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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quando vale a pena gastar tempo (ou não): hobbies

Hobbies são uma parte importante da vida. A gente se distrai, aprimora habilidades, socializa... Acho fundamental cultivarmos alguns. Mas é preciso ter cuidado para, como tudo na vida, não exagerarmos ou não escolhermos mal.

Para começar, acho importante avaliar quais são os hobbies que realmente queremos ter na nossa vida. Às vezes começamos um porque alguém que gostamos nos chama. Ou porque fazia sentido em uma determinada época. Ou porque o lugar ficava perto de casa. Ou porque era a única coisa que dava para fazer no horário livre. Ou simplesmente porque parecia algo legal de fazer. Sei lá... Mil motivos. Qualquer um tão válido quanto o outro.

Mas essas situações podem mudar. Ou então podemos perceber depois de um tempo que o benefício não está compensando. Ou o lugar onde praticamos pode fechar. Enfim... A vida muda. E tempo é o recurso que mais nos falta hoje em dia. Então, para começar, acho sempre necessário pensar se aquele hobbie é importante mesmo. Se ele merece estar entre as coisas às quais queremos dedicar parte da nossa já-tão-cheia-de-coisas vida.

Se a resposta for sim, o próximo passo é realmente inclui-lo no dia a dia. Não adianta falar que sim e praticar uma vez ou outra. Se você gosta, porque não tornar constante? Além de ter mais daquilo que se gosta na vida, ainda temos a chance de melhorar naquilo, e de aproveitar melhor seus benefícios. Que seja praticar um esporte, cozinhar, escrever, jogar, desenhar...

Eu cultivo a disciplina de estar sempre praticando meus hobbies, como a capoeira, a corrida e os jogos. É justamente para ter tempo de fazer essas coisas, que eu amo e que me fazem tão bem, que me esforço tanto para não gastá-lo com bobagens. É uma das maiores contribuições do minimalismo para a minha vida.

Capoeirando

Capoeirando de novo
Jogando 7 Wonders

sexta-feira, 4 de março de 2016

Essa palavra

Sempre que me perguntam os motivos de eu ter adotado o minimalismo, falo da liberdade. Mas essa palavra solta assim parece tão pouco palpável e distante... Muitas vezes não é claro o apelo quando comparado a outros mais óbvios, como comprar uma roupa nova ou o último iPhone.

Mas eu tenho um truque. Sempre quando eu começo a ser tentada pelo consumismo ou começo a ficar apegada a alguma coisa, eu puxo uma memória de liberdade, e aí a decisão fica fácil.

O que eu senti logo após apresentar o TCC da pós-graduação. O sentimento de estar carregando uma mochila pesada e tirar ela das costas. Aquele momento em que chego em casa de um dia de trabalho e tiro o salto. Quando eu doei um sapato que eu não usava para alguém que adorou. O primeiro dia de férias. A sensação de quando pedi demissão de um emprego que eu odiava.

Tenho comprovado cada vez mais que as coisas às quais nos apegamos prendem a gente, e de uma maneira que não é positiva.

"...Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!

Basta a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar..."

 O das quinas, Fernando Pessoa

"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles

liberdade

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Minha meta de socializar, e porque ela é importante

No início do ano de 2015, refletindo sobre o que eu queria melhorar na minha vida, eu fiquei pensando muito no tanto que eu gosto de encontrar pessoas, e no tanto que eu fui deixando isso de lado para dar conta de atender outras áreas da minha vida (trabalho, capoeira, casa...). Não que essas coisas não sejam importantes, elas são fundamentais; mas elas não podem ser a minha vida inteira (e estavam sendo). 

Porque eu gosto de conversar, de contato com os outros, de ver gente. É algo que me faz bem e uma das coisas que eu acho mais importante na vida. Eu tento tanto simplificar a minha vida justamente para aproveitar o que é essencial para mim, e não estava conseguindo.

Então eu realmente me dediquei a socializar mais. Aconteceu mais de uma vez de eu chegar em casa durante um dia da semana super cansada do trabalho, chovendo lá fora, doida pra ficar no sofá de pijama, e surgir na hora ou eu já ter combinado antes um encontro. Claro que é completamente justificável querer descansar em um momento desses. E algumas vezes realmente não dá pra ir contra, ou a gente acaba doente. Mas na maioria delas dá para segurar a preguiça, tomar um banho, dar uma renovada e sair.

Sempre que fiz isso, foi ótimo. Mesmo tendo bagunçado minha rotina algumas vezes (e eu adoro minha rotina), valeu tanto a pena que estou ampliando a meta pra este ano. Não que eu tenha como medir essa meta, então fica mais na minha cabeça e na maneira de lidar com a vida.

Quero ver ainda mais amigos, encontrar com a família, visitar quem mora longe, conhecer novas pessoas. Isso me faz feliz. É essencial para mim. Então vou correr atrás.

No início do ano, meu amigo Luis veio da Inglaterra passar poucos dias aqui. Era no meio de semana, eu estava morta de cansada, mas tirei energia da alma e fui encontrá-lo. E foi uma delícia!
Depois tive férias, e fui ver o Paulo no Rio de Janeiro.
Depois foi a vez da Diorela vir ao Brasil. Demos um jeito de nos encontrar. Por mais que a gente converse pela internet, ver a pessoa e poder abraçar é muito bom.
No final do ano, aproveitei uma viagem de trabalho para Brasília, para passar uns dias de muitos passeios e conversas com a Lud e o Leo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Quanto mais dinheiro, mais dinheiro

Se a liberdade e a segurança não parecem motivos suficientes para economizar dinheiro, além de todos aqueles que já citei, apresento um para quem gosta de dinheiro: dinheiro gera mais dinheiro.

Investimentos é o caminho mais óbvio, e nem por isso o menos importante. Os juros compostos são uma coisa linda. Você investe um pouco, e ganha um pouco. Aí você investe esse pouco também, e por aí vai. E, quanto mais tempo passa, mais dinheiro está investido e mais dinheiro está se ganhando com ele.

Mas não pára por aí. Como a nossa sociedade é construída ao redor do dinheiro, ela beneficia quem mais tem. Por exemplo, se você vai comprar alguma coisa e tem o dinheiro todo para pagar tudo ou grande parte à vista, vai conseguir preços muito melhores. Quem tem mais dinheiro paga mais barato pelas coisas.

Outro benefício do qual eu me aproveito é não pagar nenhum taxa pela minha conta no banco, e todos os seus serviços, porque eu tenho dinheiro investido lá. É mais dinheiro guardado, para ser investido, e virar mais dinheiro.

Os exemplos são muitos. Podem reparar como quem tem mais dinheiro tem mais benefícios, e isso aumenta exponencialmente. Quem é rico mesmo então tem muitos mais ainda.

É uma injustiça, na verdade. Quem tem menos dinheiro deveria ter mais apoio. Mas capitalismo é assim.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

As fotos que eu não tirei

Desde que a Lud voltou para o Brasil, temos nos encontrado com frequência. E todas as vezes que a gente combina, eu penso: vou tirar umas fotos e escrever um post. 

Queria falar sobre como é bom aproveitar o tempo que a gente economiza com outras coisas para encontrar com os amigos, bater papo, desabafar os problemas, trocar ideias e experiências. Eu sempre saio mais leve, mais feliz e um pouco mais sábia. 

Mas toda vez que eu chego lá e a gente começa a conversar, eu esqueço de tirar a foto. Um assunto emenda no outro e, quando eu vou perceber, já está na hora de ir embora. E só quando eu já estou chegando em casa, pensando em como foi legal, que eu lembro da foto. 

Pensando bem, é um bom sinal. A conversa e o encontro estavam tão bons que fiquei absorvida, e consegui aproveitar cada momento. 

Já que não tiramos fotos, vai uma antiga. De 2008.
Da época em que eu ainda alisava o cabelo. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Minimalismo para quê? - parte 2

Praticar o minimalismo tem trazido inúmeras vantagens para a minha vida, muito mais do que eu tinha imaginado no começo. No post anterior, explico um pouco o que ele tem feito por mim, mas os focos ali eram dinheiro e tempo. Aqui falo de uma maneira um pouco mais ampla.

Foi uma tentativa de agrupar vários textos que eu e a Lud escrevemos ao longo do blog falando especificamente sobre o lado positivo do minimalismo, o que ele nos traz de bom.

Consumir menos ajuda a:
Quando a gente tem menos coisa:
Além disso, há outras vantagens, como:
Outros posts legais que falam sobre o que se ganha com o minimalismo são:

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Minimalismo para quê?

Eu comecei a me interessar pelo minimalismo quando voltei a morar com a minha mãe e tinha que acomodar minhas coisas todas em um quarto minúsculo. Então eu tive que escolher o que eu queria manter entre as coisas que eu tinha, e descartar o restante. (Mais aqui, aqui e aqui).

Porque o princípio básico do minimalismo é esse: que os recursos são limitados. Se eu tivesse dinheiro, tempo, energia e espaço infinitos, não teria que escolher com o que gastá-los. O post Afinal, o que seria o mínimo explica melhor.

Nesse sentido, o minimalismo varia muito de pessoa para pessoa, já que a disponibilidade de recursos varia e o que é importante também varia. E, quanto menos se tem, mais importante é escolher com consciência.

Gastar pouco, por exemplo, não é escolha para muita gente, que simplesmente não tem dinheiro nem para viver com dignidade. Para essas pessoas, viver com menos é necessidade, e não escolha. 

Eu sempre fui classe média. Então eu ganho um salário bom, mas não tenho casa própria, terras, herança ou algo assim. Apesar de ter como arcar bem com minhas necessidades básicas, eu preciso escolher bem com o que eu gasto o que vai além delas (mais sobre meus gastos aqui e aqui).

O restante do dinheiro que sobra, eu tenho usado da seguinte maneira:

1. Já pude largar um emprego ruim e procurar outro com calma. Liberdade é uma coisa linda. Se a gente não tem economias (e custo de vida baixo), vira escravo do trabalho. A Lud também se aproveitou dessa liberdade. E tivemos um guest post lindo da Thais sobre o mesmo assunto.

2. Podendo realizar sonhos mais ambiciosos. Comprei um carro, viajei várias vezes, montei apartamento. A Lud conseguiu viajar pelo mundo por dois anos com o dinheiro que ela e o marido juntaram. Eu ainda tenho uns sonhos para realizar.

3. Não tendo dívidas e nem todas as limitações, stress e preocupações que vem com elas. 

4. Lidando com emergências e gastos inesperados com tranquilidade.

5. Gastando com o que realmente é importante, não por compensação, por impulso, por compulsão ou por influência dos outros.

6. Investindo para aproveitar os juros compostos trabalhando a favor e não contra. Ao invés de pagar juros extorsivos de cartão de crédito, eu ganho com meus investimentos.


Quanto ao tempo, eu ainda luto para conseguir chegar a um equilíbrio. E isso não é só um problema meu (mais um post). Queria ter mais tempo livre para poder:

1. Gastar com coisas que eu gosto. O meu pouco tempo livre eu gasto para praticar esportes e ler, que são duas coisas que eu amo.

2. Dormir mais e melhor, tendo mais disposição, saúde e energia.

3. Ter menos stress por fazer tudo correndo. Fazer as coisas com calma é maravilhoso. 

4. Uma consequência indireta de economizar tempo é começar a entender melhor suas próprias prioridades.

Se eu conseguir mais tempo livre, e tenho buscado isso, quero ainda: cozinhar, aprender a costurar, estudar francês, aprender a tocar piano, viajar mais, encontrar com meus amigos mais, voltar a correr, fazer outra faculdade (ou mestrado), escrever mais... A lista não acaba...

O minimalismo tem sido maravilhoso para mim, no entanto acredito que nem ele e nem outra coisa qualquer seria a solução de todos os meus problemas.

PS: Comecei esse texto respondendo a um comentário no post anterior, mas ele foi ficando tão longo que eu preferi publicar um  novo post.

PPS: Fui pensando em tantas vantagens do minimalismo para escrever esse post, que guardei material para escrever outro, que publico em breve.

terça-feira, 3 de março de 2015

O futuro do minimalizo

Há uns 3 anos, eu e a Lud começamos este blog para falar sobre o minimalismo, que estávamos começando a descobrir. A Lud tinha seu objetivo de viajar o mundo, e eu de conseguir viver melhor no espaço minúsculo do quarto da minha mãe. Mas nossas vidas evoluíram, as coisas mudaram... Como não poderia deixar de ser.

Eu montei casa, desapeguei e apeguei de novo de várias coisas e hábitos, fui repensando em vários aspectos da minha vida. E, com isso tudo, ao invés de o minimalismo ter ficado menos relevante, ele ficou mais importante ainda. 

Os benefícios que eu apenas vislumbrava inicialmente - como economizar dinheiro, ter mais espaço livre, aproveitar melhor meu tempo - foram ficando cada vez mais palpáveis, e até mesmo fundamentais para uma vida não só feliz, como saudável. Não vejo outro caminho.

O minimalismo para mim hoje é também uma visão de mundo, uma maneira de ter menos para que sobre mais para os outros, e assim seja possível termos mais harmonia. É ainda a possibilidade de pensar em um futuro para o planeta. E para mim.

Então eu continuo por aqui - lutando, refletindo e aprendendo - e agradeço imensamente a quem tem feito parte dessa jornada comigo e convido a continuarem. Muito obrigada mesmo. Vamos em frente.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Reflexões sobre o minimalismo e a coletividade

Quando eu comecei a estudar e a tentar colocar em prática o minimalismo, meu principal objetivo era melhorar a minha própria vida. Achava (e continuo achando) que eu seria mais feliz e mais livre assim.

Com o tempo, e as reflexões que esse novo estilo de vida me rendeu, eu comecei a perceber que uma mudança real só pode acontecer em conjunto. Para que cada um consiga trabalhar menos e viver com mais qualidade, consumir e desperdiçar menos, ter mais liberdade e menos preocupações.

Tem um limite no que dá para fazer sozinho. Para eu ficar sem carro, eu preciso ter transporte público de qualidade. Para trabalhar menos, tanto a legislação quanto as empresas precisam mudar suas regras, além de mudar a mentalidade de que quem não é workaholic ou é preguiçoso ou não gosta do trabalho. Para consumirmos menos, é preciso que existam produtos mais duráveis, que é a contramão do que está acontecendo.

Além disso, poder contar com biblioteca pública de qualidade é importante para que se deixe de comprar livros, como a Lud mesma já falou. Poder ter segurança para ir a praças e parques permite que se abra mão de um clube, ou condomínio com área de lazer. Eventos culturais gratuitos permitem que se gaste menos com entretenimento.

Cada vez tenho acreditado mais que a liberdade e o bem estar só são possíveis se forem para todos.

Engraçado que o minimalismo e o autoconhecimento tenham me dado essa noção de coletividade e comunidade.

PS: eu estou com esse post semi-escrito nos rascunhos há tempos. Ainda queria ter as ideias mais claras e articuladas antes de postar, mas estou achando que isso é construção e.. quem sabe... colocar o texto como está pode ajudar :)

sábado, 9 de agosto de 2014

Mais de um caminho para a felicidade

É óbvio, mas às vezes nos escapa: existe mais de um caminho para felicidade. Ou seja, o que nos faz feliz não necessariamente faz o vizinho. E vice-versa.

Isso não quer dizer que vale tudo. Não sei se a pessoa consegue ser feliz com dívidas constantes, ou com a casa cheia de tralhas que demandam trabalho para limpar e conservar, ou correndo atrás da satisfação de ter o lançamento mais novo e mais caro. Mas, dentro de um espectro, há quem precise de muitos amigos, e quem precise de poucos; quem fique contente com uma casa bem vazia e quem fique satisfeito se eliminar os excessos; os que gostam de viajar e os que preferem curtir seus lares.

Então, o importante é se conhecer e agir com coerência. O problema é: como se conhecer, se não por meio de experiências? Não quer dizer que a gente precise testar tudo (só de pensar em bungee jumping, por exemplo, eu tenho arrepios), mas fincar o pé em tudo que acreditamos que somos pode empobrecer nossas vidas. Primeiro porque a gente pode não se conhecer tão bem assim. Segundo porque as pessoas mudam, por incrível que possa parecer.

Eu sei, é uma chatice: o segredo é ser fiel a si mesmo, mas não fiel demais.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

As maravilhas de guardar dinheiro ou "economizar para quê?"

Tenho falado muito aqui sobre como economizar. Vocês podem estar se perguntando: tanto esforço para quê? Então vamos lá...

1. Para ter liberdade e poder sair fora de um emprego ou de uma situação na qual você não queria estar.

2. Para poder realizar sonhos mais ambiciosos, como viajar pelo mundo, comprar um apartamento, fazer um curso com o qual você sempre sonhou.

3. Para não ter dívidas e todas as limitações, stress e preocupações que vem com elas.

4. Para poder investir e fazer o dinheiro trabalhar por você.

5. Para ter menos tralhas para guardar, cuidar, limpar, ocupar seu tempo e seu espaço.

6. Para gastar menos recursos naturais e assim preservar o meio ambiente.

7. Para gastar com o que realmente seja importante pra sua vida, não por compensação, por impulso, por compulsão ou por influência dos outros.

8. Para estar preparado no caso de uma oportunidade ou uma emergência (ótima lembrança da Debora nos comentários).

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O que faço com o tempo que ganhei

Uma das vantagens de uma vida mais simples é abrir espaço para as atividades que a gente gosta - e que não são necessariamente aquelas que nos fazem avançar na carreira ou ganhar mais dinheiro.

Eu gosto de aprender línguas (na verdade, língua - uma de cada vez). É demorado, não custa barato e tem partes bem chatas (como decorar regras gramaticais). Mesmo assim, acho uma delícia - e, por mais que isso seja clichê, uma porta para uma outra cultura.


Línguas diferentes dão acesso a obras diferentes. Eu, que adoro ler, aumento meu círculo de possibilidades exponencialmente. Tem muita tradução no mercado brasileiro? Tem - se a gente vai a uma livraria, pelo menos metade das estantes são de obras estrangeiras. Mas é claro que um país não dá conta de absorver tudo o que é produzido nos outros lugares. E, no Brasil, a maioria esmagadora dos lançamentos estrangeiros é de língua inglesa.

Se antes era difícil ter acesso a livros importados - você precisava ir a uma livraria especializada ou comprar pela internet - hoje, com os leitores digitais, é coisa de segundos!

Além dos livros, tem as revistas. Os filmes. Os seriados. Os sites. Os blogs. Isso tudo sem precisarmos sair de casa. Se a gente resolve viajar, então...

Não é todo mundo que gosta de estudar línguas. Eu entendo. Mas, pra quem gosta, vale muitíssimo o esforço.

PS: além de ser uma área no qual gastar dinheiro não significa acumular objetos... mas conhecimento.

PS 2: também é ótimo para o currículo, para a carreira... mas aqui eu estou falando de diversão.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Tempo, esse lindo

Tem várias coisas na vida que a gente só dá valor quando perde. Tem acontecido o contrário comigo com o tempo. Agora que eu tenho tempo, eu descobri o quanto ele é maravilhoso.

Quando a gente trabalha o dia inteiro, nos acostumamos com aquele ritmo. Trabalhamos, comemos, resolvemos problemas e, no tempo que resta, só queremos descansar. Nessas horas, até um convite para uma festa de aniversário vira mais uma obrigação.

Quando eu saí do trabalho, comecei a cuidar de um tanto de coisa que eu tinha deixado pra trás. Tudo com calma, sem pressa. Continuo a acordar cedo todos os dias, no máximo 08h. Resolvo problemas, pratico esportes, arrumo a casa, cuido dos meus investimentos...  Tenho sempre coisas para fazer. Mas tudo com mais calma, deixando espaço inclusive para alguns momentos de "à toice".

Ontem eu tive dentista. Era a 5 km aqui de casa. Fui a pé, ouvindo música. Voltei a pé também. Pelo horário (17h), se eu tivesse ido de carro teria gastado até mais tempo, além de dinheiro. Mas não. Fui tranquila, caminhando e escutando música, esperei pra ser atendida lendo no kindle tranquilamente, depois da consulta bati papo com a minha dentista. É um ritmo tão mais saudável.

Claro que uma hora ou outra eu terei que voltar a trabalhar (ou não... hehe...) e eu até gosto bastante do que eu faço. Mas ter tempo para fazer as coisas sem stress e não viver correndo de um lado pro outro é maravilhoso.

Então... Meu objetivo para o segundo semestre é descobrir como vou conciliar um estilo de vida mais tranquilo com o trabalho. É complicado, mas vou tentar.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Assumindo e declarando o minimalismo

Quando eu comecei a conhecer o minimalismo e a aplicá-lo na minha vida, eu não falava muito sobre o assunto. Até que eu e a Lud começamos a conversar e veio a ideia do blog. Agora eu nem sei mais por que eu tinha receio, já que me declarar minimalista trouxe um monte de coisas boas.

  • Gente que pensa igual vem conversar, trocar ideias, desabafar sobre as dificuldades... Tenho aprendido muito e me sentido menos sozinha e estranha. 
  • Algumas pessoas que nem necessariamente adotam o minimalismo vem comentar comigo quando descobrem alguma coisa que pode simplificar a vida. Adoro sugestões e dicas. 
  • Amigos e até desconhecidos começam a repensar suas gastanças, acúmulos e consumismos. Talvez eles nem mudem de hábitos, mas é uma sementinha que está sendo plantada. Como eu gostaria de viver em um mundo sem exageros, sinto que estou contribuindo para que ele aconteça (pouquinho, mas é igual aquela fábula do passarinho apagando o incêndio e tal). 
O principal lado ruim é que seus atos passam a ser analisados por quem quer desqualificar  o seu minimalismo (como a gente brinca no feminismo, quer confiscar a carteirinha). Seja porque a pessoa é apegada aos seus exageros e gostaria de acreditar que esse é o único caminho para a felicidade, seja por que ela também se declara minimalista, mas acha que existe uma cartilha, um conjunto de regras e um jeito certo de agir para entrar pro clube.

Ainda assim, o saldo tem sido bastante positivo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sem compras, sem stress

Muitas vezes parte da graça de uma viagem são as comprinhas que você faz - seja porque no Brasil não tem, ou porque tem no Brasil mas é muito mais caro.

No passado, acabei concluindo que uma boa maneira de juntar o útil ao agradável era comprar objetos práticos, que eu realmente usasse, em vez de lembranças óbvias demais, como bonequinhos e enfeitinhos.

Hoje, não compro nada, ponto. (Ok, compramos coisinhas fofas para os afilhados e sobrinhos, mas é para eles não esquecerem da gente, né?) Não vou dizer que não dá vontade: às vezes a gente passa em lojinhas de rua muito lindas, como em Notting Hill.

As plaquinhas mais fofas do mundo
Mas eu me contenho. Por um monte de razões: para não ter de carregar na mala; para não gastar; porque não tenho mais casa; porque não sei a cara que a casa vai ter quando eu tiver uma de nova.

E tem outra vantagem: sem comprar eu não me estresso. Porque eu não consigo fazer uma aquisição sem pesar prós e compras, fazer pesquisa de preços e me angustiar na hora de escolher entre o item A ou B.

Então eu só espio.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A melhor dica de organização

Sou vidrada em organização. Aqui no blog, eu e a Lud já demos várias dicas. Adoro! Acho que simplifica muito a vida. Mas, pensando em todo o esforço que já fiz pra me organizar, e como isso tem mudado ultimamente, cheguei à melhor dica de organização de todos os tempos:

Tenha poucas coisas.

Quando você tem pouca coisa, organizá-las fica super fácil e rápido. Você não precisa fazer milagre com espaços e nem inventar mil maneiras de categorizar e guardar em caixas e armários.

Limpar fica fácil, achar fica fácil, arrumar fica fácil. Aí me sobra mais tempo e energia para aproveitar a vida.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Usando tudo o que se tem

Vou começar 2013 com um post otimista e positivo.

Uma das vantagens do minimalismo é que, tendo pouco, você usa todo esse pouco.

Quantas vezes você não foi arrumar uma gaveta e achou lá dentro uma roupa ou um objeto que nem lembrava mais que tinha, mas que era legal e poderia estar sendo usado? Quem é minimalista não passa por isso.

Eu sei tudo que eu tenho dentro do meu armário.

Sendo minimalista, eu estou todo dia com minhas melhores roupas, já que são as únicas que eu tenho. Não caio naquela tentação de usar uma roupa feiosa ou desconfortável só porque está ali.

Isso não quer dizer que eu vá na padaria de roupa de marca, mas sim que eu vou com uma roupa que eu goste, que não aperte e nem sobre, e que combine com o momento.

Estou usando sempre os melhores cosméticos (sabonetes cheirosinhos e ativadores de cachos bons), comendo as coisas mais gostosas, usando os melhores sapatos, bebendo vinho nas taças de cristal, e me sentindo sempre bem.

E isso gastando menos dinheiro, espaço e tempo do que a maioria das pessoas, que acumula objetos.

Recomendo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Balanço minimalista de 2012!

Minha adesão inicial ao minimalismo foi puramente utilitária. Eu queria ficar um período longo sem trabalhar e viajando, e concluí que o minimalismo - com seu desapego aos bens materiais e custo de vida reduzido - era a solução. Se eu fosse rica, provavelmente não teria essa preocupação: manteria um apartamento no Brasil com todos os meus bens e pronto. Não o sendo, o jeito foi mudar de vida. 

Para minha surpresa, gostei - e continuo gostando - da experiência. O minimalismo me parece muito elegante, estética E eticamente falando. Seus efeitos colaterais são todos positivos: diminuição do consumo, aumento do autoconhecimento, reavaliação dos relacionamentos, aceleração das economias...

Nessa última parte, não estou falando de achismo: tenho os dados para provar. Clique aqui para ver nosso balanço financeiro de 2012.