Adorei receber comentários no post anterior. Muito obrigada, meninas! Então voltei até rápido, mesmo ainda compartilhando os posts aqui de 2019. Mas em breve eu chego no presente. Bom que me sinto até incentivada a escrever mais.
Começando a aprender a costurar
27 de novembro de 2018
Saber costurar é uma daquelas habilidades que toda mulher tinha antigamente e que não vemos mais na nossa geração. Eu quis mudar isso.
Refletindo sobre 2018: entre a rigidez e a flexibilidade
09 de janeiro de 2019
2018 foi um ano em que as circunstâncias foram mudando e eu me adaptando, tentando sempre ter em mente o meu essencial. Parece simples, mas não é.
Pessoas que pagam para serem obrigadas
01 de fevereiro de 2019
Sabe quem paga consórcio porque não consegue economizar, contrata nutricionista para ser obrigado a fazer dieta ou personal trainer para ir na academia?
Comprei e não gostei. O que eu faço agora?
11 de março de 2019
Já desenvolvi todo um cuidado para refletir se preciso mesmo comprar algo. Então, o que fazer quando finalmente compro e acabo não gostando do que comprei?
Espero que estejam todos bem!
E agradeço uma vez mais pelos comentários :)
Mostrando postagens com marcador consumo. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 13 de abril de 2020
domingo, 29 de março de 2020
Novos posts no minimalizo, parte 9
Como eu deixei esse espaço abandonado! Que triste... Estou voltando aqui só para colocar alguns posts do endereço novo. Espero que eu não esteja aqui sozinha (mas entendo se eu estiver, depois de mais de um ano).
Organizando a papelada e por quanto tempo devo guardar papéis
04 de setembro de 2018
A era digital nos permitiu usar menos papel do que antigamente, mas ainda guardamos muitos. Tenho adotado algumas maneiras para lidar com eles.
As armadilhas do consumo ou o efeito de ancoragem
11 de setembro de 2018
Sabe quando você vai comprar algo e acaba com um produto um pouco mais caro ou em quantidade maior do que queria? Pode ser o efeito de ancoragem.
Setembro amarelo: não tenhamos pressa em desapegar das pessoas
25 de setembro de 2018
Neste setembro amarelo, queria falar aqui especificamente sobre como muitas vezes abandonamos pessoas no momento em que podem estar mais precisando de nós.
Pare de complicar as coisas
22 de outubro de 2018
Esta é uma tradução minha do post "stop making it complicated", do Leo Babauta. Ele fala sobre nosso impulso de complicar as coisas que começamos a fazer.
Prometo me esforçar para voltar mais aqui.
Organizando a papelada e por quanto tempo devo guardar papéis
04 de setembro de 2018
A era digital nos permitiu usar menos papel do que antigamente, mas ainda guardamos muitos. Tenho adotado algumas maneiras para lidar com eles.
As armadilhas do consumo ou o efeito de ancoragem
11 de setembro de 2018
Sabe quando você vai comprar algo e acaba com um produto um pouco mais caro ou em quantidade maior do que queria? Pode ser o efeito de ancoragem.
Setembro amarelo: não tenhamos pressa em desapegar das pessoas
25 de setembro de 2018
Neste setembro amarelo, queria falar aqui especificamente sobre como muitas vezes abandonamos pessoas no momento em que podem estar mais precisando de nós.
Pare de complicar as coisas
22 de outubro de 2018
Esta é uma tradução minha do post "stop making it complicated", do Leo Babauta. Ele fala sobre nosso impulso de complicar as coisas que começamos a fazer.
Prometo me esforçar para voltar mais aqui.
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Novos posts no minimalizo, parte 8
Quando fui fazer esse compilado, percebi que os últimos posts foram todos sobre o mesmo tema, mais ou menos, que são as tarefas domésticas. Engraçado como a mente da gente funciona... Espero que gostem :)
Faxineira: já tive, não tenho e por que não vou ter mais
01 de agosto
Ter uma faxineira é algo tão comum no meu meio que só parei para questionar quando o minimalismo entrou na minha vida. Abri mão.
A vida é muito curta para passar roupa
14 de agosto
Muitas tarefas domésticas são chatas e irritantes, mas eu acho que não tem nenhuma pior e mais inútil do que passar roupa.
Dicas para uma faxina mais prática e rápida
28 de agosto
Minha rotina de faxina foi sendo definida com muita experimentação. Testei várias abordagens e fui mudando a vida e a casa até chegar no meu ideal.
Faxineira: já tive, não tenho e por que não vou ter mais
01 de agosto
Ter uma faxineira é algo tão comum no meu meio que só parei para questionar quando o minimalismo entrou na minha vida. Abri mão.
A vida é muito curta para passar roupa
14 de agosto
Muitas tarefas domésticas são chatas e irritantes, mas eu acho que não tem nenhuma pior e mais inútil do que passar roupa.Dicas para uma faxina mais prática e rápida
28 de agosto
Minha rotina de faxina foi sendo definida com muita experimentação. Testei várias abordagens e fui mudando a vida e a casa até chegar no meu ideal.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Novos posts no minimalizo, parte 7
Resolvendo aquelas pendências que ficam sempre para depois
13 de junho
Sabe aquelas pendências chatas que a gente sabe que tem que resolver, mas que acaba deixando para lá, porque não tem muito impacto imediato na nossa vida?
Como comecei a minha caminhada no minimalismo
26 de junho
Minha história no minimalismo começou em 2012 por uma necessidade prática: eu precisava organizar todas as minhas coisas em um espaço menor.
Comprar na promoção não é deixar de gastar
04 de julho
Uma das armadilhas do consumismo é nos atrair para comprar algo que não precisamos porque está em promoção. Mas você não estará deixando de gastar.
Pobre é quem precisa de muito para viver
12 de julho
A frase do Mujica faz sentido do ponto de vista filosófico e prático. Principalmente para quem busca liberdade - a tão sonhada independência financeira.
Os custos irrecuperáveis e as dificuldades de desapegar
20 de julho
Custos irrecuperáveis são um conceito da economia usado quando investimos em algo que não dá o retorno que queríamos, mas não temos como voltar atrás.
13 de junho
Sabe aquelas pendências chatas que a gente sabe que tem que resolver, mas que acaba deixando para lá, porque não tem muito impacto imediato na nossa vida?
Como comecei a minha caminhada no minimalismo
26 de junho
Minha história no minimalismo começou em 2012 por uma necessidade prática: eu precisava organizar todas as minhas coisas em um espaço menor.
Comprar na promoção não é deixar de gastar
04 de julho
Uma das armadilhas do consumismo é nos atrair para comprar algo que não precisamos porque está em promoção. Mas você não estará deixando de gastar.
Pobre é quem precisa de muito para viver
12 de julho
A frase do Mujica faz sentido do ponto de vista filosófico e prático. Principalmente para quem busca liberdade - a tão sonhada independência financeira.
Os custos irrecuperáveis e as dificuldades de desapegar
20 de julho
Custos irrecuperáveis são um conceito da economia usado quando investimos em algo que não dá o retorno que queríamos, mas não temos como voltar atrás.
terça-feira, 5 de junho de 2018
Novos posts no minimalizo, parte 6
A importância de anotar os gastos para gastar melhor
03 de maio
Quando comecei a anotar minhas despesas e receitas, meu principal objetivo era ter uma real noção do que eu ganhava, do que eu tinha e do que eu gastava. Mas um outro efeito dos mais importantes e que eu não tinha previsto foi que eu passei a gastar melhor. Não necessariamente menos, mas melhor.
Tomar remédio não é sinônimo de ter saúde
15 de maio
Venho lutando há anos contra o colesterol alto. Tenho que evitar certos alimentos, consumir outros e manter hábitos saudáveis. Mas luto também contra a tentação e o incentivo de tantos, médicos inclusive, que me sugerem que eu deveria tomar um remédio e parar de me preocupar com isso.
A dificuldade do descarte correto de pilhas e baterias
29 de maio
Em uma dessas limpezas de gavetas, encontrei umas pilhas que já não tinham carga. Resolvi dar um jeito nelas, mas não imaginava que ia ser tão difícil. Porque não podemos jogá-las no lixo comum, e é complicado achar locais que fazem coleta para o descarte da maneira correta.
Desapegando e organizando fotos digitais
05 de junho
Com a era digital, ficou mais fácil e prático tirar e guardar fotos. Acabamos fotografando tudo, o todo tempo. Ficamos então com milhões de fotos, espalhadas por dispositivos e redes sociais, que acabamos nunca mais vendo ou até perdendo.
03 de maio
Quando comecei a anotar minhas despesas e receitas, meu principal objetivo era ter uma real noção do que eu ganhava, do que eu tinha e do que eu gastava. Mas um outro efeito dos mais importantes e que eu não tinha previsto foi que eu passei a gastar melhor. Não necessariamente menos, mas melhor.
Tomar remédio não é sinônimo de ter saúde
15 de maio
Venho lutando há anos contra o colesterol alto. Tenho que evitar certos alimentos, consumir outros e manter hábitos saudáveis. Mas luto também contra a tentação e o incentivo de tantos, médicos inclusive, que me sugerem que eu deveria tomar um remédio e parar de me preocupar com isso.
A dificuldade do descarte correto de pilhas e baterias
29 de maio
Em uma dessas limpezas de gavetas, encontrei umas pilhas que já não tinham carga. Resolvi dar um jeito nelas, mas não imaginava que ia ser tão difícil. Porque não podemos jogá-las no lixo comum, e é complicado achar locais que fazem coleta para o descarte da maneira correta.
Desapegando e organizando fotos digitais
05 de junho
Com a era digital, ficou mais fácil e prático tirar e guardar fotos. Acabamos fotografando tudo, o todo tempo. Ficamos então com milhões de fotos, espalhadas por dispositivos e redes sociais, que acabamos nunca mais vendo ou até perdendo.
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Novos posts no minimalizo, parte 2
Compartilhando os últimos posts que estão no novo endereço :)
Deixa as pessoas fazerem as escolhas delas
14 de fevereiro
Sabe quando alguém conta que é vegano ou não quer ter filhos, e outro vem listar os motivos pelos quais aquela não é uma boa escolha? Não seja essa pessoa.
TV a cabo: já tive, não tenho e por que não vou ter mais
07 de março
Eu tinha TV a cabo e assistia muito. Quando fui morar com o Roberto, deixamos para colocar depois, e esse depois acabou nunca chegando.
A melhor dica de organização de todos os tempos
21 de março
Lendo sobre organização, encontro dicas ótimas sobre como separar as coisas, onde guardá-las... Mas a melhor dica de organização é: tenha poucas coisas.
Por que não comprar um apartamento
12 de abril
Comprar apartamento pode ser ótimo, mas tenho motivos práticos, financeiros e de momento para continuar morando de aluguel por um bom tempo.
O Poder do Hábito (Parte 1): Quando o Minimalismo vira Hábito
17 de maio
Estou lendo "O Poder do Hábito" e agora entendi por que o meu mote de praticar o minimalismo devagar e sempre tem dado tão certo: se tornou um hábito.
A mudança e como o minimalismo me ajudou mais uma vez
04 de julho
Agora que terminei de mudar de apartamento, tive mais uma vez várias amostras de como o minimalismo traz inúmeras vantagens para a minha vida.
Deixa as pessoas fazerem as escolhas delas
14 de fevereiro
Sabe quando alguém conta que é vegano ou não quer ter filhos, e outro vem listar os motivos pelos quais aquela não é uma boa escolha? Não seja essa pessoa.
TV a cabo: já tive, não tenho e por que não vou ter mais
07 de março
Eu tinha TV a cabo e assistia muito. Quando fui morar com o Roberto, deixamos para colocar depois, e esse depois acabou nunca chegando.
A melhor dica de organização de todos os tempos
21 de março
Lendo sobre organização, encontro dicas ótimas sobre como separar as coisas, onde guardá-las... Mas a melhor dica de organização é: tenha poucas coisas.
Por que não comprar um apartamento
12 de abril
Comprar apartamento pode ser ótimo, mas tenho motivos práticos, financeiros e de momento para continuar morando de aluguel por um bom tempo.
O Poder do Hábito (Parte 1): Quando o Minimalismo vira Hábito
17 de maio
Estou lendo "O Poder do Hábito" e agora entendi por que o meu mote de praticar o minimalismo devagar e sempre tem dado tão certo: se tornou um hábito.
A mudança e como o minimalismo me ajudou mais uma vez
04 de julho
Agora que terminei de mudar de apartamento, tive mais uma vez várias amostras de como o minimalismo traz inúmeras vantagens para a minha vida.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Os hobbies e o risco de acumular objetos desnecessários
Definidos os hobbies que queremos praticar, é hora de avaliar os objetos
relacionados.
Primeiro,
acho importante se livrar daqueles de hobbies que não se quer
manter mais. Não faz sentido ficar guardando para um possível retorno. Se você não curte agora, não vai curtir depois. Tem hobbie demais por aí para ficar praticando um só porque comprou um monte de coisa para isso. Doe, venda, troque ou dê um outro uso.
Fiz tênis
durante uns anos, até machucar o punho. Depois que me recuperei, percebi que não iria mais voltar porque não cabe mais na minha rotina. Doei minhas bolinhas e a raquete. Tenho usado as roupas para correr. Por mais que eu possa voltar um dia, não faz sentido ficar anos guardando aquilo tudo. Se bobear e eu voltar mesmo, a raquete que eu tinha já vai estar ultrapassada e as roupas estariam puídas. Não faz sentido.
Em
segundo lugar, é importante não cairmos na armadilha de comprar todas
as tralhas relacionadas ao hobbie. Lembro de colegas do tênis que iam fantasiados de Roger Federer. Blusa, bermuda,
boné, munhequeira, meia, tênis, raqueteira, garrafinha... Tudo de marca.
Não preciso nem falar que isso não fazia deles melhores jogadores...
![]() |
| Roger Federer e sua linha de roupas de 2013. Garanto que o motivo de ele ser foda não são as roupas. Na verdade, as roupas só existem porque ele é foda. |
Claro que há ferramentas e roupas que fazem diferença no conforto e até na eficiência. Alguns produtos de baixa qualidade podem até fazer você machucar. Mas
tem um tanto de coisa que é só estética. Ou só marketing. Ou nem isso.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Meu minimalismo é devagar e sempre
Uma das perguntas que mais escuto ao falar sobre minimalismo é: como adotar esse estilo de vida sem gastar mais? Minha primeira reação é sempre um estranhamento até eu lembrar que há uma ideia de que é preciso se livrar de todas as suas coisas e adquirir outras ditas minimalistas.
Essa pergunta apareceu novamente na entrevista que dei para o jornal Zero Hora, para a matéria Talvez você não precise de tudo o que tem, da Paula Minozzo. Desta vez resolvi organizar melhor as ideias sobre o assunto.
Primeiro há uma confusão normal entre o estilo de vida minimalista e o movimento estético minimalista. Não são exatamente a mesma coisa. O que têm em comum é a ideia de buscar o que é mais importante e eliminar aquilo que não é. Tem tudo a ver com foco. Isso pode se expressar de maneira estética ou não.
Para mim, buscar o essencial não quer dizer usar só branco e preto. Nem ter um armário cápsula ou um macbook. Focar no mínimo tem a ver com prioridade. Porque sabemos que não dá para ter tudo. Então eu quero ter na minha vida aquilo que é mais importante para mim. É questão de escolha.
Desde que comecei minha caminhada neste estilo, venho aos poucos avaliando o que eu quero manter, e o que é supérfluo. Não joguei meu armário todo fora e comprei outro. Não fiz isso com meus cosméticos, eletrônicos e nem com meus livros. Fui aos poucos consumindo o que eu já tinha, doando o que não queria e refletindo sobre minhas posses e seus usos.
Mas o mais importante é que, na hora de comprar algo novo, faço com muita consciência. Então meu armário e minha casa estão cada vez mais próximos do que eu considero ideal. E não gastei nada a mais por isso. Pelo contrário, gastei menos. Já que aproveitei o que eu já tinha e não adquiri inutilidades.
Primeiro há uma confusão normal entre o estilo de vida minimalista e o movimento estético minimalista. Não são exatamente a mesma coisa. O que têm em comum é a ideia de buscar o que é mais importante e eliminar aquilo que não é. Tem tudo a ver com foco. Isso pode se expressar de maneira estética ou não.
Para mim, buscar o essencial não quer dizer usar só branco e preto. Nem ter um armário cápsula ou um macbook. Focar no mínimo tem a ver com prioridade. Porque sabemos que não dá para ter tudo. Então eu quero ter na minha vida aquilo que é mais importante para mim. É questão de escolha.
Desde que comecei minha caminhada neste estilo, venho aos poucos avaliando o que eu quero manter, e o que é supérfluo. Não joguei meu armário todo fora e comprei outro. Não fiz isso com meus cosméticos, eletrônicos e nem com meus livros. Fui aos poucos consumindo o que eu já tinha, doando o que não queria e refletindo sobre minhas posses e seus usos.
Mas o mais importante é que, na hora de comprar algo novo, faço com muita consciência. Então meu armário e minha casa estão cada vez mais próximos do que eu considero ideal. E não gastei nada a mais por isso. Pelo contrário, gastei menos. Já que aproveitei o que eu já tinha e não adquiri inutilidades.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
7 dicas para economizar em tempos de crise
Para conseguir manter as finanças em ordem em tempos de crise como o que vivemos, é preciso ter um pouco mais de cuidado ainda do que nós que buscamos o minimalismo já temos.
Claro que o primeiro passo é diminuir os custos. Pensar se você precisa mesmo comprar cada coisa. Mas, se não vivemos de subsistência, precisamos de algumas. Então vão aí as minhas dicas para economizar na crise:
1. Não compre, conserte.
Dê uma olhada nas suas coisas e encontre aquelas que estão com defeitos, mas que um conserto poderia fazer elas voltarem a ser usadas. Eu acabei de consertar o fecho de uma bota e engraxá-la, e ela ficou nova. Estava pensando em comprar um notebook, mas preferi só comprar uma bateria nova e formatá-lo, e ficou novo também.
2. Não compre, troque com os outros.
Tem vários grupos bons de troca na internet, para roupas, livros, jogos e outros objetos. Outra opção é promover encontro de trocas com os amigos. Eu faço de tempos em tempos com as minhas primas e sempre renovo o guarda-roupa.
3. Não compre, troque seus pontos.
Sabe pontos do cartão e programas de fidelidade? Então... Hora de usá-los. Mas não se empolgue e troque por besteira. Use para necessidades reais.
4. Não compre pronto, faça você mesmo.
Sucos prontos, comidas congeladas e quase tudo que é processado é infinitamente mais caro. E geralmente menos saudável. Aproveite este momento para desenvolver seus dotes culinários, ou prefira alimentos puros mesmo (eu sou dessas). Ao invés de comprar uma salada de fruta por 8 reais, compre frutas e coma elas sem picar mesmo.
5. Ao comprar, aproveite as promoções.
Eu tenho ido a uns 3 supermercados diferentes e fico chocada com a diferença de preço entre eles. E não é que um seja mais barato do que o outro, é que cada produto é mais barato em um. Como eu já conheço os preços médios, vou buscando o que está mais barato em cada lugar. E, quando acho promoções boas, compro até um pouco mais para fazer um estoque.
6. Desapegue de comprar as mesmas coisas sempre.
Eu sempre comprei banana prata, mas está muito cara. Troquei por caturra e estou achando ótimo. Sempre comprava uma marca de café, que está cara. Experimentei umas 3 e achei 1 mais barata ainda melhor do que aquela. Além de economizar, é uma boa oportunidade de experimentar coisas novas.
7. Peça desconto.
Lembre-se que está todo mundo com medo da crise também, e para quem vende é melhor vender um pouco abaixo do preço do que não vender. Se for pagar à vista então, peça ainda mais desconto. Acho negociar um saco, mas já consegui descontos inacreditáveis assim.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Desapegando da fetichização dos produtos
Nossa sociedade consumista fetichiza produtos. A publicidade faz isso para vender. Somos levados a acreditar que um produto vai dizer ao mundo - e a nós mesmos - quem a gente é. Se queremos parecer bem sucedidos, usamos tais e tais produtos. Se queremos parecer descolados, usamos tais e tais.
O curioso é que o sistema é tão forte, e está tão integrado com a nossa cultura e a nossa sociedade, que ele tenta acomodar até quem foge dele.
É o que acontece com quem se julga livre do consumo de roupas de marca, de celulares novos, de carros chiques, e diz que o que tem valor na vida é o conhecimento - mas cai de novo no sistema ao começar a fetichizar livros, comprar livros, ter estoques de livros, e mostrar isso ao mundo para parecer uma pessoa que dá importância para conhecimento.
Mas um livro na estante não significa ter conhecimento. Se você já leu, o conhecimento está na sua cabeça e o livro estar na estante não significa nada além de que você acumula objetos. Se não leu, pior ainda.
Outra maneira que as pessoas que acham que não fetichizam produtos o fazem é usando o mote do "caro, mas de qualidade". A desculpa é que é caro, mas eu vou comprar porque dura muito e logo eu não estou sendo consumista. É a desculpa preferida dos apaixonados pela Apple.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Balanço Financeiro 2015 - Saídas
Depois de analisar as entradas, a melhor parte, é hora de analisar as saídas.
Analisar os gastos de 2015 foi um ótimo exercício, pois tive uma ano inteiro arcando com as escolhas e os gastos da minha casa. Além disso, durante o ano todo tive uma rotina estabelecida. Os primeiros 6 meses na casa nova, quando a gente comprar muito utensílio e experimenta algumas coisas, foram em 2014.
Vamos lá:
Analisar os gastos de 2015 foi um ótimo exercício, pois tive uma ano inteiro arcando com as escolhas e os gastos da minha casa. Além disso, durante o ano todo tive uma rotina estabelecida. Os primeiros 6 meses na casa nova, quando a gente comprar muito utensílio e experimenta algumas coisas, foram em 2014.
Vamos lá:
O gráfico ficou completamente diferente daqueles dos anos anteriores, pois os gastos da casa são grandes. Então entraram diversas novas categorias, com peso maior do que as anteriores.
Apesar disso, o meu maior custo continua sendo o carro. Impressionante! E isso porque eu não pago gasolina (a empresa onde eu trabalho paga). O pior de tudo é que eu não vejo saída imediata. Transporte público é muito ineficiente e o relevo de BH não permite bicicleta. Pelo menos, temos um carro só em casa.
Este ano gastei bastante com viagens. Em fevereiro fui a Buenos Aires e Montevidéu, em abril fui ao Rio de Janeiro, e em outubro a Trancoso. A viagem a Brasília não aparece nos gastos porque foi a empresa que pagou (fui a trabalho). Dinheiro bem gasto.
Aluguel, alimentação e condomínio são gastos esperados. Vestuário teve um peso grande este ano por causa do gasto quase nenhum que tive nos anos anteriores.
Agora o comparativo com os outros anos:
Agora o comparativo com os outros anos:
Não inclui os gastos novos (aluguel, condomínio etc.), já que não tem com o que compará-los.
Fiquei satisfeita de perceber que diminuí meus gastos com quase tudo. Telefone aumentou. Antes tinha um plano com meus irmãos e minha mãe, que ficava bem mais barato para mim do que o que divido com o Roberto. Mas vou negociar. Ligar para as operadores e ver o que eu consigo.
Supermercado também aumentou, o que faz todo sentido já que agora fazemos todas as compras da casa. Roupas e sapatos aumentou também, como já expliquei acima. Salão ficou praticamente na mesma, se considerarmos a inflação.
Carro aumentou. A diferença maior foi no valor da revisão. A revisão em anos ímpares é bem mais cara, porque troca um tanto de coisa. Além disso, o tempo vai passando e o carro precisando de mais manutenção. Será que é hora de vender? Será que troco? Questões para pensar...
Viagem ficou tão mais caro porque as férias na Argentina e no Uruguai, que eram para ter acontecido em 2014, ficaram pra fevereiro de 2015.
É curioso como não dá para ser simplista com a análise de gastos... À primeira vista, parece ótimo ter diminuído os gastos com Saúde. Parece que eu fiquei menos doente. Mas a verdade é que eu não me preocupei muito com saúde no ano, e estou vendo os resultados agora. Colesterol alto e outros probleminhas.
É curioso como não dá para ser simplista com a análise de gastos... À primeira vista, parece ótimo ter diminuído os gastos com Saúde. Parece que eu fiquei menos doente. Mas a verdade é que eu não me preocupei muito com saúde no ano, e estou vendo os resultados agora. Colesterol alto e outros probleminhas.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Há 7 anos com 2 biquínis
No carnaval de 2009, comprei um biquíni para ir à Trindade, no Rio de Janeiro. Adorava aquele biquíni.
Em 2012, ele descosturou. Comprei outro, mas mantive aquele para ir ao sítio, ao clube. Deixava o novo para as viagens.
| Trindade, 2009 |
Agora em 2015, me dei conta de que podia costurar o antigo e voltar a usá-lo. O azul também continua em uso.
E foi só chegando em Trancoso que eu reparei que há 7 anos, tenho usado (e uso muito - amo praia e piscina) os mesmos 2 biquínis.
E foi só chegando em Trancoso que eu reparei que há 7 anos, tenho usado (e uso muito - amo praia e piscina) os mesmos 2 biquínis.
| Trancoso, 2015 |
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Como demonstrar carinho sem dar presentes
Quando eu conto para as pessoas que não curto muito essa ideia de dar presentes ser a nossa forma de demonstrar carinho, quase sempre me perguntam como eu demonstro então.
Eu venho há algum tempo pensando nisso, menos como uma maneira de substituir consumo e objetos, e mais pelo valor que eu dou cada dia mais para os outros e a vida em conjunto.
O que eu tenho como resposta por enquanto é que a maneira mais real e efetiva de demonstrar sentimentos é estar presente. É o primeiro passo. Então tenho feito um esforço para encontrar as pessoas que gosto, inclusive as que moram longe. Não é fácil e não é sempre que consigo, mas tenho me esforçado.
Quando não dá, a presença virtual já ajuda. Ligar, mandar e-mail, mandar mensagem, curtir alguma foto ou comentar algo em redes sociais... Mostrar que você se importa.
O segundo passo é realmente dar atenção quando for conversar com alguém. Perguntar sobre ela e ouvir as respostas. Realmente ouvir. Tenho reparado que muita gente vai conversar com os outros e fica só esperando a hora de falar. Precisamos escutar mais.
Acho importante ainda oferecer ajuda. Oferecer! A gente tem mania de já ir querendo dar conselho para os outros, ou já ir fazendo alguma coisa pra ajudar, sem saber se a pessoa realmente precisa e quer que você faça isso. Muitas vezes, as pessoas querem só desabafar e serem compreendidas. Elas não precisam de alguém para dar as respostas para elas. Não é sempre, mas acho importante oferecer a ajuda e os conselhos antes de já ir dando.
Uma outra coisa que eu acho muito legal, e que eu adoro fazer com os outros e quando fazem comigo, é demonstrar quando alguma coisa me lembra da pessoa.
Uma vez uma amiga viajou e me mandou uma foto pois lembrou de mim, dia desses eu mandei mensagem para um antigo amigo porque finalmente li um livro do qual ele sempre falava, tem amigos meus que me mandam conteúdos sobre minimalismo por saberem que o tema me interessa. E por aí ai...
Por fim, tem o carinho propriamente dito. Abraço apertado, palavras carinhosas...
terça-feira, 24 de novembro de 2015
A lama tóxica e o que eu tenho a ver com isso
Um desastre ambiental gigantesco está acontecendo em Minas Gerais, Espírito Santo e já ameaça chegar na Bahia. O rio de lama tóxica que tirou vidas, destruiu uma cidade e matou o Rio Doce já chegou no mar.
É indiscutível que esse desastre não foi acidente. Displicência da Samarco, responsável pelas barragens que se romperam, e do governo que não se preocupa tanto assim com a fiscalização de questões ambientais. Mas temos também que reconhecer que a priorização do lucro acima de tudo e do consumo é o que leva a desastres como esse.
Algumas semanas atrás, eu coloquei aqui uma foto das montanhas devastadas pela mineração da Vale perto de uma cachoeira onde fui aproveitar um dia de calor. É uma paisagem comum nas estradas do meu estado, mas que mesmo assim sempre me deixa arrasada, e é uma das preocupações que mudou e tem moldado o meu minimalismo já há algum tempo.
Porque as mineradoras exploram o ferro porque tem quem compre. E vários dos produtos que consumimos tem como base esse recurso. O nosso consumo sustenta essa exploração. Então vamos sim cobrar mais fiscalização do governo e mais responsabilização da Samarco, vamos doar água potável e mantimentos para as vítimas da tragédia, mas vamos também deixar de consumir tanto.
Cada vez que trocamos de celular, de computador, de carro, de televisão... Cada vez que compramos uma travessa, um enfeite... Tudo que consumimos vem de alguma matéria-prima, que na maioria dos casos (a reciclagem ainda é pequena) vem da natureza.
É importante lembrar disso especialmente na época de natal, em que somos convencidos de que comprar presentes para os outros é sinal de carinho. Vamos repensar nosso consumo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
É preciso gastar dinheiro para virar minimalista? - Parte 2
Os comentários do último post trouxeram outras dimensões para a discussão que achei importante compartilhar.
"Quanto à questão de se livrar de um monte de coisas e depois precisar de UMA delas, acho que é um efeito colateral aceitável. Até porque, se a gente tem muito menos objetos para limpar, cuidar, guardar e manter, isso acabando gerando uma economia (que pode ser imensa se você se mudar para um apartamento menor ou abrir mão de um carro). Aí, recomprar UM dos itens que você não tem mais me parece bem razoável." Lud
Além do que, se é algo que você vai precisar usar uma vez, talvez seja melhor tentar pegar emprestado com alguém. Outro lado da questão é que, se a gente guardar tudo que pode um dia potencialmente quem sabe talvez precisar na vida, vai ter tanta coisa que pode nem achar o que precisa quando precisa. Já contei um caso aqui.
"Agora está em alta o ´armário cápsula´, que parte de um conceito bacana: não precisamos ter tanta roupa, nem tanto sapato, nem tanto de nada. (...) E o que temos hoje? Um monte de gente montando seus armários cápsula, mas pra fazer isso querem comprar as 40 peças novas... 'Descobrem' que pra montar o AC precisam de uma camiseta cinza, outra branca e preta, umas sapatilhas básicas - e que dane a proposta de reduzir o consumo." Vania Lacerda
É o caso clássico do minimalismo usado como desculpa para consumir. A gente não precisa trocar tudo e estar com um armário minimalista do dia pra noite. A ideia é ir usando esse crivo na hora de comprar coisas novas, e de decidir o que doar quando se tem excesso.
"Percebo muitos blogueiros e youtubers seguindo esse tipo de lógica. Parece que o que existe de mais atraente no minimalismo é justamente a cartela de cores reduzida, design simples, novidades tecnológicas etc. (...) By the way, o movimento artístico minimalista dos anos sessenta era intensamente colorido nas obras de Donald Judd e Dan Flavin, por exemplo. Essa parada de preto e branco minimalista tem nada a ver..." Marianna Pedrini Bernabé
Por ser um termo não muito bem definido, o minimalismo pode ser entendido como diversas coisas mesmo: esse movimento artístico dos anos 1960, essa onda de decoração baseada no branco e preto (não sei direito como surgiu) e essa filosofia/estilo de vida sobre a qual falamos aqui.
Por essa confusão toda eu gosto sempre de ressaltar o que chamamos de minimalismo aqui no blog (e por isso está no título). E, de acordo com esse conceito que a gente segue, cores são bem vindas; e o consumo deve ser sempre consciente.
Além do que, se é algo que você vai precisar usar uma vez, talvez seja melhor tentar pegar emprestado com alguém. Outro lado da questão é que, se a gente guardar tudo que pode um dia potencialmente quem sabe talvez precisar na vida, vai ter tanta coisa que pode nem achar o que precisa quando precisa. Já contei um caso aqui.
"Agora está em alta o ´armário cápsula´, que parte de um conceito bacana: não precisamos ter tanta roupa, nem tanto sapato, nem tanto de nada. (...) E o que temos hoje? Um monte de gente montando seus armários cápsula, mas pra fazer isso querem comprar as 40 peças novas... 'Descobrem' que pra montar o AC precisam de uma camiseta cinza, outra branca e preta, umas sapatilhas básicas - e que dane a proposta de reduzir o consumo." Vania Lacerda
É o caso clássico do minimalismo usado como desculpa para consumir. A gente não precisa trocar tudo e estar com um armário minimalista do dia pra noite. A ideia é ir usando esse crivo na hora de comprar coisas novas, e de decidir o que doar quando se tem excesso.
"Percebo muitos blogueiros e youtubers seguindo esse tipo de lógica. Parece que o que existe de mais atraente no minimalismo é justamente a cartela de cores reduzida, design simples, novidades tecnológicas etc. (...) By the way, o movimento artístico minimalista dos anos sessenta era intensamente colorido nas obras de Donald Judd e Dan Flavin, por exemplo. Essa parada de preto e branco minimalista tem nada a ver..." Marianna Pedrini Bernabé
Por ser um termo não muito bem definido, o minimalismo pode ser entendido como diversas coisas mesmo: esse movimento artístico dos anos 1960, essa onda de decoração baseada no branco e preto (não sei direito como surgiu) e essa filosofia/estilo de vida sobre a qual falamos aqui.
Por essa confusão toda eu gosto sempre de ressaltar o que chamamos de minimalismo aqui no blog (e por isso está no título). E, de acordo com esse conceito que a gente segue, cores são bem vindas; e o consumo deve ser sempre consciente.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
É preciso gastar dinheiro para virar minimalista?
Um amigo me mandou o artigo Beware the Expense of Embracing a Minimalist Lifestyle.
Em um primeiro momento, o que mais me chamou a atenção foi a abordagem equivocada. O texto parte do pressuposto de que é caro virar minimalista porque você tem que trocar todas as suas coisas por outras coisas. Por exemplo, você tem que se livrar de todas as suas roupas para comprar roupas "minimalistas".
Mas, lá no final, a autora mesmo admite que algumas pessoas usam o minimalismo como desculpa para comprar. O que me faz pensar que a abordagem inicial do texto (e o título) era para causar polêmica.
Porque a verdade é que o status quo, isto é, o modo como nosso mundo funciona, sempre dá um jeito de absorver qualquer comportamento que tente fugir da sua lógica.
Um exemplo claro disso é como o capitalismo abraçou a corrida. Porque correr teoricamente era pra ser o esporte mais barato e democrático de todos. É só calçar um tênis (ou nem isso - dá pra correr na praia ou na grama descalço) e ir pra rua. Mas, quanto mais as pessoas foram abraçando a corrida, mais o mercado foi tomando-a para si. Hoje, quase todo mundo que eu conheço que corre paga uma mensalidade para participar de um grupo de corrida, usa tênis, roupas e apetrechos caros, participa de competições pagas e por aí vai.
Claro que o mercado e o capitalismo vão tentar pegar o minimalismo para eles, como fazem com tudo. E claro que as pessoas que gostam de comprar podem usar desculpas para fazê-lo mesmo em nome do minimalismo. Mas isso não é um problema do estilo de vida minimalista, e sim da cultura consumista.
É importante entender essa diferença para não cair em armadilhas das nossas próprias mentes (e da sociedade, claro). Por essas e por outras que eu prefiro um processo de desapegar aos poucos, se conhecendo e adaptando a sua vida, as suas posses e o seu consumo de acordo com isso.
Em um primeiro momento, o que mais me chamou a atenção foi a abordagem equivocada. O texto parte do pressuposto de que é caro virar minimalista porque você tem que trocar todas as suas coisas por outras coisas. Por exemplo, você tem que se livrar de todas as suas roupas para comprar roupas "minimalistas".
Mas, lá no final, a autora mesmo admite que algumas pessoas usam o minimalismo como desculpa para comprar. O que me faz pensar que a abordagem inicial do texto (e o título) era para causar polêmica.
Porque a verdade é que o status quo, isto é, o modo como nosso mundo funciona, sempre dá um jeito de absorver qualquer comportamento que tente fugir da sua lógica.
Um exemplo claro disso é como o capitalismo abraçou a corrida. Porque correr teoricamente era pra ser o esporte mais barato e democrático de todos. É só calçar um tênis (ou nem isso - dá pra correr na praia ou na grama descalço) e ir pra rua. Mas, quanto mais as pessoas foram abraçando a corrida, mais o mercado foi tomando-a para si. Hoje, quase todo mundo que eu conheço que corre paga uma mensalidade para participar de um grupo de corrida, usa tênis, roupas e apetrechos caros, participa de competições pagas e por aí vai.
Claro que o mercado e o capitalismo vão tentar pegar o minimalismo para eles, como fazem com tudo. E claro que as pessoas que gostam de comprar podem usar desculpas para fazê-lo mesmo em nome do minimalismo. Mas isso não é um problema do estilo de vida minimalista, e sim da cultura consumista.
É importante entender essa diferença para não cair em armadilhas das nossas próprias mentes (e da sociedade, claro). Por essas e por outras que eu prefiro um processo de desapegar aos poucos, se conhecendo e adaptando a sua vida, as suas posses e o seu consumo de acordo com isso.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Aproveitando as promoções (ou nem todo estoque é ruim)
Eu aprendi com a minha mãe. Na época, a situação financeira era muito pior, tínhamos um inflação gigantesca... Então agir como ela era bem mais importante. Era padrão até. Aquelas dispensas cheias de produtos, aquelas filas enormes nos supermercados no quinto dia útil do mês.
A situação mudou muito. Ainda bem. Mas ainda hoje pode ser útil. Funciona assim:
A situação mudou muito. Ainda bem. Mas ainda hoje pode ser útil. Funciona assim:
Eu tenho minha lista de compras que sempre faço para a casa. E, com o tempo, fui sabendo mais ou menos o preço das coisas. Então, toda vez que eu vou fazer compras, procuro as coisas da lista, mesmo que eu ainda tenha em casa. Se tiver bem barato, eu compro. Considero ainda a data de validade, claro.
Vale a pena ter um pouco de estoque para poder tirar vantagem do preço mais baixo. O desafio é achar o equilíbrio, conseguindo ao mesmo tempo gastar menos e não juntar coisa como se estivéssemos nos preparando para a guerra.
terça-feira, 28 de julho de 2015
Por que desapegar aos poucos
Eu não acredito muito em mudanças radicais. Eu nunca seria aquelas pessoas de jogar todas as minhas coisas fora e ficar com... sei lá... 15 peças de roupa, só coisas que caibam em uma mala ou coisa do tipo. Não sou muito de atalhos. Não acredito muito na eficiência deles.
O que eu gosto mais de desapegar aos poucos é a chance de me conhecer. Saber o que me move, o que é importante para mim, o que eu quero do mundo e pra minha vida. E tenho aprendido tanto nesses anos de jornada.
É como a diferença entre dieta e reeducação alimentar. A dieta até dá resultado, mas a pessoa passa a tratar a comida como uma restrição. Com a reeducação alimentar, a gente constrói uma relação saudável com ela. Repensamos até nossa ligação com os animais que comemos, com a natureza, com o nosso próprio corpo. (Sem contar que quando a gente faz dieta restritiva, costuma engordar tudo de novo depois).
Ir desapegando aos poucos dá resultados não só imediatos, mas também para o longo prazo. Aprendemos sobre nós mesmos e repensamos toda a nossa relação com o consumo e com os objetos. Tenho gostado de chamar isso de uma reeducação material, porque a gente repensa nossa relação com as coisas, os objetos.
Eu acredito que estabelecer uma relação saudável com os bens materiais que temos e usamos é bem mais interessante e mais sustentável do que estabelecer uma restrição.
Eu acredito que estabelecer uma relação saudável com os bens materiais que temos e usamos é bem mais interessante e mais sustentável do que estabelecer uma restrição.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Minimalismo para quê? - parte 2
Praticar o minimalismo tem trazido inúmeras vantagens para a minha vida, muito mais do que eu tinha imaginado no começo. No post anterior, explico um pouco o que ele tem feito por mim, mas os focos ali eram dinheiro e tempo. Aqui falo de uma maneira um pouco mais ampla.
Foi uma tentativa de agrupar vários textos que eu e a Lud escrevemos ao longo do blog falando especificamente sobre o lado positivo do minimalismo, o que ele nos traz de bom.
Foi uma tentativa de agrupar vários textos que eu e a Lud escrevemos ao longo do blog falando especificamente sobre o lado positivo do minimalismo, o que ele nos traz de bom.
Consumir menos ajuda a:
- preservar nossos recursos naturais cada vez mais escassos;
- aproveitar mais e dar mais valor a cada nova aquisição.
- é mais fácil encontrar aquelas que a gente não usa com frequência, evitando até ter que comprar outra;
- é mais rápido arrumá-las;
- é muito mais fácil se mudar;
- é muito mais fácil organizá-las;
- não ficamos tendo que usar roupas ou objetos que nem gostamos só porque estão lá;
- não precisamos pagar mais caro por espaço para guardá-las.
- acabamos nos conhecendo melhor;
- ajudamos aqueles que precisam mais;
- aprendemos a dar mais valor e a cuidar do que é de todos.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Uma conquista: cancelaram meu cartão de crédito
Por falta de uso nos últimos dois anos. Nem eu sabia que tinha tanto tempo que eu não usava meu cartão submarino.
Meu irmão me pediu emprestado o cartão para comprar um HD externo em promoção. O pedido foi recusado pela operadora. Eu liguei pra lá e descobri que o cartão tinha sido cancelado por falta de uso. Dois anos. E eu nem percebi.
Isso é importante porque era com esse cartão submarino que eu comprava livros, filmes e eletrônicos. Já falei que para mim não comprar é fácil, mas esses três sempre foram meus pontos fracos. E venci sem nem perceber direito.
Fiquei orgulhosa. Menos um cartão na minha vida. Mais um sinal de que estou conseguindo atingir meus objetivos.
Dica: sempre que eu cancelo um cartão, peço para me mandarem uma carta informando do cancelamento, para evitar surpresas no futuro. Assim, guardo só essa carta e não preciso ficar guardando comprovantes de pagamento de fatura.
Dica: sempre que eu cancelo um cartão, peço para me mandarem uma carta informando do cancelamento, para evitar surpresas no futuro. Assim, guardo só essa carta e não preciso ficar guardando comprovantes de pagamento de fatura.
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