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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quando vale a pena gastar tempo (ou não): hobbies

Hobbies são uma parte importante da vida. A gente se distrai, aprimora habilidades, socializa... Acho fundamental cultivarmos alguns. Mas é preciso ter cuidado para, como tudo na vida, não exagerarmos ou não escolhermos mal.

Para começar, acho importante avaliar quais são os hobbies que realmente queremos ter na nossa vida. Às vezes começamos um porque alguém que gostamos nos chama. Ou porque fazia sentido em uma determinada época. Ou porque o lugar ficava perto de casa. Ou porque era a única coisa que dava para fazer no horário livre. Ou simplesmente porque parecia algo legal de fazer. Sei lá... Mil motivos. Qualquer um tão válido quanto o outro.

Mas essas situações podem mudar. Ou então podemos perceber depois de um tempo que o benefício não está compensando. Ou o lugar onde praticamos pode fechar. Enfim... A vida muda. E tempo é o recurso que mais nos falta hoje em dia. Então, para começar, acho sempre necessário pensar se aquele hobbie é importante mesmo. Se ele merece estar entre as coisas às quais queremos dedicar parte da nossa já-tão-cheia-de-coisas vida.

Se a resposta for sim, o próximo passo é realmente inclui-lo no dia a dia. Não adianta falar que sim e praticar uma vez ou outra. Se você gosta, porque não tornar constante? Além de ter mais daquilo que se gosta na vida, ainda temos a chance de melhorar naquilo, e de aproveitar melhor seus benefícios. Que seja praticar um esporte, cozinhar, escrever, jogar, desenhar...

Eu cultivo a disciplina de estar sempre praticando meus hobbies, como a capoeira, a corrida e os jogos. É justamente para ter tempo de fazer essas coisas, que eu amo e que me fazem tão bem, que me esforço tanto para não gastá-lo com bobagens. É uma das maiores contribuições do minimalismo para a minha vida.

Capoeirando

Capoeirando de novo
Jogando 7 Wonders

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Meu minimalismo é devagar e sempre

Uma das perguntas que mais escuto ao falar sobre minimalismo é: como adotar esse estilo de vida sem gastar mais? Minha primeira reação é sempre um estranhamento até eu lembrar que há uma ideia de que é preciso se livrar de todas as suas coisas e adquirir outras ditas minimalistas.

Essa pergunta apareceu novamente na entrevista que dei para o jornal Zero Hora, para a matéria Talvez você não precise de tudo o que tem, da Paula Minozzo. Desta vez resolvi organizar melhor as ideias sobre o assunto.

Primeiro há uma confusão normal entre o estilo de vida minimalista e o movimento estético minimalista. Não são exatamente a mesma coisa. O que têm em comum é a ideia de buscar o que é mais importante e eliminar aquilo que não é. Tem tudo a ver com foco. Isso pode se expressar de maneira estética ou não.

Para mim, buscar o essencial não quer dizer usar só branco e preto. Nem ter um armário cápsula ou um macbook. Focar no mínimo tem a ver com prioridade. Porque sabemos que não dá para ter tudo. Então eu quero ter na minha vida aquilo que é mais importante para mim. É questão de escolha.

Desde que comecei minha caminhada neste estilo, venho aos poucos avaliando o que eu quero manter, e o que é supérfluo. Não joguei meu armário todo fora e comprei outro. Não fiz isso com meus cosméticos, eletrônicos e nem com meus livros. Fui aos poucos consumindo o que eu já tinha, doando o que não queria e refletindo sobre minhas posses e seus usos.

Mas o mais importante é que, na hora de comprar algo novo, faço com muita consciência. Então meu armário e minha casa estão cada vez mais próximos do que eu considero ideal. E não gastei nada a mais por isso. Pelo contrário, gastei menos. Já que aproveitei o que eu já tinha e não adquiri inutilidades.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Por que não tenho metas financeiras para 2016

Não lembro exatamente quando comecei a definir metas anuais, mas sei que sempre tinha uma meta financeira no meio. Era sempre o montante total que eu queria ter no fim daquele ano, considerando o que eu ganhava e o que eu podia guardar, sempre forçando um pouquinho mais para cima.

Sempre atingi minha meta. Sou disciplinada e nunca fui muito de gastar.

Mas ano passado foi um ano muito estressante para mim. Trabalhei demais, aproveitei de menos. Juntei muito, é claro. E superei a meta. Mas o custo foi alto.

Não a economia. Nunca me arrependi de ter poupado. Mas o excesso de trabalho. Foquei minhas energias todas nele. Não sobrou muita coisa. E o pior é que no começo parece ser uma boa ideia, mas com o passar do tempo aquilo vai desgastando de tal maneira que nem no próprio trabalho eu conseguia render mais. Não tem jeito. Nossa energia mental também é recurso limitado. E ela sofre quando é usada ao extremo. E diminui quando não temos tempo para recarregá-la.

Então este ano vou continuar trabalhando, economizando e investindo. Mas não quero que esses sejam o único foco da minha vida. Vou tentar equilibrar me dedicando mentalmente a outras coisas importantes para mim. Já estou começando. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Minha meta de socializar, e porque ela é importante

No início do ano de 2015, refletindo sobre o que eu queria melhorar na minha vida, eu fiquei pensando muito no tanto que eu gosto de encontrar pessoas, e no tanto que eu fui deixando isso de lado para dar conta de atender outras áreas da minha vida (trabalho, capoeira, casa...). Não que essas coisas não sejam importantes, elas são fundamentais; mas elas não podem ser a minha vida inteira (e estavam sendo). 

Porque eu gosto de conversar, de contato com os outros, de ver gente. É algo que me faz bem e uma das coisas que eu acho mais importante na vida. Eu tento tanto simplificar a minha vida justamente para aproveitar o que é essencial para mim, e não estava conseguindo.

Então eu realmente me dediquei a socializar mais. Aconteceu mais de uma vez de eu chegar em casa durante um dia da semana super cansada do trabalho, chovendo lá fora, doida pra ficar no sofá de pijama, e surgir na hora ou eu já ter combinado antes um encontro. Claro que é completamente justificável querer descansar em um momento desses. E algumas vezes realmente não dá pra ir contra, ou a gente acaba doente. Mas na maioria delas dá para segurar a preguiça, tomar um banho, dar uma renovada e sair.

Sempre que fiz isso, foi ótimo. Mesmo tendo bagunçado minha rotina algumas vezes (e eu adoro minha rotina), valeu tanto a pena que estou ampliando a meta pra este ano. Não que eu tenha como medir essa meta, então fica mais na minha cabeça e na maneira de lidar com a vida.

Quero ver ainda mais amigos, encontrar com a família, visitar quem mora longe, conhecer novas pessoas. Isso me faz feliz. É essencial para mim. Então vou correr atrás.

No início do ano, meu amigo Luis veio da Inglaterra passar poucos dias aqui. Era no meio de semana, eu estava morta de cansada, mas tirei energia da alma e fui encontrá-lo. E foi uma delícia!
Depois tive férias, e fui ver o Paulo no Rio de Janeiro.
Depois foi a vez da Diorela vir ao Brasil. Demos um jeito de nos encontrar. Por mais que a gente converse pela internet, ver a pessoa e poder abraçar é muito bom.
No final do ano, aproveitei uma viagem de trabalho para Brasília, para passar uns dias de muitos passeios e conversas com a Lud e o Leo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cortar aqui para ganhar lá

No dia 30 de junho, eu e o Leo completamos 1 ano e meio de sabático. Foram 18 meses de alegria, descobertas, momentos mágicos e alguns perrengues. E de despesas, claro. Todo mês, sai um monte de grana e não entra nada. (Tecnicamente não é verdade: as economias que estão no banco rendem um dinheirinho todo mês. Mas ele está bem longe de cobrir os custos. E, claro, diminuem com o passar do tempo, pois o principal está sendo gasto.)

O interessante é que, consultando nossas planilhas, descobrimos que tudo o que a gente gastou até agora (do ínicio de 2013 ao meio de 2014) foi exatamente igual ao que conseguimos economizar no ano de 2012. Ou seja, um ano de cinto apertado financiou um ano e meio de viagens. Nada mal!

Falando assim parece que somos milionários, né? Mas não somos, não. 2012 foi o ano em que mais ganhamos dinheiro, e em que mais guardamos, na vida INTEIRA. Primeiro porque nós dois estávamos trabalhando (houve uma época no nosso casamento em que o Leo se dedicou totalmente aos estudos). Segundo porque a gente vendeu um monte de coisas, inclusive o carro, e cortou despesas sem dó.

Foi um sacrifício? Bem, alguns cortes doeram mais que os outros. A gente nunca foi muito de sair mesmo, então não sofremos demais com isso. Já a mudança foi mais dramática: o apartamento anterior era bem bonito e confortável. Mas, como a gente estava focado no resultado (três anos de viagem!), as medidas de economia não doeram tanto assim.

O que eu quero dizer é que, embora as pessoas esperem da gente um certo "padrão de vida" (ô expressão odiosa!), no fim do dia quem arca com as consequências das nossas decisões somos nós. Não há nada errado em consumir, mas se todos os nossos esforços e objetivos estão concentrados na aquisição de novos bens, se a nossa definição de sucesso se resume a um carro novo e a um apartamento maior, tem alguma coisa errada aí, não? (Ou não. Você decide.)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Alívio imediato

Sabe quando você se pega com um monte de coisas para fazer ou um em um ambiente totalmente entulhado de coisas e bate uma claustrofobia e um desespero?

Algumas coisas que podem nos ajudar a nos sentir melhor:

  • Feche todas as abas do navegador, a não ser a que você está usando.
  • Faça o mesmo com os arquivos abertos no computador.
  • Desligue o celular.
  • Exclua pessoas negativas das suas redes sociais.
  • Jogue alguma coisa fora. Qualquer coisa.
  • Organize a sua mesa. Deixe a superfície vazia e limpa.
  • Beba um copo de água.
  • Abra a janela e respire fundo.
  • Escove os dentes.
  • Lave o rosto.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Um elogio à solidão

A vida da gente é cheia de outras pessoas: família, amigos, colegas de trabalho... Em grande parte do nosso dia-a-dia, estamos interagindo com alguém. E isso é ótimo. São pessoas com as quais dividimos as experiências, damos e recebemos ajuda, aprendemos. Eu, que sou sociável desde que me entendo por gente, adoro isso, mas às vezes preciso ficar sozinha.

Os momentos de solidão são aqueles nos quais consigo pensar mais claramente, fazer as coisas sem pressa e sem ter que me adaptar ao ritmo de outra pessoa, são momentos de uma tranquilidade que, na correria dos dias de hoje, muitas vezes se torna necessária e revigorante.

Gosto de me retirar às vezes. De ficar um tempo sem falar com ninguém. Gosto de ler desacompanhada. Gosto de ir correr sozinha e sem ouvir música, só para escutar meus pensamentos e me concentrar nos movimentos do meu corpo. É um tipo de meditação.

Assim como fazemos com os nossos ambientes físicos, buscando livrá-los de excessos e conseguir mais espaços vazios para respiros e liberdade, busco fazer o mesmo com as minhas interações. Uns espaços vazios são bem-vindos e necessários esporadicamente, inclusive para que seja possível aproveitar melhor e dar mais valor aos momentos compartilhados com outras pessoas. 

PS: este post vai na mesma linha do Elogio ao silêncio, que escrevi lá em 2012. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pequenos luxos

Agora a gente não tem mais casa - viramos nômades, e ficamos viajando por aí, alternando entre hotéis, albergues e apartamentos mobiliados.

E, olha, está sendo bom. Cada "casa" nova é um celeiro de novidades. Aqui em Dublin, alugamos um apê cuja dona é roteirista - e o lugar está repleto de livros e filmes. Estamos falando de pilhas e pilhas, gente.

Se não temos domicílio fixo, o jeito é curtir os alheios. E eu curto: cada torneira de água quente, cada chuveiro forte, cada caminha gostosa. É claro que às vezes tem inconvenientes: montes de degraus, por exemplo, e malas a fazer e desfazer. Mas eu os ignoro solenemente, e foco no que é bom.

Sabe o apê atual? Tem lareira.

7 graus negativos lá fora, quentinho aqui dentro.

Eu desconfio que esse é um dos segredos da felicidade: prestar atenção no que é bom, e relevar o que não é. Na minha situação atual, é praticamente tudo bom, então fica fácil - mas todo mundo conhece uma pessoa que está em uma ótima posição (afetiva, profissional, financeira) e não para de resmungar.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um elogio ao silêncio

Ontem eu estava correndo e começou a vir na minha cabeça a ideia de falar sobre o silêncio. Isso porque muitas das minhas ideias surgem enquanto estou correndo, tomando banho ou deitada na cama antes de dormir. E o que todos esses momentos têm em comum é o silêncio.

Acho o mundo de hoje muito barulhento. Quem vive em grandes cidades, como eu, tem que escutar o tempo inteiro todo tipo de ruído: de carro, ônibus, buzina, gente gritando, música, obra, alarme, TV. Quando os barulhos não são dos outros, a gente cria os nossos, com TV ligada e música tocando para acompanhar tudo que a gente faz.

Eu gosto de música e de TV, mas às vezes sinto falta de ouvir meus próprios pensamentos.

Queria saber meditar, só que não consigo tranquilizar minha mente a esse ponto ainda, mas é uma possibilidade para o futuro.

Enquanto isso, procuro cultivar o silêncio em alguns momentos do dia, como quando corro ou como.

É bem interessante porque a falta de estímulos externos e de distrações me deixam focar no que estou fazendo e, logo, fazer melhor. Além disso, o silêncio me dá paz e tranquilidade, e deixa que eu pense sem interrupções e elabore melhor várias ideias. É quando resolvo dilemas, crio posts pro blog, elaboro roteiros quase inteiros pro meu trabalho... E tem até alguns preciosos minutos nos quais eu consigo não pensar em nada.


PS: Tentei ficar no silêncio no carro, mas não deu muito certo. Prefiro ficar distraída ouvindo o rádio do que ficar focando no trânsito maldito que eu pego. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O almoço - um exercício de foco

Focar no essencial não é fácil. O mundo é um convite à distração. A gente recebe tanto estímulo o tempo todo que pouco pára pra pensar se a gente quer fazer aquilo mesmo, se aquilo merece nossa atenção, se aquilo é essencial ou supérfluo. A gente faz tudo mais ou menos, está sempre com pressa e sempre estressado.

Exemplo... A pessoa vai almoçar em um restaurante e lá tem televisão. Sem perceber, a pessoa assiste o que está passando, que sempre é uma bobagem na Globo. Na hora do almoço, é programa de esporte (futebol ou MMA) ou aquele jornal bobinho que fala sobre o que fazer com as crianças nas férias. Se não tem televisão, a pessoa fica pensando no que vai fazer quando voltar pro trabalho. Resultado: essa pessoa nem percebe o que come, come mais do que o necessário e fica estressada. Essa pessoa sou eu. Ou pelo menos era.

Alguém já parou para prestar atenção na comida enquanto está comendo? Eu fiquei surpresa quando comecei a fazer esse exercício. Os sabores, as texturas... Descobri que eu não gosto de algumas coisas que comia sem perceber, que adoro outras e que tem coisas que não combinam no mesmo prato (tomate e feijão). Descobri que, se eu como mais devagar, não fico tão inchada e com tanto sono logo depois do almoço.

E relaxei...

O almoço agora é um momento de pausa, de limpeza de pensamentos. Tento limpar a cabeça, desacelerar, pra depois voltar pro trabalho. Volto do almoço mais tranquila, e mais leve.

Deixo pra pensar no trabalho enquanto trabalhando. E em almoçar enquanto estou almoçando. Assim, aproveito mais cada um desses momentos e não perco tempo vendo um jornal besta qualquer.