, acha que o Freud estava completamente errado ao afirmar que as experiências que temos na infância nos formam. Já os autores psicólogos de "Addicted to Unhappiness" (Viciados em Infelicidade) afirmam que todos os nosso problemas foram causados pelo tratamento que nossos pais nos deram quando crianças (se eles fizeram que nos sentíssemos infelizes, a gente acharia que é o normal, e ficaria buscando esse estado). Ou seja: mesmo (ou talvez principalmente!) na ciência há vozes discordantes. (No caso aí de cima, acredito no meio termo: nem tudo é trauma de infância, e nem somos adultos inteiramente independentes do nosso passado).

Os temas que têm me atraído são felicidade, trabalho/carreira/talento, depressão e, claro, minimalismo. Tenho lido conselhos úteis e feito descobertas interessantes. Recomendo (com cautela).

6 comentários:

  1. Haushahusa.... esse é um mea culpa que me pertence muito também. E eu sempre torci o nariz para o Paulo Coelho também, até ler, ai cheguei a conclusão que um: a leitura dele é fácil, porém pobre rsrs... e que o conteúdo, nada mais é que um olhar mais atento as humanidades, pouca coisa mais profundo que o dia a dia (ainda acho superficial e raso). E que para algumas pessoas deve ser válido, mas eu gosto de mergulhos mais profundos.

    Mas em contrapartida, tenho encontrado muita gente bacana que fala de desenvolvimento pessoal, espiritualidade de um jeito que me identifico muito e faz todo sentido para mim. E ler/ouvir (vejo muito vídeo no youtube do assunto) essas coisas me ajudou muito no meu processo de auto-conhecimento, minimalismo interior, e principalmente, me ajudou a mudar a perspectiva para levar a vida de jeito mais leve!

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  2. Não curto auto-ajuda, a não ser em temas bem específicos, como organização ou finanças pessoais, que sou meio viciada.
    Paulo Coelho é isso aí mesmo. Mas tem um livro dele que recomendo muito a leitura: O Alquimista. Acho que é o primeiro livro que ele publicou, e é bem legal. Como acontece com mtos autores, os livros mais novos são péssimos, a inspiração se esgotou toda nos primeiros (1 ou 2), o resto é muuuito descartável. No caso dele, o bom é o antigão, O Alquimista.

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  3. Sempre gostei de livros de auto ajuda. Gosto de saber a opinião e experiências de outras pessoas mesmo que não concorde com elas. Isso me provoca a pensar e avaliar novos pontos de vista.

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  4. Geralmente os livros de auto ajuda querem nos ensinar algo que não se aplica tão fácil, fazem algumas regrinhas bobas e não nos ajudam nem mesmo a pensar se aquilo é o melhor pra gente, claro, há exceção, gosto de livros com histórias de superação reais, assim posso me espelhar nelas, tirar conclusões e enxergar o mundo sobre a perspectiva real do outro...

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  5. A questão das discordâncias entre visões da psicologia não aparece só nos livros de autoajuda. Na faculdade, quase todos os meus professores eram profissionais renomados, quase todos discordavam entre si e, como se não bastasse apenas discordarem amigavelmente, quase todos ainda falavam mal das teorias alheias usando até uma boa dose de grosseria. Cada uma das teorias da psicologia, ainda que contraditórias, tem defensores ferrenhos e argumentos convincentes. Qualquer publicação que arrisque um mínimo passinho na psicologia não está livre de ser contradita, rs...

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  6. o que as pessoas pensam erroneamente é que todos os livros de autoajuda se encaixam dentro da linha dos livros esotéricos e espiritualistas, por isso torcem o nariz.
    eu gosto de livros do tipo "manual", por exemplo, esses são dois dos meus preferidos:
    http://www.skoob.com.br/livro/266986
    http://www.skoob.com.br/livro/45902-simplifique-sua-vida

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