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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Novos posts no minimalizo, parte 10

Adorei receber comentários no post anterior. Muito obrigada, meninas! Então voltei até rápido, mesmo ainda compartilhando os posts aqui de 2019. Mas em breve eu chego no presente. Bom que me sinto até incentivada a escrever mais.

Começando a aprender a costurar
27 de novembro de 2018
Saber costurar é uma daquelas habilidades que toda mulher tinha antigamente e que não vemos mais na nossa geração. Eu quis mudar isso.

Refletindo sobre 2018: entre a rigidez e a flexibilidade 
09 de janeiro de 2019
2018 foi um ano em que as circunstâncias foram mudando e eu me adaptando, tentando sempre ter em mente o meu essencial. Parece simples, mas não é.

Pessoas que pagam para serem obrigadas
01 de fevereiro de 2019
Sabe quem paga consórcio porque não consegue economizar, contrata nutricionista para ser obrigado a fazer dieta ou personal trainer para ir na academia?

Comprei e não gostei. O que eu faço agora?
11 de março de 2019
Já desenvolvi todo um cuidado para refletir se preciso mesmo comprar algo. Então, o que fazer quando finalmente compro e acabo não gostando do que comprei?

Espero que estejam todos bem!

E agradeço uma vez mais pelos comentários :)

domingo, 29 de março de 2020

Novos posts no minimalizo, parte 9

Como eu deixei esse espaço abandonado! Que triste... Estou voltando aqui só para colocar alguns posts do endereço novo. Espero que eu não esteja aqui sozinha (mas entendo se eu estiver, depois de mais de um ano).

Organizando a papelada e por quanto tempo devo guardar papéis 
04 de setembro de 2018
A era digital nos permitiu usar menos papel do que antigamente, mas ainda guardamos muitos. Tenho adotado algumas maneiras para lidar com eles.

As armadilhas do consumo ou o efeito de ancoragem
11 de setembro de 2018
Sabe quando você vai comprar algo e acaba com um produto um pouco mais caro ou em quantidade maior do que queria? Pode ser o efeito de ancoragem.

Setembro amarelo: não tenhamos pressa em desapegar das pessoas 
25 de setembro de 2018
Neste setembro amarelo, queria falar aqui especificamente sobre como muitas vezes abandonamos pessoas no momento em que podem estar mais precisando de nós.

Pare de complicar as coisas
22 de outubro de 2018
Esta é uma tradução minha do post "stop making it complicated", do Leo Babauta. Ele fala sobre nosso impulso de complicar as coisas que começamos a fazer.

Prometo me esforçar para voltar mais aqui.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cortar o próprio cabelo - eu experimentei!

Da última vez que estive no Brasil, fui ao salão e pedi um corte que durasse, isto é, que mantivesse a forma enquanto crescia. Mas passaram onze meses desde então, e meu cabelo estava grandão, quase inteiro, e começando a dificultar a vida (prendia no cachecol, na mochila, uma chatice).


Pensei em procurar um cabeleireiro aqui em Madri, mas fiquei com medo da dificuldade de comunicação e de sair do salão com mullets. Então, busquei uns vídeos na internet para cortar o próprio cabelo, e mandei ver.

Primeiro cortei a franja, que estava gigante (quase no ombro). Cortei na altura do queixo, e achei que ficou bom. Jogada de lado, então, ficou joia.


Aí me animei: descobri a técnica do "faça um rabo de cavalo na testa" (é o número 3) e passei a tesoura.

Consegui eliminar uns 3 dedos de comprimento e ganhei várias camadas. Foi mais difícil do que eu esperava, porque a tesoura que eu possuo é terrível. No fim do corte, descobri uma tesoura melhor na gaveta do banheiro aqui da casa. Aí já era meio tarde, mas ela serviu para eu cortar fora mais uns 3 dedos (dividi o cabelo no meio, puxei cada metade para frente, prendi o cabelo com os dedos e cortei).


O cabelo ficou meio rebelde, como sempre acontece toda vez que ele é cortado em camadas. Em uns dias ele deve assentar. No geral, fiquei satisfeita.

Mas não sei se recomendo, viu? Meu cabelo é liso e fino, não é muito, e o corte em camadas ajuda a disfarçar pontas e imperfeições (e tem várias). Funcionou, mas não garanto que vá dar certo para todo mundo.

Por outro lado, sempre dá para correr no cabeleireiro depois, né? Que vai te xingar, mas não se abale: bote a culpa em mim e pronto. Deixo só duas dicas: use uma tesoura boa, específica para cortar cabelo, e corte sempre menos do que você acha que deveria (dá pra tirar mais depois, mas não dá pra botar de volta...).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Meu "uniforme" de trabalho

As aspas estão ali porque eu não tenho mais uniforme de trabalho. Na última empresa em que trabalhei, a gente usava e era a coisa mais prática do universo. Eu não precisava ter toda uma variedade de roupas e sapatos, não precisava pensar no modelito para o outro dia. Era uma simplicidade danada.

Só que eu mudei de empresa e agora não uso mais. Nos primeiros dias, fui usando as minhas roupas diferentes, fazendo combinações, até que cansei. Era tão mais prático o uniforme! Fiquei pensando... Pensando... E resolvi criar meu próprio uniforme.

É o seguinte: todos os dias eu vou trabalhar com a mesma bota preta de cano curto e salto quase inexistente. Eu revezo entre duas calças sociais pretas que eu tenho (enquanto uma lava, uso a outra). No frio, uso um casaco preto. Só vario - e nem tanto assim - a blusa. É ótimo! Eu poupo tempo, dinheiro e cabeça. 

Quando raramente me dá vontade de variar, eu uso alguma coisa diferente, mas posso afirmar que isso acontece no máximo em 10% das vezes. Recomendo. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Faxina: faça você mesmo

Faxina é uma coisa chata de fazer. Chata, difícil e demorada - motivos pelos quais muita gente prefere pagar alguém para fazer no seu lugar. Nada de errado nisso, na minha opinião. Tanto que, quando eu mudei, já comecei a procurar indicações de uma diarista para fazer uma faxina quinzenal na minha casa.

Só que eu mudei, e me envolvi com tantas outras coisas que fui enrolando para procurar uma diarista. Nisso, a casa foi sujando. A casa sujando, eu precisei limpá-la. E é o que eu tenho feito já por algumas semanas. Nisso, percebi algumas coisas:

1. É plenamente possível fazer faxina na própria casa gastando relativamente pouco tempo, mas para isso é preciso algumas condições.

2. Quantos menos móveis, mais fácil a faxina. Arrastar móveis para limpar embaixo, ou afastar para limpar atrás, e depois colocar no lugar de novo, além de todo o contorcionismo necessário para isso é uma das coisas mais chatas, demoradas e difíceis da faxina.

3. Quanto menos coisas em cima das superfícies, melhor. Novamente: tirar tudo, tirar a poeira de tudo, limpar a superfície, colocar tudo e volta... É um saco e demorado.

4. Um cuidado diário para não deixar coisas sujarem, não deixar acumular bagunças, louça sem lavar, coisas espalhadas pela casa... Tudo isso ajuda muito também. 

A casa ainda está bem vazia e acredito que ficará mais difícil quando a casa tiver mais móveis, mas vou tentar me ater ao básico. A gente ganha tempo, dinheiro, paz, tranquilidade, espaço.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Lembranças de viagem

O hábito de trazer lembranças para amigos e família depois de viagens faz parte da nossa cultura. A Lud já falou sobre isso aqui. Eu confesso que sempre foi algo que eu fiz, mas meio sem entender direito. 

Antigamente, quando não existia e-commerce e nem muita circulação de produtos entre diferentes localidade, fazia sentido trazer aqueles chocolates diferentes, enfeites exóticos e outros produtos não tão conhecidos para as pessoas. Hoje em dia, se acha isso tudo em qualquer supermercado (ou, mais fácil ainda, na internet). Então eu acho que a coisa fica meio sem sentido. 

Por outro lado, é legal quando alguém está viajando e lembra de você. É um gesto muito bem-vindo. No entanto, por que a forma de demonstrar lembrança e carinho precisam ser sempre na forma de produtos, como a sociedade de consumo nos faz tentar acreditar? 

Esta semana acordei com uma foto no meu celular de uma amiga que está viajando pela Europa e passou por uma das locações de Game of Thrones e, sabendo que eu adoro o seriado e os livros, tirou uma foto e me mandou, falando que lembrou de mim. Adorei e me senti muito querida. Gostei muito do gesto, e ela não precisou gastar tempo e dinheiro preciosos na sua viagem para comprar um presentinho genérico.

A foto que a Renata me mandou. Linda, não?

PS: Claro que eu sempre acabo trazendo um presente ou outro, quando eu me deparo com algo que me lembra alguma pessoa querida. E claro que adoro quando ganho presentes que vejo terem sido escolhidos para mim. Só acho que há um exagero de consumo ultimamente. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

As garrafinhas de água

Sou fã das garrafinhas de água. Ficar usando copo descartável não dá, e nem os não descartáveis, que ficam juntando micro-organismos. A garrafinha é uma opção econômica e que poupa recursos.

Acho muito saudável também. Se não uso a garrafinha, acabo esquecendo de beber água. É prático porque não preciso ficar lavando e nem enchendo copo toda hora.

Tenho reparado que hoje em dia todo mundo usa essas garrafinhas, e acho ótimo. Eu tenho uma bonitinha no trabalho (essa da foto), uma de isotônico usada em casa e mais uma dentro da minha raqueteira do tênis. 

Até chá e suco eu criei o hábito de tomar nelas. Depois que termino a bebida e encho-as de água novamente, elas ainda ficam com um gostinho de suco ou chá no fundo. Praticamente uma água flavorizada, que vendem super caro nos supermercados.

Para uma limpeza mais profunda, de tempos em tempos, jogo água fervendo dentro da garrafinha e lavo com sabão. Quando se tratam das usadas de plástico, jogo fora depois de um tempo (no lixo reciclável, claro) e passo a usar outra.

Minha garrafinha bonitinha.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eu tenho facebook

Eu tenho facebook já há alguns anos. No começo, mal entrava lá. Com o tempo e o uso cada vez maior por todas as pessoas, passei a entrar mais. Eu sei que muita gente odeia o facebook por lhes roubar tempo, mas acredito que assim como qualquer ferramenta, o que determina se ela é boa ou não é o uso que se faz dela.

Então eu tenho facebook, mas não fico lá o dia inteiro perdendo tempo e deixando de aproveitar a vida. Na verdade, muitas vezes ele me poupa tempo e me ajuda, por exemplo, a ter mais contato com as pessoas que eu gosto e que estão longe ou que, mesmo perto, não consigo estar em contato pessoalmente sempre.

Para fazer um melhor uso dessa rede social, eu faço duas coisas: a primeira é ignorar totalmente as propagandas e o bate-papo. As primeiras eu nem passo o olho e o segundo fica desligado. A outra coisa é escolher o que eu quero que apareça na minha linha do tempo. 

Sabe algumas pessoas que postam toda hora ou ficam colocando coisas que não te importam ou te incomodam? Então... Assim que eu identifico alguém assim, coloco a pessoa como "Conhecidos". Dessa forma, quase nada dela vai aparecer para mim. Lindo, não? Uso sem moderação.


Já aquelas pessoas de quem eu quero ver tudo, coloco como "Melhores amigos". 

Além disso, eu busco ver tudo que é publicado nas páginas que eu quero seguir. Antigamente, eu centralizava as notícias que eu queria receber no twitter, mas como ele foi perdendo força, agora faço isso no Facebook. Das páginas que eu quero ver tudo, e não aquilo que o Facebook escolher pra me mostrar, eu coloco para "Obter notificações".


E assim vou vivendo a vida em paz, aproveitando o lado bom das coisas e escolhendo como eu quero gastar meu tempo.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Alívio imediato

Sabe quando você se pega com um monte de coisas para fazer ou um em um ambiente totalmente entulhado de coisas e bate uma claustrofobia e um desespero?

Algumas coisas que podem nos ajudar a nos sentir melhor:

  • Feche todas as abas do navegador, a não ser a que você está usando.
  • Faça o mesmo com os arquivos abertos no computador.
  • Desligue o celular.
  • Exclua pessoas negativas das suas redes sociais.
  • Jogue alguma coisa fora. Qualquer coisa.
  • Organize a sua mesa. Deixe a superfície vazia e limpa.
  • Beba um copo de água.
  • Abra a janela e respire fundo.
  • Escove os dentes.
  • Lave o rosto.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O grande tempo das pequenas coisas

Tempo é um recurso escasso. Está todo mundo sempre correndo e reclamando da falta dele. Eu não fujo dessa lógica, mas pretendo. 

Para conseguir mudar isso, resolvi primeiro entender para onde todo o meu tempo está indo. Nos últimos dias, tenho feito igual a gente faz quando anota tudo que comeu no dia para fazer regime, ou anotamos tudo que gastamos para controle financeiro, resolvi anotar todo o tempo que eu gasto, das grandes até as pequenas tarefas.

O que eu percebi é que, além dos grandes blocos dedicados ao trabalho e ao sono, eu gasto um tanto de tempo fazendo diversas coisinhas pequenas chatas que sem eu perceber vão consumindo todo o meu dia. Algumas são necessárias, outras poderiam ser melhor realizadas e outras ainda eliminadas. 

No passado, eu já simplifiquei minha arrumação de cama. Outra coisa que me deu tempo a mais no dia foi organizar meu horário de trabalho de forma a pegar o mínimo de trânsito possível. Esse controle de agora me fez perceber, no entanto, que tem outras coisas ainda que eu posso simplificar, para ganhar tempo e diminuir chateações. 

É curioso porque a gente não percebe que a soma de todos esses tempinhos espalhados no dia acabam consumindo nosso pouco tempo livre. Na prática, eu faço pouca coisa no meu tempo que é o que eu realmente queria estar fazendo, e o jeito de mudar isso sem fazer uma revolução na vida (não que eu não possa fazer uma revolução...) é minimalizar, é focar no essencial. Vou buscar isso.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Utensílios de cozinha: fico no básico

Pessoas com cada vez mais pressa, a economia precisando girar e a publicidade precisando criar desejos para vender. Resultado: produtos sendo criados a todo momento cada vez mais segmentados.

Fico assustada quando vou a lojas de presentes para casamento e vejo um milhão de produtos com finalidades super específicas: suporte para pratos, champanheira, cortador de alho, panela para fazer arroz, máquina de pão, máquina para fazer frozen yogurt, protetor de pote de sorvete, máquina de fazer batata-frita etc. etc. Se a gente se deixa levar, rapidinho estamos com gavetas e mais gavetas, prateleiras e mais prateleiras cheias de utensílios de cozinha.

Apesar de eles serem úteis, procuro encarar a cozinha como faço com meu guarda-roupa: me ater ao básico e ao mais versátil. É uma escolha que eu faço sabendo que talvez eu pouparia tempo se tivesse um equipamento mais específico para fazer algo, mas privilegio ocupar menos espaço, ter menos coisa para lavar e gastar menos dinheiro comprando esse tanto de coisas.

Uma máquina de pão, que vou confessar que me dá vontade de ter uma às vezes.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cabelos curtos e práticos

Conheçam meu novo cabelo minimalista.


A ideia foi do Caio, meu cabeleireiro e amigo de longa data. Assim que eu cheguei na casa dele para aparar as pontas, ele ficou assustado com o tamanho:

- Que cabelo enorme! Nada minimalista.

Os argumentos dele me convenceram. Com um cabelo mais curto, eu iria: gastar menos shampoo e condicionador,  lavar e secar muito mais rápido, passar menos calor nesse verão tropical.

Ele fez um rabo e cortou. Eu assustei quando ele me entregou aquele tanto de cabelo, mas o fato é que eu adorei. Além de mudar, o que é sempre legal, todas as vantagens citadas por ele valeram a pena mesmo.

Antigo cabelão calorento e trabalhoso.

Novo cabelo, muito mais prático.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A epidemia da hora extra

Fazer hora extra virou uma coisa tão comum na vida corporativa atual que nem é tão extra assim mais. Virou prática comum, quase diária. O funcionário muitas vezes acaba achando que é vantagem ficar sempre até mais tarde porque:

1. Está mostrando seu comprometimento para os superiores. Não importa que seria muito melhor a empresa, e o funcionário, ter planejamento e organização de maneira que não fosse preciso trabalhar mais do que a jornada de trabalho já conhecida com antecedência e definida por lei.

2. Vai ganhar um dinheiro a mais no fim do mês ou, no caso de banco de horas, ter um crédito de horas para emendar um feriado ou resolver um problema no futuro.

3. Vai colocar seu trabalho "em dia", cumprindo as metas. O problema é que a hora extra acaba virando um tempo que já se conta com ele, e assim o trabalho nunca fica em dia. E a gente vai fazendo mais horas extras e ficando mais ansiosa para ficar em dia. E o ciclo vai girando.

Quando eu falo "o funcionário", estou falando inclusive de mim. Porque eu comecei a entrar nessa onda, até que percebi que estou ficando cansada e, logo, sem criatividade e energia. A produtividade diminui consideravelmente. Isso não é bom para ninguém.

É preciso planejar, definir prioridades e aprender a dizer uns nãos. É fundamental reconhecer limites e parar de tentar lutar contra eles o tempo inteiro. Hora extra, quando é uma vez ou outra, é normal. Imprevistos acontecem. Sempre, tem algo errado e precisa ser resolvido.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

E o (meu) futuro, como será?

Às vezes eu paro para pensar sobre como será a vida depois que o sabático terminar. Vamos voltar para o Brasil e vou voltar a trabalhar, claro. E vamos estar em um momento muito parecido com o que estávamos quando nos casamos, isto é, prestes a tomar várias decisões importantes: que apartamento alugar? De que móveis e objetos vamos precisar? Como organizar nossa rotina?

Quando nos casamos, há 9 anos, a gente não precisou pensar muito. Fizemos o que os amigos e parentes faziam: montamos uma casa parecida como a que todos eles tinham. Com quartos para visitas e filhos ainda inexistentes, e um monte de objetos que "um dia" iríamos precisar.

A vida podia ter caminhado nesse sentido, mas não caminhou. Não tivemos filhos, não demos festas semanais, nem ficamos nesse primeiro apartamento. Se quando nos casamos a gente mudou de cidade, uns anos depois a gente mudou de estado e, finalmente, de país.

Espero que, quando formos tomar essas decisões de novo, estejamos mais experientes. Que saibamos o que nos é necessário e o que não. Que consigamos separar o que a gente deseja e o que a gente precisa. Até porque, como as economias terão sido consumidas, não vai ter dinheiro sobrando, não!

Ou seja: uniremos o útil ao agradável.


Simples assim.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A simplicidade de não ter filhos

Não tô dizendo que quem é minimalista não pode ter filho. O Leo Babauta tem. SEIS.

Não tô dizendo que ter filho não é bom. A Rita tem, e ela adora.

Só tô dizendo que, apesar de muita gente nem refletir sobre o assunto, não ter filhos é uma opção válida também. Às vezes a pessoa (ou o casal) não pode. Às vezes não quer.

Quando eu era criança, não queria me casar, mas tinha certeza que ia ter filhos. O Leo me fez mudar de ideia em relação ao primeiro, e juntos decidimos que não queremos o segundo.

De vez em quando a gente escuta um pedido de neto, sorri e fala que não vai rolar. Mas, de maneira geral, ninguém nos perturba ou assedia. Talvez porque a gente não dê muita abertura. Talvez porque na família já tenha tanto neto/sobrinho que a nossa (não) participação não faz falta.

A minha conclusão é a seguinte: ter filho pode ser muito bom. Não ter filho... também. Nós temos muita liberdade para tomar decisões, porque nossas decisões só afetam a nós mesmos. Podemos mudar de cidade, de emprego e de país sem piscar - aliás, não só podemos como o fazemos. Temos mais espaço de manobra financeira também. Tirar licença, trocar de carreira, um de nós parar de trabalhar pra estudar - tá tudo valendo.

É óbvio, mas acho que vale a pena registrar: quem não tem filho tem menos despesa, menos preocupação, menos estresse, mais tempo livre, mais liberdade.

Dizem que os filhos enriquecem a vida, e eu acho que é verdade. Mas uma vida sem crianças pode ser muito rica também.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Economizando energia para depois gastar energia

Aí vai um texto antigão meu, de 2002, escrito para a aula de crônicas na faculdade de jornalismo, que achei aqui no meu computador. Meu estilo de escrita mudou muito, e minhas ideias também, mas achei que tem umas sacadas interessantes.

Resolvi entrar em uma academia de ginástica. Estou pagando singelos 80 reais por mês para exercitar meu corpo. Eu não entendo a lógica disso. Nós criamos máquinas para não termos que cansar com as tarefas do dia a dia. Em vez de lavarmos roupas no tanque e ficarmos com os tríceps torneadíssimos, e irmos andando para os lugares deixando nossas pernas fortes e musculosas, colocamos a tecnologia para fazer tudo isso pra gente enquanto sentamos nos nossos sofás assistindo televisão e nos entupindo de guloseimas nada saudáveis.

Aí, para corrigirmos o problema, criamos mais máquinas com a exclusiva finalidade de gastar a energia que poupamos. Vamos para um lugar onde todos levantam pesos, correm e andam em bicicletas que não saem do lugar.

Andar de bicicleta poderia ser uma boa solução para o problema do transporte público nas grandes cidades. Imagina: as pessoas iriam para o trabalho, depois voltariam para casa, tudo de bicicleta. Poluição zero e de brinde um belo par de pernas e glúteos – nome chique para bumbum – duríssimos. Seria fantástico, não? Mas voltemos à realidade.

Depois de gastarmos todo o nosso suado dinheiro para suar nas academias, pagamos carérrimo por produtos dietéticos intragáveis. Podíamos muito bem poupar tanto tempo e dinheiro simplesmente deixando todas as máquinas de lado. Se bem que prefiro fazer ginástica do que arrumar cama (por que não inventaram máquina para isso ainda?).

Pensando bem, é curioso pensar que as pessoas na academia fazem esforço à toa, não? A gente sabe que é pra fortalecer, emagrecer e tal, mas esse ponto de vista é engraçado.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O conforto dos ambientes minimalistas

Na grande maioria das vezes, estamos ficando em casas/apartamentos alugados. Isso quer dizer que já passamos por um monte de lares, dos mais enfeitados aos mais minimalistas. E olha, estamos preferindo esses últimos. 

Exemplos reais: em Lyon, quase todas as superfícies eram cobertas por objetos. O apê era bacana e colorido, mas dava um cansaço visual! Não era muito fácil achar as coisas (efeito "Onde está o Wally"). E foi uns dos lugares mais empoeirados em que a gente ficou (como é que passa um paninho úmido para tirar a poeira se o dono não jogava nada fora, nunca?). 

Na cozinha, um monte de utensílios ficava à vista. À direita, a mesinha e a estante estavam cobertos de caixinhas, vidrinhos, garrafinhas...
Na sala, a gente tinha que mover as bonequinhas pra sentar no sofá.
E levantar um livro da mesinha de centro gerava uma nuvem de poeira.
O banheiro era decorado de cima a baixo.
Até na maçaneta do box tinha uma coisinha pendurada. 
Em Berlim (onde estamos agora), o apê é tipo loft: a cozinha e o banheiro são separados, mas o espaço principal não tem paredes. Ele é menor, em metros quadrados, do que o apartamento de Lyon, mas parece ser maior.

Sala + copa + quarto (a cama ficou fora da foto).
O espaço livre e as cores neutras são muito relaxantes.


A cozinha pode ter menos personalidade, mas é muito mais funcional.
E mais fácil de manter limpa, claro.
Banheiro branquinho, uma alegria para os olhos.
A casinha atual é minimalista E acolhedora: o sofá é uma delícia, a cama é macia, as cadeiras são ergonômicas. Seus charmes são discretos: aparecem nas texturas interessantes, nas linhas retas, na iluminação por controle remoto.

Eu adoro imagens e cores, mas esse ambiente me fez pensar que, talvez, num mundo no qual nossos sentidos são bombardeados o tempo todo, um lar no qual escapamos de todas as poluições (ambiental, sonora, visual) é que seja o máximo do luxo.

(Fotos do site www.airbnb.com.)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Simplificando o "ritual" matutino

Continuo buscando maneiras de ganhar tempo e diminuir o esforço gasto nas atividades do dia-a-dia. Então, logo depois de fazer toda uma análise e mudanças na arrumação da cama, comecei a repensar naquelas pequenas atividades que faço toda manhã, logo depois que acordo.

Eu desenhei o processo também, mas não vou colocar aqui porque ficou meio bobo. A grande sacada que eu tive foi reorganizar o lugar onde guardo as coisas que uso pela manhã, deixando do lado da minha cama. Para isso, usei essa linda caixinha que minha irmã pintou para mim:

Minha mesinha de cabeceira, com o abajur, o tocador de
músicas e a caixinha das coisas matutinas.
Dentro da caixa estão (começando de cima e indo da esquerda para a direita): frasco com comprimidos de ômega 3, colírio, perfume, creme pro pé, hidrante para as mãos, blush, desodorante, hidratante pro corpo, anticoncepcional e reparador de pontas para o cabelo.


Na verdade, eu não costumo usar hidratante nenhum, nem perfume. Tudo isso aí eu ganhei ou comprei por impulso há mais de um ano, quando eu me deixava impressionar por promoções e ofertas. Eu sempre esqueço de usar essas coisas, mas coloquei tudo aí para aplicar a técnica do "Usa ou Rua". Daqui a algumas semanas, eu conto para vocês o que resistiu ao desafio.

Além de ficar mais rápido de arrumar do que ter que pegar cada coisa em sua gaveta e depois guardar, usar a caixinha me ajuda a lembrar o que eu tenho que fazer de manhã. Eu vivia esquecendo o colírio, por exemplo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Simplificando a arrumação da cama

Desde que comecei com o minimalismo, venho buscando descobrir quais são os objetos supérfluos que eu tenho para que possa me livrar deles. Resolvi fazer o mesmo com as atividades, já que agora meu grande desafio é economizar tempo.

Como eu sou uma pessoa metódica e obsessiva, aproveitei para usar meus conhecimentos (de iniciante) de análise de processos para isso. Comecei com o primeiro processo do meu dia (e um dos que eu acho mais chatos): arrumar minha cama. Eis como eu fazia para arrumar cama todos os dias:


Fui olhando cada uma dessas atividades e pensando no que eu podia eliminar ou melhorar.

No segundo quadro, já tem uma coisa para mudar. Eu sempre deixava o virol e o edredom na cama, mas nunca uso os dois. Se está frio, uso só o edredom. Se está quente, só o virol. Resolvi então deixar só o que eu vou usar na cama, de acordo com a época do ano. Assim, eliminei ter que tirar os dois da cama toda noite e colocar de volta toda manhã. O que não vai ser usado fica guardado dentro do armário.

Outra coisa que eu mudei, para simplificar, foi parar de usar um protetor separado para o travesseiro, deixando-o por baixo da coberta, junto com o edredom. Tirei também o Stitch da minha cama (com um aperto no coração). Agora ficou assim:


O tempo que eu ganhei é pouco; mas, como é algo que eu faço todos os dias, já é alguma coisa. Além disso, qualquer coisa chata que eu conseguir eliminar da minha vida é uma maravilha!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Tempo, esse lindo

Tem várias coisas na vida que a gente só dá valor quando perde. Tem acontecido o contrário comigo com o tempo. Agora que eu tenho tempo, eu descobri o quanto ele é maravilhoso.

Quando a gente trabalha o dia inteiro, nos acostumamos com aquele ritmo. Trabalhamos, comemos, resolvemos problemas e, no tempo que resta, só queremos descansar. Nessas horas, até um convite para uma festa de aniversário vira mais uma obrigação.

Quando eu saí do trabalho, comecei a cuidar de um tanto de coisa que eu tinha deixado pra trás. Tudo com calma, sem pressa. Continuo a acordar cedo todos os dias, no máximo 08h. Resolvo problemas, pratico esportes, arrumo a casa, cuido dos meus investimentos...  Tenho sempre coisas para fazer. Mas tudo com mais calma, deixando espaço inclusive para alguns momentos de "à toice".

Ontem eu tive dentista. Era a 5 km aqui de casa. Fui a pé, ouvindo música. Voltei a pé também. Pelo horário (17h), se eu tivesse ido de carro teria gastado até mais tempo, além de dinheiro. Mas não. Fui tranquila, caminhando e escutando música, esperei pra ser atendida lendo no kindle tranquilamente, depois da consulta bati papo com a minha dentista. É um ritmo tão mais saudável.

Claro que uma hora ou outra eu terei que voltar a trabalhar (ou não... hehe...) e eu até gosto bastante do que eu faço. Mas ter tempo para fazer as coisas sem stress e não viver correndo de um lado pro outro é maravilhoso.

Então... Meu objetivo para o segundo semestre é descobrir como vou conciliar um estilo de vida mais tranquilo com o trabalho. É complicado, mas vou tentar.