segunda-feira, 1 de abril de 2013

A vida é muito curta para ler livros ruins até o fim

Resolvi deixar o kindle de lado por um tempo para ler os diversos livros em papel que eu comprei ao longo da vida e não li ainda. Comecei pegando uma caixa linda que eu comprei com 5 livros da Virgina Woolf no Submarino (esta aqui, que eu comprei em uma dessas promoções que eles fazem por 39,90, na época que o título "promoção" me atraía loucamente).

Comecei a ler o "Entre os Atos". O livro é chato, viu? Nada acontece. Ou então eu simplesmente não entendi o que ele quis dizer. Eu ficava brincando com meu namorado que o livro é tão ótimo que, se você estiver com insônia, é só ler que em 5 minutos está dormindo.

Mas eu ficava com aquela obsessão em terminar o livro, só porque eu comecei e porque "vai que uma hora fica bom". Só que cansei.

Eu tenho muito pouco tempo livre na vida para ficar lendo livros que estou achando ruins/chatos. E tem muito livro bom/legal nesse mundo esperando ser lido.

Larguei de vez. E vou começar a adotar essa postura para outros livros que eu começo a ler e que são ruins, mas que eu cismo em terminar por uma noção de obrigação totalmente sem sentido. Por que a gente tem isso, não é? E que bobagem, não?

22 comentários:

  1. Eu tenho dificuldade em abandonar livros, a menos que sejam realmente intragáveis. Sempre acho que pode melhorar. O último assim foi O Mundo de Sofia. Pensei em parar, li umas 100 páginas e não sentia nada além de sono. Acabei insistindo e no fim eu me apaixonei pelo livro, virou um dos meus favoritos. Difícil saber mesmo quando é hora de parar. Beijos!

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    1. Eu sempre ficava pensando nisso, Renata. Mas depois pensei que, mesmo que fique bom no final, tem montes e montes de livros no mundo que são bons desde o começo. Então eu vou eventualmente perder um livro que fica bom no final, mas vou deixar de perder tempo com vários que nunca iriam ficar bons. Eu nunca vou conseguir ler todos os livros bons do universo, tem muita opção :)

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    2. Faz sentido! Ainda preciso me desapegar nesse ponto :)

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  2. Eu comprei essa caixa também! Esse feriado, dando um limpa nas estantes, parei e olhei pra ela, pensando "o que que eu pretendia com isso, dels do céu?"

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    1. Hehehe... Eu ainda vou dar uma chance para os outros livros. Eu acredito que a autora seja boa, talvez só esse livro não tenha a ver comigo. Vou tentar um mais renomado. Esse que eu li foi o último que ela escreveu e nem ela estava muito satisfeita com ele.

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  3. Ei, Fernanda também li esse livro e achei muito chato. Terminei de ler, mas não me acrescentou nada. Mas ultimamente tenho me liberado mais. Ta ruim, entendiante... deixo de lado é busco uma nova leitura.

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    1. Oi, Fer!
      Que legal você por aqui! A gente não se falou mais desde que terminamos a pós. Espero que esteja tudo bem contigo. Ainda tá fazendo o mestrado?
      Ainda bem que eu não insisti no livro então. É muita perda de tempo, né? Vou começar a fazer isso agora sempre. Tá chato, largo.

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    2. Ei, Fê!
      pois é... nesse vida corrida nossa fica difícil.
      Gosto muito do seu cantinho na rede. Sempre que posso passo por aqui. Tenho achado interessante essa vida minimalista, mas ainda não dei um jeito nisso.
      Então, terminei o mestrado e agora estou no doutorado.
      Outro dia fui lá na Allegro, mas não deu certo.. rsrs

      Quem sabe um dia desses a gente se encontra.

      bj grande.

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    3. Ei!
      Vida corrida mesmo. Dureza... Que bom que você está gostando. A vida minimalista é interessante, mas nem acho que a gente precise ser minimalista em tudo e de uma vez só. Dá pra ir pensando o que tem a ver com você, com a sua vida, ir testando...
      Que legal saber do seu doutorado! Como assim você foi na Allegro? Como que eu não fiquei sabendo disso? Hehe...
      Beijo!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Finalmente alguém que pensa como eu. Tenho vários amigos que me criticam quando digo isso, mas realmente não consigo ler um livro que não estou a fim. Afinal, como você mesmo disse, temos pouco tempo para gastá-lo com algo que não estamos gostando simplesmente para poder dizer depois: "Li e não gostei."
    Além do mais, acredito que existem os livros certos para cada momento nosso. Ás vezes o livro intragável de hoje é aquele que te dará um novo rumo a sua vida amanhã.
    Parabéns pelo blog!

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    1. É verdade, Elisa. Tem isso de momento também. Tem épocas que você quer algo mais leve, outras mais poético, mais teórico e por aí vai. Tem razão.
      Eu não era assim, de largar os livros ruins pela metade, mas agora vou ser. Acho que faz muito mais sentido :)
      Obrigadinha!

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  6. Ah, eu também faço isso. Claro que leio um pouco pra ver se a coisa anda, senão desencano e passo pra outro livro.

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    1. Eu estou desenvolvendo esse desprendimento ainda. Hehe.. Mas eu acho que compensa.

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  7. Boa tarde!

    Engraçado como já caí nessa de ler até o final só pq comprei, o mesmo vale pra perfume e roupa. Hoje se compro um livro e não gosto, simplesmente deixo de lado e faço uma doação ou troca na primeira oportunidade, não perco meu tempo com coisa ruim, rsrs!

    Corey

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    1. Boa tarde, Corey!

      Tem toda razão. Eu vou passar a fazer isso também. Tempo é um recurso muito precioso. Tem muita coisa boa na vida para a gente perder tempo com coisa ruim.

      :)

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  8. Ano passado foi a primeira vez que consegui abandonar um livro pela metade. Era de um autor chato, eu discordava de basicamente tudo que ele escrevia, a tradução estava péssima... e olha, mesmo assim interrompê-lo foi uma decisão difícil. Mas valeu a pena. Espero ter aprendido a lição. :)

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    1. Ei, Lu!
      Eu não lembro se já abandonei antes na vida. Acho que sim. Mas eram casos isoladíssimos (tanto que nem lembro). Só agora que eu estou mais ligada no minimalismo que eu me toquei do desperdício que é. Para a gente que gosta de ler, é complicado abrir mão assim. Mas a gente viu que vale a pena, né?
      Beijo!

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  9. Concordo plenamente com teu post, Fernanda! =)

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  10. Eu larguei o Morro dos Ventos Uivantes, fiquei alguns meses, muito melodrama, parece novela mexicana.
    E o Jogador do Dostoievesky tentei ler duas vezes, não dá, paradão, nada acontece.

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    1. Menina, eu tenho o Morro dos Ventos Uivantes e já tentei ler umas 5 vezes. Toda vez que começo, desisto. Estou achando que chegou a hora de eu assumir que nunca vou ler. Hahahaha... Tem uns livros que, por mais que sejam clássicos, não pegam a gente, não é? Já aconteceu comigo várias vezes...
      Abraço!

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