No dia 30 de junho, eu e o Leo completamos 1 ano e meio de sabático. Foram 18 meses de alegria, descobertas, momentos mágicos e alguns perrengues. E de despesas, claro. Todo mês, sai um monte de grana e não entra nada. (Tecnicamente não é verdade: as economias que estão no banco rendem um dinheirinho todo mês. Mas ele está bem longe de cobrir os custos. E, claro, diminuem com o passar do tempo, pois o principal está sendo gasto.)
O interessante é que, consultando nossas planilhas, descobrimos que tudo o que a gente gastou até agora (do ínicio de 2013 ao meio de 2014) foi exatamente igual ao que conseguimos economizar no ano de 2012. Ou seja, um ano de cinto apertado financiou um ano e meio de viagens. Nada mal!
Falando assim parece que somos milionários, né? Mas não somos, não. 2012 foi o ano em que mais ganhamos dinheiro, e em que mais guardamos, na vida INTEIRA. Primeiro porque nós dois estávamos trabalhando (houve uma época no nosso casamento em que o Leo se dedicou totalmente aos estudos). Segundo porque a gente vendeu um monte de coisas, inclusive o carro, e cortou despesas sem dó.
Foi um sacrifício? Bem, alguns cortes doeram mais que os outros. A gente nunca foi muito de sair mesmo, então não sofremos demais com isso. Já a mudança foi mais dramática: o apartamento anterior era bem bonito e confortável. Mas, como a gente estava focado no resultado (três anos de viagem!), as medidas de economia não doeram tanto assim.
O que eu quero dizer é que, embora as pessoas esperem da gente um certo "padrão de vida" (ô expressão odiosa!), no fim do dia quem arca com as consequências das nossas decisões somos nós. Não há nada errado em consumir, mas se todos os nossos esforços e objetivos estão concentrados na aquisição de novos bens, se a nossa definição de sucesso se resume a um carro novo e a um apartamento maior, tem alguma coisa errada aí, não? (Ou não. Você decide.)