Espero que vocês gostem dos novos posts :)
O carnaval, os excessos e a liberdade
10 de fevereiro
Carnaval é época de festas sem parar, de não ter hora para nada e de se entregar sem culpa aos excessos. Na origem religiosa do feriado, era uma despedida antes dos sacrifícios da quaresma. Antes de ter que se controlar em vários sentidos, é uma oportunidade para fazer o oposto, por uns dias.
O Poder do Hábito (Parte 3): Acreditar nos faz mais fortes
01 de março
Hábitos são mecanismos poderosíssimos para que consigamos atingir objetivos e melhorar nossa qualidade de vida. E é possível criar hábitos, e até substituir aqueles que nos fazem mal por outros melhores. Mas não é fácil e nem necessariamente rápido.
A importância dos limites entre vida pessoal e profissional
13 de março
Uma das maiores vantagens do minimalismo é percebermos como ter foco naquilo que é importante nos permite ser mais eficientes e felizes. Para isso precisamos definir limites, e aquele entre a vida pessoal e profissional é dos mais impactantes e ao mesmo tempo dos menos respeitados.
Guardando para uma ocasião especial, a grande bobagem
26 de março
Sabe aquela bobagem que a gente tem de guardar coisas chiques/boas/caras para uma futura e hipotética ocasião especial? Seja um perfume, uma roupa, um vinho, um charuto, talheres... Guardamos para um dia que pode nunca chegar.
Saem roupas de verão, entram roupas de inverno
06 de abril
O verão terminou e por aqui já começou um vento frio. Aproveitei então para fazer minha já tradicional troca de quando mudam as estações: tiro as roupas de inverno lá de cima do armário e guardo as de verão no lugar. Pode parecer pouca coisa, mas é algo simples que traz praticidade e um uso melhor do que eu tenho.
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terça-feira, 10 de abril de 2018
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Mantendo a mesa de trabalho limpa e organizada
Dias atrás, tive que passar um pano na minha mesa de trabalho para tirar poeira e percebi o quanto ela estava lotada de coisas. Papelada, inúmeros cabos e fios, caneca, copo d'água, agenda, canetas, uma infinidade de coisas. Hora de organizar.
Uma das estratégias que eu já defini para facilitar minha vida - e me poupar tempo com limpeza e organização - é manter o mínimo possível de objetos nas superfícies. Então o primeiro passo foi organizar as gavetas da mesa para poder guardar coisas nelas.
O que eu não preciso mais, joguei fora. O que eu preciso guardar, mas não usar com frequência, foi parar em algum outro local mais adequado (e mais afastado). E, o que estava em cima da mesa e uso sempre, guardei nas gavetas.
tática usada para e-mails. Receber, decidir o que fazer e não procrastinar. Mesmo assim, de tempos em tempos, é importante checá-los de novo. Sempre tem um ou outro que era importante no passado, mas que não é mais.
Uma das estratégias que eu já defini para facilitar minha vida - e me poupar tempo com limpeza e organização - é manter o mínimo possível de objetos nas superfícies. Então o primeiro passo foi organizar as gavetas da mesa para poder guardar coisas nelas.
O que eu não preciso mais, joguei fora. O que eu preciso guardar, mas não usar com frequência, foi parar em algum outro local mais adequado (e mais afastado). E, o que estava em cima da mesa e uso sempre, guardei nas gavetas.
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| Gaveta onde guardo bloquinhos, post-its, clips, canetas, lápis, papéis em branco, além de envelopes e pastas vazios. |
tática usada para e-mails. Receber, decidir o que fazer e não procrastinar. Mesmo assim, de tempos em tempos, é importante checá-los de novo. Sempre tem um ou outro que era importante no passado, mas que não é mais.
Depois, chegou a hora de organizar os cabos e os fios. Os que não estão em uso imediato: gaveta. Os que eu podia eleminar, eliminei. Por exemplo, uso mouse sem fio e rede wireless. O único cabo agora em uso constante é o carregador do notebook.
Minha mesa está limpa, organizada e funcional. Agora é tomar cuidado para mantê-la assim.
Minha mesa está limpa, organizada e funcional. Agora é tomar cuidado para mantê-la assim.
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| Minha mesa de trabalho organizada |
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Aprendendo a respeitar o ritmo do corpo
Uns dias atrás eu acordei com a garganta doendo.
A verdade é que eu ando em um ritmo muito puxado de trabalho, tanto que nem tenho conseguido escrever para o blog e responder comentários com a mesma agilidade que gostaria. O ritmo está tão puxado que, não só eu não tinha muito tempo para fazer outras coisas, como minha energia foi acabando. E chega uma hora em que o corpo pede trégua.
Mas eu não escutei. Eu fui trabalhar mesmo com a garganta doendo. E novamente meu corpo deu seu recado piorando ainda mais. Resolvi escutar, fui a uma clínica e o diagnóstico: faringite. Estava com febre e a faringe inflamada.
Fui para casa, mas durante vários momentos eu ainda pensei em lutar. Pensei em trabalhar de casa no primeiro dia. No segundo, já trabalhando, pensei em fazer hora extra para terminar algumas coisas urgentes. No terceiro, já sem sentir tanta dor por causa dos remédios, pensei em beber um pouco de vinho. E uns dias depois ainda pensei em ir para a capoeira.
Resisti, já tendo aprendido a lição. E fiquei pensando em como a gente força o nosso corpo além do que deveria o tempo todo. Seja ficando acordado mais do que deveria, na força de vontade. Seja usando café, guaraná em pó e até remédios. A gente se mantém em estado de alerta o tempo inteiro para ser mais produtivo.
O fato é que eu, e acredito que grande parte da nossa geração, exagera. E é preciso desacelerar de alguma forma. Eu já venho tentando há muito tempo, mas ainda preciso melhorar muito. Muito. Ou meu corpo pode me obrigar de novo.
A verdade é que eu ando em um ritmo muito puxado de trabalho, tanto que nem tenho conseguido escrever para o blog e responder comentários com a mesma agilidade que gostaria. O ritmo está tão puxado que, não só eu não tinha muito tempo para fazer outras coisas, como minha energia foi acabando. E chega uma hora em que o corpo pede trégua.
Mas eu não escutei. Eu fui trabalhar mesmo com a garganta doendo. E novamente meu corpo deu seu recado piorando ainda mais. Resolvi escutar, fui a uma clínica e o diagnóstico: faringite. Estava com febre e a faringe inflamada.
Fui para casa, mas durante vários momentos eu ainda pensei em lutar. Pensei em trabalhar de casa no primeiro dia. No segundo, já trabalhando, pensei em fazer hora extra para terminar algumas coisas urgentes. No terceiro, já sem sentir tanta dor por causa dos remédios, pensei em beber um pouco de vinho. E uns dias depois ainda pensei em ir para a capoeira.
Resisti, já tendo aprendido a lição. E fiquei pensando em como a gente força o nosso corpo além do que deveria o tempo todo. Seja ficando acordado mais do que deveria, na força de vontade. Seja usando café, guaraná em pó e até remédios. A gente se mantém em estado de alerta o tempo inteiro para ser mais produtivo.
O fato é que eu, e acredito que grande parte da nossa geração, exagera. E é preciso desacelerar de alguma forma. Eu já venho tentando há muito tempo, mas ainda preciso melhorar muito. Muito. Ou meu corpo pode me obrigar de novo.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Fazer o que se ama é a mesma coisa que não trabalhar?
Sabe aquela frase "Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida"? Eu sempre desconfiei e achei que tinha uma pegadinha aí. Parecia uma coisa boa demais para o capitalismo e pouco realista para as pessoas comuns. Além disso, minha percepção subjetiva é que isso não é possível.
Sabe... Eu adoro meu trabalho. Gosto mesmo. Sou boa no que eu faço e geralmente trabalho com alegria e entusiasmo. Mas tem dias que eu estou de saco cheio, que eu preferia dormir, ler um livro ou tomar sol. Mas aí você me pergunta: "Então por que você não arruma um trabalho que envolva ler livros no sol?". E eu respondo: "Porque vão ter dias em que eu não vou estar a fim de ler, ou de tomar sol." Só para começo de conversa...
Claro que eu acho que a gente deve trabalhar com aquilo que a gente goste, mas criar uma expectativa nas pessoas de que é possível achar um trabalho que seja só alegria e diversão todos os dias é muita pressão, e só pode criar ansiedade e frustração. A vida (e acredito que todas as profissões) tem coisas chatas. Fazer o quê?
Até profissões teoricamente super legais devem ter coisas chatas: reuniões, negociações, obrigações quando não se está a fim, burocracias...
Parece que não tem nada que a gente possa fazer, certo? Mas eu desconfio que tem sim.
Começa pela escolha (se for possível, porque é importante lembrar que nem todo mundo tem esse luxo) de um trabalho do qual se goste e no qual se seja bom (o que pode ser aprendido, não precisa ser uma vocação nata). E passa pela aceitação de que nem tudo no trabalho (e na vida) vai ser um mar de rosas. Assim a gente lida melhor com as dificuldades e as chatices da vida, e não fica com essa expectativa louca de felicidade constante.
Comecei a refletir sobre isso depois de ler o começo da entrevista "Só um imbecil gostaria de fazer o que não curte". Lá pro meio da entrevista eles começam a falar de outros assuntos, mas o começo é muito interessante.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Meu "uniforme" de trabalho
As aspas estão ali porque eu não tenho mais uniforme de trabalho. Na última empresa em que trabalhei, a gente usava e era a coisa mais prática do universo. Eu não precisava ter toda uma variedade de roupas e sapatos, não precisava pensar no modelito para o outro dia. Era uma simplicidade danada.

Só que eu mudei de empresa e agora não uso mais. Nos primeiros dias, fui usando as minhas roupas diferentes, fazendo combinações, até que cansei. Era tão mais prático o uniforme! Fiquei pensando... Pensando... E resolvi criar meu próprio uniforme.
É o seguinte: todos os dias eu vou trabalhar com a mesma bota preta de cano curto e salto quase inexistente. Eu revezo entre duas calças sociais pretas que eu tenho (enquanto uma lava, uso a outra). No frio, uso um casaco preto. Só vario - e nem tanto assim - a blusa. É ótimo! Eu poupo tempo, dinheiro e cabeça.
Quando raramente me dá vontade de variar, eu uso alguma coisa diferente, mas posso afirmar que isso acontece no máximo em 10% das vezes. Recomendo.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
A epidemia da hora extra
Fazer hora extra virou uma coisa tão comum na vida corporativa atual que nem é tão extra assim mais. Virou prática comum, quase diária. O funcionário muitas vezes acaba achando que é vantagem ficar sempre até mais tarde porque:
1. Está mostrando seu comprometimento para os superiores. Não importa que seria muito melhor a empresa, e o funcionário, ter planejamento e organização de maneira que não fosse preciso trabalhar mais do que a jornada de trabalho já conhecida com antecedência e definida por lei.
2. Vai ganhar um dinheiro a mais no fim do mês ou, no caso de banco de horas, ter um crédito de horas para emendar um feriado ou resolver um problema no futuro.
3. Vai colocar seu trabalho "em dia", cumprindo as metas. O problema é que a hora extra acaba virando um tempo que já se conta com ele, e assim o trabalho nunca fica em dia. E a gente vai fazendo mais horas extras e ficando mais ansiosa para ficar em dia. E o ciclo vai girando.
Quando eu falo "o funcionário", estou falando inclusive de mim. Porque eu comecei a entrar nessa onda, até que percebi que estou ficando cansada e, logo, sem criatividade e energia. A produtividade diminui consideravelmente. Isso não é bom para ninguém.
É preciso planejar, definir prioridades e aprender a dizer uns nãos. É fundamental reconhecer limites e parar de tentar lutar contra eles o tempo inteiro. Hora extra, quando é uma vez ou outra, é normal. Imprevistos acontecem. Sempre, tem algo errado e precisa ser resolvido.
1. Está mostrando seu comprometimento para os superiores. Não importa que seria muito melhor a empresa, e o funcionário, ter planejamento e organização de maneira que não fosse preciso trabalhar mais do que a jornada de trabalho já conhecida com antecedência e definida por lei.
2. Vai ganhar um dinheiro a mais no fim do mês ou, no caso de banco de horas, ter um crédito de horas para emendar um feriado ou resolver um problema no futuro.
3. Vai colocar seu trabalho "em dia", cumprindo as metas. O problema é que a hora extra acaba virando um tempo que já se conta com ele, e assim o trabalho nunca fica em dia. E a gente vai fazendo mais horas extras e ficando mais ansiosa para ficar em dia. E o ciclo vai girando.
Quando eu falo "o funcionário", estou falando inclusive de mim. Porque eu comecei a entrar nessa onda, até que percebi que estou ficando cansada e, logo, sem criatividade e energia. A produtividade diminui consideravelmente. Isso não é bom para ninguém.
É preciso planejar, definir prioridades e aprender a dizer uns nãos. É fundamental reconhecer limites e parar de tentar lutar contra eles o tempo inteiro. Hora extra, quando é uma vez ou outra, é normal. Imprevistos acontecem. Sempre, tem algo errado e precisa ser resolvido.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Tempo: recurso escasso
Não sei onde nem quando surgiu pela primeira vez a expressão "tempo é dinheiro". Geralmente, querem dizer para a gente não perder tempo com "besteira" quando podíamos gastá-lo trabalhando e logo ganhando dinheiro. No entanto, nos dias de hoje, parece que a lógica anda se invertendo e as pessoas tem cada vez mais gastado dinheiro para ter mais tempo.
Os resultados de uma pesquisada lançados este mês pelo Ibope mostram que:
- 35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo;
- 22% realizam tarefas simultâneas (como, por exemplo, utilizar a TV e a internet juntos);
- 1/3 pagariam R$ 50,00 para ganhar uma hora a mais em um dia útil.
Além disso, a pesquisa traçou um dia típico do brasileiro. Vejam:
![]() |
| Fonte: Ibope. |
Minha rotina é bem parecida com isso.
Tenho percebido que as pessoas não necessariamente pagam R$ 50,00 para ter uma hora a mais por dia, mas gastam muito dinheiro para ter mais tempo. Elas pagam por serviços que poderiam fazer elas mesmas como cozinhar sua comida, faxinar sua casa, lavar seu carro, pintar sua unha. Vejo ainda as pessoas indo de carro para um lugar que fica a 5 quarteirões de distância, e pagando motoboy para levar e buscar coisas.
Tenho percebido que as pessoas não necessariamente pagam R$ 50,00 para ter uma hora a mais por dia, mas gastam muito dinheiro para ter mais tempo. Elas pagam por serviços que poderiam fazer elas mesmas como cozinhar sua comida, faxinar sua casa, lavar seu carro, pintar sua unha. Vejo ainda as pessoas indo de carro para um lugar que fica a 5 quarteirões de distância, e pagando motoboy para levar e buscar coisas.
Para mim, não há dúvidas: tempo é o recurso mais escasso dos dias de hoje. Não há de se estranhar que se encontre tantos cursos sobre administração do tempo por aí. O ritmo da sociedade é muito rápido. Tudo é para agora e em tempo real. Eu acho que não há dúvida de que a expressão se inverteu e de que atualmente dinheiro é tempo.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Fugindo do trânsito
Fui convidada a trabalhar em uma das empresas para as quais estava fazendo freelas e aceitei. A empresa é legal, o trabalho idem e a localização é muito boa. Perto da minha casa. Acontece que, mesmo assim, começar um novo trabalho exige todo um esforço logístico para encaixar o resto da vida ao redor dele.
Porque o trabalho formal, na maior parte dos casos, ocupa nosso dia inteiro e exige ser tratado como prioridade. Então todo o resto tem que se ajeitar para caber nos espaços que sobram. Então, para tirar o melhor proveito possível desses espaços, eu tento sempre algumas coisas. A primeira delas é sair do trânsito.
Tempo gasto no trânsito é tempo totalmente perdido. Além disso, é uma fonte certa de irritações. Então eu tento ajeitar o meu horário e o meu percurso da melhor maneira possível. Vejo qual melhor horário para chegar e ir embora, de acordo com a flexibilidade que a empresa me dá.
Isso foi fácil para mim no caso atual, porque a empresa fica perto da minha casa e porque eu pego o contra-fluxo. Quando todo mundo está indo rumo ao centro, eu estou no sentido contrário. Então foi só eu combinar de chegar o mais cedo que a empresa permite e ir embora idem que ficou tudo ótimo. Chego e saio rapidamente, estaciono o carro com facilidade e ainda consigo fazer minhas atividades pós-trabalho. Mas já tive vários outros casos.
Em um dos meus trabalhos, valia mais a pena ir de transporte público. Eu podia ir pegando um ônibus só que ainda por cima eu pegava no ponto final, então ia sempre sentadinha. Aproveitava o tempo para ler (eu não sinto enjoo nem mal estar).
Já tive outro caso de o emprego ser do outro lado do mundo e de os trajetos serem sempre congestionados. Nesse caso, eu saía do trabalho, trocava de roupa dentro do carro e corria na Lagoa da Pampulha, que era ali do lado, enquanto o trânsito diminuía. Quando eu terminava de correr, o trânsito já estava tranquilo. O triste era em dias de chuva. Aí eu ficava esperando no escritório mesmo, lendo na sala de descanso.
Em outro caso ainda, eu morava a 4 quilômetros do trabalho, então ia de carona com o meu irmão e voltava a pé.
É um tipo de manobra que me faz ganhar horas no dia e minimizar stress. Acredito que gastar um tempo pensando em estratégias para fugir do trânsito e testando cada uma delas vale muito a pena.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Concurso público: a minha experiência e a experiência do marido
Pediram pra eu falar sobre concurso, então vamos lá. Com uma observação: existem milhares de cargos (literalmente) no serviço público brasileiro. Eu só posso falar sobre os nossos, no executivo federal.
Pra mim, a experiência concurso/cargo pública foi ótima. Sempre fui caxias e gostei de estudar, então a parte preparatória se deu tranquilamente, inclusive porque eu morava com meus pais, eles pagavam minhas contas, e eu não precisava trabalhar.
Como eu me formei em direito, tentei concursos na área jurídica (ao mesmo tempo em que fazia comunicação social). Sim, rolava uma pressão parental. Mas eu só começava a me preparar pra ser juíza/promotora quando saía o edital, em torno de 2 meses antes da prova. Então, eu estudava empolgadamente, mas é claro que não dava tempo de ver a matéria toda e eu não passava.
No último ano do curso de comunicação, meu pai sugeriu que eu fizesse um concurso de nível superior não-jurídico. Eu estava doida pra arrumar um emprego, casar e sair de casa, então encarei. De novo, o edital tinha acabado de sair, mas a soma dos estudos anteriores com um conteúdo menor deu certo e eu passei.
Aí apareceu o primeiro perrengue: não tinha vaga em Belo Horizonte (onde eu e o noivo morávamos), só no interior. No edital estava bem claro que as vagas estavam espalhadas pelo estado, mas eu tinha preferido ignorar esse fato. Então, primeiro requisito de quem faz concurso público: esteja disposto a se mudar. Caso contrário, você vai ficar restrito a pouquíssimas vagas - ou vai sofrer horrivelmente quando tiver que sair da sua cidade. Eu sei porque tive colegas que sofreram horrivelmente por trabalharem a 3 horas de Belo Horizonte. Gente que passou 3 anos reclamando e voltando pra BH todo fim de semana (a boa notícia é que, no fim desse prazo, todo mundo conseguiu transferência).
Eu nunca tinha pensado em deixar minha cidade natal e confesso que fiquei chateada quando fiquei sabendo que ia precisar. No fim das contas, foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Tendo arrumado emprego, eu me casei, e a gente começou a vida a dois longe das famílias, que são ótimas e bem-intencionadas, mas acabam interferindo, né? Havia uma certa latitude na hora de escolher a lotação, e eu escolhi a cidade que tinha empresas grandes, de maneira que o Leo, que é da área de informática, arrumou emprego num instante.
Fui trabalhar em um lugar ótimo, cheio de gente competente, legal e caxias. Fala-se muito em funcionário público que trabalha pouco, mas eu não vi nenhum nos primeiros anos da minha carreira. Me adaptei rápido à cidade, que tinha poucas opções de lazer, mas era segura e barata. A gente tinha conforto, bons salários e um ao outro - o que mais a gente podia querer?
Uns anos depois, vendo a minha satisfação profissional, o Leo decidiu fazer concurso público também. Deixou o emprego, voltou pra faculdade (ele tinha largado o curso de economia no meio), se formou em Sistemas de Informação em tempo recorde (ele fazia aula no turno da manhã e da noite) e começou a se preparar. Fez concurso na área dele, para trabalhar em Brasília (porque a gente sabia que seria fácil eu conseguir transferência pra lá). Pouco mais de um ano após a formatura, ele estava tomando posse.
O Leo começou a trabalhar muito contente, mas deu um azar danado. Caiu em um ministério cheio de cargos de comissão (aquele para os quais não há concurso - a pessoa é nomeada pelos chefões) que não tinham o menor compromisso. As coisas não andavam, os problemas não eram resolvidos, e ele se frustrou muito tentando mudar as coisas. Ele conseguiu trocar de setor, mas a situação não melhorou.
Enquanto isso, eu passava por altos e baixos. Em Brasília, participei de projetos grandes e transformadores, e projetos que não saíam do lugar. Trabalhei com gente competentíssima e dedicada - e com gente que não queria nada com a dureza. Por causa desses últimos, briguei, me desgastei, passei raiva - e saí de lá sem ter certeza de ter conseguido muita coisa.
Na época em que decidimos vender tudo e sair viajando, no entanto, a gente ainda estava em lua de mel com nossos empregos. Não tínhamos esses cargos com os quais o pessoal sonha nos fóruns de discussão (auditor da Receita Federal, delegado da Polícia Federal, gestor do Ministério do Planejamento), mas sempre achamos que ganhávamos bem (tem de comparar com a média da população brasileira, não com o Eike Batista, né, gente?). Outras vantagens: carga semanal de 40 horas, sem hora extra, férias que dá pra marcar com antecedência (no setor privado, tem chefe que acha que você tirar férias é uma ofensa pessoal), e a possibilidade de licença sem remuneração por um período prolongado, que é o luxo dos luxos (no meu caso. No ministério do Leo, eles não dão de jeito nenhum. Então ele pediu pra sair.)
Cada experiência é pessoal e única: se alguém me perguntar se deve fazer concurso público, eu vou responder um entusiástico "sim". O Leo vai responder um ponderado "talvez". Eu percebo que muita gente foca no concurso (assim como muita gente foca na festa de casamento) e esquece que, depois dele, tem uma carreira pela frente (sim, você vai viver com a pessoa com a qual se casou).
Eu acho que a vida é muito curta pra gente gastar a maior parte do dia em um trabalho que odiamos. Por outro lado, um emprego no qual você usa suas habilidade e competências, num ambiente em que te respeitam, e que ainda paga bem, é uma grande conquista, e não um fardo.
Uma das razões do sabático é descobrir se eu tenho uma grande paixão profissional, que me faria passar muitas horas do dia numa grande satisfação. A remuneração não é tão importante - dando pra viver e guardar um tanto pra aposentadoria, tá valendo. Já pensei diferente, mas o minimalismo me ajudou a reordenar as minhas prioridades.
Infelizmente, até agora não fui tomada por nenhum relâmpago de inspiração.
Pra mim, a experiência concurso/cargo pública foi ótima. Sempre fui caxias e gostei de estudar, então a parte preparatória se deu tranquilamente, inclusive porque eu morava com meus pais, eles pagavam minhas contas, e eu não precisava trabalhar.
Como eu me formei em direito, tentei concursos na área jurídica (ao mesmo tempo em que fazia comunicação social). Sim, rolava uma pressão parental. Mas eu só começava a me preparar pra ser juíza/promotora quando saía o edital, em torno de 2 meses antes da prova. Então, eu estudava empolgadamente, mas é claro que não dava tempo de ver a matéria toda e eu não passava.
No último ano do curso de comunicação, meu pai sugeriu que eu fizesse um concurso de nível superior não-jurídico. Eu estava doida pra arrumar um emprego, casar e sair de casa, então encarei. De novo, o edital tinha acabado de sair, mas a soma dos estudos anteriores com um conteúdo menor deu certo e eu passei.
Aí apareceu o primeiro perrengue: não tinha vaga em Belo Horizonte (onde eu e o noivo morávamos), só no interior. No edital estava bem claro que as vagas estavam espalhadas pelo estado, mas eu tinha preferido ignorar esse fato. Então, primeiro requisito de quem faz concurso público: esteja disposto a se mudar. Caso contrário, você vai ficar restrito a pouquíssimas vagas - ou vai sofrer horrivelmente quando tiver que sair da sua cidade. Eu sei porque tive colegas que sofreram horrivelmente por trabalharem a 3 horas de Belo Horizonte. Gente que passou 3 anos reclamando e voltando pra BH todo fim de semana (a boa notícia é que, no fim desse prazo, todo mundo conseguiu transferência).
Eu nunca tinha pensado em deixar minha cidade natal e confesso que fiquei chateada quando fiquei sabendo que ia precisar. No fim das contas, foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Tendo arrumado emprego, eu me casei, e a gente começou a vida a dois longe das famílias, que são ótimas e bem-intencionadas, mas acabam interferindo, né? Havia uma certa latitude na hora de escolher a lotação, e eu escolhi a cidade que tinha empresas grandes, de maneira que o Leo, que é da área de informática, arrumou emprego num instante.
Fui trabalhar em um lugar ótimo, cheio de gente competente, legal e caxias. Fala-se muito em funcionário público que trabalha pouco, mas eu não vi nenhum nos primeiros anos da minha carreira. Me adaptei rápido à cidade, que tinha poucas opções de lazer, mas era segura e barata. A gente tinha conforto, bons salários e um ao outro - o que mais a gente podia querer?
Uns anos depois, vendo a minha satisfação profissional, o Leo decidiu fazer concurso público também. Deixou o emprego, voltou pra faculdade (ele tinha largado o curso de economia no meio), se formou em Sistemas de Informação em tempo recorde (ele fazia aula no turno da manhã e da noite) e começou a se preparar. Fez concurso na área dele, para trabalhar em Brasília (porque a gente sabia que seria fácil eu conseguir transferência pra lá). Pouco mais de um ano após a formatura, ele estava tomando posse.
O Leo começou a trabalhar muito contente, mas deu um azar danado. Caiu em um ministério cheio de cargos de comissão (aquele para os quais não há concurso - a pessoa é nomeada pelos chefões) que não tinham o menor compromisso. As coisas não andavam, os problemas não eram resolvidos, e ele se frustrou muito tentando mudar as coisas. Ele conseguiu trocar de setor, mas a situação não melhorou.
Enquanto isso, eu passava por altos e baixos. Em Brasília, participei de projetos grandes e transformadores, e projetos que não saíam do lugar. Trabalhei com gente competentíssima e dedicada - e com gente que não queria nada com a dureza. Por causa desses últimos, briguei, me desgastei, passei raiva - e saí de lá sem ter certeza de ter conseguido muita coisa.
Na época em que decidimos vender tudo e sair viajando, no entanto, a gente ainda estava em lua de mel com nossos empregos. Não tínhamos esses cargos com os quais o pessoal sonha nos fóruns de discussão (auditor da Receita Federal, delegado da Polícia Federal, gestor do Ministério do Planejamento), mas sempre achamos que ganhávamos bem (tem de comparar com a média da população brasileira, não com o Eike Batista, né, gente?). Outras vantagens: carga semanal de 40 horas, sem hora extra, férias que dá pra marcar com antecedência (no setor privado, tem chefe que acha que você tirar férias é uma ofensa pessoal), e a possibilidade de licença sem remuneração por um período prolongado, que é o luxo dos luxos (no meu caso. No ministério do Leo, eles não dão de jeito nenhum. Então ele pediu pra sair.)
Cada experiência é pessoal e única: se alguém me perguntar se deve fazer concurso público, eu vou responder um entusiástico "sim". O Leo vai responder um ponderado "talvez". Eu percebo que muita gente foca no concurso (assim como muita gente foca na festa de casamento) e esquece que, depois dele, tem uma carreira pela frente (sim, você vai viver com a pessoa com a qual se casou).
Eu acho que a vida é muito curta pra gente gastar a maior parte do dia em um trabalho que odiamos. Por outro lado, um emprego no qual você usa suas habilidade e competências, num ambiente em que te respeitam, e que ainda paga bem, é uma grande conquista, e não um fardo.
Uma das razões do sabático é descobrir se eu tenho uma grande paixão profissional, que me faria passar muitas horas do dia numa grande satisfação. A remuneração não é tão importante - dando pra viver e guardar um tanto pra aposentadoria, tá valendo. Já pensei diferente, mas o minimalismo me ajudou a reordenar as minhas prioridades.
Infelizmente, até agora não fui tomada por nenhum relâmpago de inspiração.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Ambição e minimalismo
Às vezes o povo acha que ser minimalista, vivendo com menos e evitando o consumo, é coisa de quem não tem ambição; que não quer - ou não dá conta de - "vencer na vida". Meu pai mesmo já me perguntou, meio brincando e meio a sério, se eu não ia pedir uma demoção (o contrário de uma promoção), já que tinha me tornado uma pessoa tão simples.
E eu digo: muito antes pelo contrário. Minimalismo e um carreira de sucesso andam de mãozinha dada. Quem quer fazer uma especialização ou um concurso, ou aprender uma língua, ou completar um treinamento pesado, tem mais tempo e menos despesa levando uma vida simples - e pode se dedicar mais a seus objetivos. Pode encarar uma transferência de cidade, ou até de país, com mais facilidade - até o preço da mudança fica mais barato. Pode decidir mudar de área ou de empresa, buscando um emprego estimulante, mesmo se o salário, naquele momento, for menor.
Para o meu pai, eu respondi que não, nada de demoção: o dinheiro que ia "sobrar" da minha diminuição de custo de vida já tinha destino certo, o período sabático. Mas também poderia financiar um mestrado, uma franquia ou um imóvel.
O que a ambição mandar.
E eu digo: muito antes pelo contrário. Minimalismo e um carreira de sucesso andam de mãozinha dada. Quem quer fazer uma especialização ou um concurso, ou aprender uma língua, ou completar um treinamento pesado, tem mais tempo e menos despesa levando uma vida simples - e pode se dedicar mais a seus objetivos. Pode encarar uma transferência de cidade, ou até de país, com mais facilidade - até o preço da mudança fica mais barato. Pode decidir mudar de área ou de empresa, buscando um emprego estimulante, mesmo se o salário, naquele momento, for menor. Para o meu pai, eu respondi que não, nada de demoção: o dinheiro que ia "sobrar" da minha diminuição de custo de vida já tinha destino certo, o período sabático. Mas também poderia financiar um mestrado, uma franquia ou um imóvel.
O que a ambição mandar.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Tempo, esse lindo
Tem várias coisas na vida que a gente só dá valor quando perde. Tem acontecido o contrário comigo com o tempo. Agora que eu tenho tempo, eu descobri o quanto ele é maravilhoso.
Quando a gente trabalha o dia inteiro, nos acostumamos com aquele ritmo. Trabalhamos, comemos, resolvemos problemas e, no tempo que resta, só queremos descansar. Nessas horas, até um convite para uma festa de aniversário vira mais uma obrigação.
Quando eu saí do trabalho, comecei a cuidar de um tanto de coisa que eu tinha deixado pra trás. Tudo com calma, sem pressa. Continuo a acordar cedo todos os dias, no máximo 08h. Resolvo problemas, pratico esportes, arrumo a casa, cuido dos meus investimentos... Tenho sempre coisas para fazer. Mas tudo com mais calma, deixando espaço inclusive para alguns momentos de "à toice".
Ontem eu tive dentista. Era a 5 km aqui de casa. Fui a pé, ouvindo música. Voltei a pé também. Pelo horário (17h), se eu tivesse ido de carro teria gastado até mais tempo, além de dinheiro. Mas não. Fui tranquila, caminhando e escutando música, esperei pra ser atendida lendo no kindle tranquilamente, depois da consulta bati papo com a minha dentista. É um ritmo tão mais saudável.
Claro que uma hora ou outra eu terei que voltar a trabalhar (ou não... hehe...) e eu até gosto bastante do que eu faço. Mas ter tempo para fazer as coisas sem stress e não viver correndo de um lado pro outro é maravilhoso.
Então... Meu objetivo para o segundo semestre é descobrir como vou conciliar um estilo de vida mais tranquilo com o trabalho. É complicado, mas vou tentar.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Não temos tempo
Agora que estou com tempo, enquanto não começo a procurar outro trabalho, estou cuidando eu mesma de alguns detalhes da minha vida que costumava terceirizar, como falei no último post. É uma sensação de tomar a própria vida nas mãos que eu não esperava sentir.
O problema é que não é possível conciliar fazer isso tudo e trabalhar ao mesmo tempo. Pode até ser, mas aí não dá tempo de ter amigos, vida social, praticar atividade física, dormir, essas outras coisinhas importantes.
Eu já sentia isso, mas agora estou percebendo mais claramente como o ritmo de trabalho atual não é nada saudável, como a gente acaba alienada de vários elementos da nossa vida... Das pessoas, do que comemos, do lugar em que vivemos.
A gente corre o tempo todo e faz um tanto de coisa sem a atenção necessária, o cuidado, sem perceber direito o que estamos fazendo, isso sem contar quando a gente paga para alguém fazer pra gente.
Não que eu ache que todo mundo deve fazer tudo, e nem que a gente não deve trabalhar, mas que deve ser possível encontrar um equilíbrio nisso tudo. Tomara.
O problema é que não é possível conciliar fazer isso tudo e trabalhar ao mesmo tempo. Pode até ser, mas aí não dá tempo de ter amigos, vida social, praticar atividade física, dormir, essas outras coisinhas importantes.
Eu já sentia isso, mas agora estou percebendo mais claramente como o ritmo de trabalho atual não é nada saudável, como a gente acaba alienada de vários elementos da nossa vida... Das pessoas, do que comemos, do lugar em que vivemos.
A gente corre o tempo todo e faz um tanto de coisa sem a atenção necessária, o cuidado, sem perceber direito o que estamos fazendo, isso sem contar quando a gente paga para alguém fazer pra gente.
Não que eu ache que todo mundo deve fazer tudo, e nem que a gente não deve trabalhar, mas que deve ser possível encontrar um equilíbrio nisso tudo. Tomara.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Tudo ao mesmo tempo agora
Um pouco depois de virar adulta, descobri que eu podia ser qualquer coisa, mas não podia ser tudo. A gente tem de escolher se quer ser advogada ou engenheira, porque o dia só tem 24 horas. Há várias identidades que dá para conciliar (advogada/fã de livros/bilíngue/tia), mas tem outras que não.
Junto com minha adesão ao minimalismo, fiz uma descoberta fantástica: não dá pra ser um monte de coisas AO MESMO TEMPO. Mas pra ser um monte de coisas SE FOR UMA DEPOIS DA OUTRA!
Assim, eu me formei, arrumei emprego, casei, montei casa. Oito anos depois, esse estilo de vida deixou de fazer sentido - e então, depois de pensar muito e me preparar bastante, eu mudei. Continuo casada e continuo formada, mas me desfiz da casa e dei um tempo na vida profissional. Deixei de saber o que vai acontecer mês que vem. E olha, tem sido bom.
É claro que essa escolha tem um preço, como todas as escolhas. Mas a percepção que a gente pode viver várias vidas em uma só, que as decisões não precisam ser definitivas, e que o amanhã pode trazer surpresas, é uma maravilha.
Junto com minha adesão ao minimalismo, fiz uma descoberta fantástica: não dá pra ser um monte de coisas AO MESMO TEMPO. Mas pra ser um monte de coisas SE FOR UMA DEPOIS DA OUTRA!
Assim, eu me formei, arrumei emprego, casei, montei casa. Oito anos depois, esse estilo de vida deixou de fazer sentido - e então, depois de pensar muito e me preparar bastante, eu mudei. Continuo casada e continuo formada, mas me desfiz da casa e dei um tempo na vida profissional. Deixei de saber o que vai acontecer mês que vem. E olha, tem sido bom.
É claro que essa escolha tem um preço, como todas as escolhas. Mas a percepção que a gente pode viver várias vidas em uma só, que as decisões não precisam ser definitivas, e que o amanhã pode trazer surpresas, é uma maravilha.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
A alegria de deixar o emprego (por um tempo)
Eu gostava de trabalhar, gente. Muito. Por um monte de motivos, sendo que a independência financeira era um importante.
Mas depois de 9 anos, o relacionamento está desgastado. Não sinto mais aquela alegria nas segundas-feiras. A paciência com os colegas diminuiu. A pró-atividade está escassa.
Por isso, acho que o melhor, para nós dois, é a gente se separar. Dar um tempo, sabe. Ver outras pessoas.
O engraçado é que, na época em que decidimos tirar o sabático, eu estava bem empolgada com o meu emprego. Topei porque passear é passear, né? Mas, agora, vejo que a decisão não podia ter sido tomada em um momento melhor.
A todas as pessoas que decidiram simplificar suas vidas e largar um emprego que não as satisfaz (por um tempo ou para sempre), o meu abraço.
Mas depois de 9 anos, o relacionamento está desgastado. Não sinto mais aquela alegria nas segundas-feiras. A paciência com os colegas diminuiu. A pró-atividade está escassa.
Por isso, acho que o melhor, para nós dois, é a gente se separar. Dar um tempo, sabe. Ver outras pessoas.
O engraçado é que, na época em que decidimos tirar o sabático, eu estava bem empolgada com o meu emprego. Topei porque passear é passear, né? Mas, agora, vejo que a decisão não podia ter sido tomada em um momento melhor.
A todas as pessoas que decidiram simplificar suas vidas e largar um emprego que não as satisfaz (por um tempo ou para sempre), o meu abraço.
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| Êêêêêêêê! |
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Pessoas de muito sucesso e guarda-roupa reduzido
Diz a lenda que Einstein tinha 5 ternos iguais no armário, um para cada dia da semana. Quando perguntaram a ele a razão, Einstein respondeu que não queria gastar tutano com decisões sem importância.
Ok, nós não somos físicos mundialmente reconhecidos e/ou professores universitários com estabilidade no emprego. Mas eu acho que a ideia tem seus méritos. E não sou só eu. Olha só esse povo aqui:
Ah, mas é a turma da tecnologia, você dirá. Olha, nem é:
Moral da história: se esse povo usa um guarda-roupa minimalista, quem são os seus colegas de trabalho (ou sua mãe) para reclamar que você não tem variedade no armário?
Ok, nós não somos físicos mundialmente reconhecidos e/ou professores universitários com estabilidade no emprego. Mas eu acho que a ideia tem seus méritos. E não sou só eu. Olha só esse povo aqui:
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| Moço do iPhone (Steve Jobs) |
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| Mocinho do Facebook (Mark Zukerberg) |
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| Moça da Avon (Andrea Jung, diretora) |
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| Moço do Project Runaway (Michael Kors, designer) |
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| Moço de American Idol (Simon Cowell, mau-humorado profissional) |
Fotos daqui.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Desapegando da perfeição
Muita gente acha lindo falar na entrevista de trabalho que seu defeito é ser perfeccionista, porque acham (e as matérias de revista e jornal reforçam isso) que é uma característica ótima, que as empresas vão adorar.
As empresas podem até adorar, mas só se elas não forem muito espertas, porque vou te contar que ser perfeccionista não é essa maravilha toda não. É um defeito mesmo.
A pessoa perfeccionista vive estressada e insatisfeita. Lógico. Porque ela quer ser perfeita e ninguém é perfeita. A pessoa perfeccionista presta mais atenção aos detalhes insignificantes do que no que realmente importa. A pessoa perfeccionista nunca arrisca, porque ela poderia errar, e ela não admite isso.
Sou uma perfeccionista em redenção.
Tudo começou quando me deram dois dias pra preparar uma apresentação e eu fiquei desesperada porque não ia dar tempo de fazer tudo perfeito. Estava tão preocupada que não sabia por onde começar. Fiquei paralisada, só pensando: "Não vai dar tempo. É muita coisa. Vai ser um fracasso". Saí da minha sala pra pegar café e encontrei com um colega meu, que me perguntou o porquê do meu estado e me deu um conselho que mudou minha vida:
"Não tem nada que você possa fazer pra mudar o prazo que tem. Então escolhe o mais importante e faz o que conseguir no tempo que tem. Se você escolher bem e fizer bem, vai ficar acima da expectativa deles. Você vai ver."
Parece bobagem, mas mudou minha maneira de lidar com o trabalho. Percebi que não adianta eu ficar desesperada que isso não vai mudar a duração dos dias. Mas uma coisa eu posso fazer. Escolher o que eu prefiro fazer nesse tempo limitado que eu tenho.
É tudo uma questão de definir prioridades. Eu posso escolher me preocupar com o conteúdo da apresentação ao invés de ficar checando se os espaçamentos entre os parágrafos estão todos padronizados. Se der tempo, eu checo os espaçamentos.
Depois que eu percebi isso, finalmente entendi aquela citação que diz: "O bom é inimigo do ótimo. Quando o tempo é crucial, você tem que fazer concessões inteligentes." do cardiologista e professor O. Wayne Isom. Simples, né? E é verdade. A gente nunca vai conseguir fazer tudo que quer. Tanto no trabalho quanto na vida mesmo. Nem adianta tentar. Então temos que escolher o melhor, o mais importante, e se dedicar àquilo com total foco e determinação.
PS: Eu acho que a tradução da citação que usei acima é inadequada, apesar de ser a forma mais usada no Brasil. O original é "The enemy of 'good' is 'perfect.' When time is critical, you have to make intelligent compromises.". Na perimeira frase, acho que seria melhor dizer: "O perfeito é inimigo do bom." Faz mais sentido, não?
PPS: Hoje é meu aniversário :)
As empresas podem até adorar, mas só se elas não forem muito espertas, porque vou te contar que ser perfeccionista não é essa maravilha toda não. É um defeito mesmo.
A pessoa perfeccionista vive estressada e insatisfeita. Lógico. Porque ela quer ser perfeita e ninguém é perfeita. A pessoa perfeccionista presta mais atenção aos detalhes insignificantes do que no que realmente importa. A pessoa perfeccionista nunca arrisca, porque ela poderia errar, e ela não admite isso.
Sou uma perfeccionista em redenção.
Tudo começou quando me deram dois dias pra preparar uma apresentação e eu fiquei desesperada porque não ia dar tempo de fazer tudo perfeito. Estava tão preocupada que não sabia por onde começar. Fiquei paralisada, só pensando: "Não vai dar tempo. É muita coisa. Vai ser um fracasso". Saí da minha sala pra pegar café e encontrei com um colega meu, que me perguntou o porquê do meu estado e me deu um conselho que mudou minha vida:
"Não tem nada que você possa fazer pra mudar o prazo que tem. Então escolhe o mais importante e faz o que conseguir no tempo que tem. Se você escolher bem e fizer bem, vai ficar acima da expectativa deles. Você vai ver."
Parece bobagem, mas mudou minha maneira de lidar com o trabalho. Percebi que não adianta eu ficar desesperada que isso não vai mudar a duração dos dias. Mas uma coisa eu posso fazer. Escolher o que eu prefiro fazer nesse tempo limitado que eu tenho.É tudo uma questão de definir prioridades. Eu posso escolher me preocupar com o conteúdo da apresentação ao invés de ficar checando se os espaçamentos entre os parágrafos estão todos padronizados. Se der tempo, eu checo os espaçamentos.
Depois que eu percebi isso, finalmente entendi aquela citação que diz: "O bom é inimigo do ótimo. Quando o tempo é crucial, você tem que fazer concessões inteligentes." do cardiologista e professor O. Wayne Isom. Simples, né? E é verdade. A gente nunca vai conseguir fazer tudo que quer. Tanto no trabalho quanto na vida mesmo. Nem adianta tentar. Então temos que escolher o melhor, o mais importante, e se dedicar àquilo com total foco e determinação.
PS: Eu acho que a tradução da citação que usei acima é inadequada, apesar de ser a forma mais usada no Brasil. O original é "The enemy of 'good' is 'perfect.' When time is critical, you have to make intelligent compromises.". Na perimeira frase, acho que seria melhor dizer: "O perfeito é inimigo do bom." Faz mais sentido, não?
PPS: Hoje é meu aniversário :)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Por que não comprar um apartamento
Como já contei aqui, até o fim do ano passado, eu tinha o plano de comprar um apartamento, mas desisti. Por vários e vários motivos.
Primeiro, descobri que os apartamentos estão caríssimos. Pode fazer uma pesquisa na internet. Os preços subiram um absurdo nos últimos tempos. Alguns analistas dizem até que se trata de uma bolha imobiliária (aqui, aqui e aqui, por exemplo). Bolha ou não, os preços estão altos.
Colocando na ponta do lápis (ou do excel), se eu investir o dinheiro com o qual compraria o apartamento, mesmo que seja na poupança ou no tesouro direto, eu vou ganhar mais dinheiro do que o valor do aluguel, e ainda vou ter todo o dinheiro ali pra quando/se eu precisar.
Segundo, percebi que comprar um apartamento ia me trazer uma dívida enorme e loooonga. E eu odeio ficar devendo. Vai contra o que eu quero pra minha vida, que é simplicidade e liberdade. Imagina aqueles financiamentos de anos... Quero me livrar de amarras, não buscar mais uma.
Sem contar que eu ia ficar morrendo de medo de perder o emprego e não ter como pagar as prestações.
Sem contar ainda que meu dinheiro ficaria parado, e eu não poderia usá-lo caso aparecesse uma oportunidade de investimento ou de vida mesmo.
Tem mais motivo ainda... Eu acho importantíssimo morar perto do trabalho. Há dois meses meu trabalho mudou de sede. Antes eu morava a 5 km de distância, hoje são 15 km. Perco preciosas horas (sim... horas, no plural) do meu dia no trânsito. Tempo jogado fora. Estou pensando em alugar um apartamento perto do trabalho, mas comprar não. Vai que eu compro um apartamento perto deste trabalho de agora e a sede muda de endereço de novo... Ou então que eu mude de emprego.
Comprar apartamento pode ser uma ótima ideia para muita gente, não nego. Mas não combina com o que quero pra minha vida e com o momento em que estou agora. Então, não comprarei.
Primeiro, descobri que os apartamentos estão caríssimos. Pode fazer uma pesquisa na internet. Os preços subiram um absurdo nos últimos tempos. Alguns analistas dizem até que se trata de uma bolha imobiliária (aqui, aqui e aqui, por exemplo). Bolha ou não, os preços estão altos.
Colocando na ponta do lápis (ou do excel), se eu investir o dinheiro com o qual compraria o apartamento, mesmo que seja na poupança ou no tesouro direto, eu vou ganhar mais dinheiro do que o valor do aluguel, e ainda vou ter todo o dinheiro ali pra quando/se eu precisar.
Sem contar que eu ia ficar morrendo de medo de perder o emprego e não ter como pagar as prestações.
Sem contar ainda que meu dinheiro ficaria parado, e eu não poderia usá-lo caso aparecesse uma oportunidade de investimento ou de vida mesmo.
Tem mais motivo ainda... Eu acho importantíssimo morar perto do trabalho. Há dois meses meu trabalho mudou de sede. Antes eu morava a 5 km de distância, hoje são 15 km. Perco preciosas horas (sim... horas, no plural) do meu dia no trânsito. Tempo jogado fora. Estou pensando em alugar um apartamento perto do trabalho, mas comprar não. Vai que eu compro um apartamento perto deste trabalho de agora e a sede muda de endereço de novo... Ou então que eu mude de emprego.
Comprar apartamento pode ser uma ótima ideia para muita gente, não nego. Mas não combina com o que quero pra minha vida e com o momento em que estou agora. Então, não comprarei.
domingo, 19 de agosto de 2012
Meu guarda-roupa de trabalho: 17 peças
Trabalho em uma empresa conservadora. Os executivos usam terno e gravata. As executivas usam de tudo, de vestido a terninho, e maioria prefere os saltos.
Comecei a desconfiar que os executivos é que se dão bem. Terno é quente e caro, mas o prédio tem ar-condicionado, eles ganham bem, e terno é tão uniforme que é bem provável que muitos dos meus colegas tenham um ou dois e só troquem a camisa e a gravata. Sem falar dos sapatos sociais masculinos, que são baixos, confortáveis e geralmente pretos. De novo, aposto que a galera tem um par ou dois e troca todo dia só as meias. E tem mais: como o terno cobre tudo, os moços não precisam se preocupar se estão em forma, bronzeados ou hidratados.
Aí tive um estalo: a manha do guarda-roupa de trabalho enxuto é a descrição. Várias peças tão parecidas e coordenadas que o povo registra que você trocou de roupa mas nem presta atenção no que você está vestindo.
Depois de vários testes e considerações, cheguei ao guarda-roupa abaixo, que é adequado ao meu ambiente de trabalho.
1) tudo combina com tudo. Isso é verdade tanto quanto às cores (preto, branco, cinza, azul e vermelho) quanto às proporções. E as bainhas das calças são do tamanho certo para ambos os sapatos (ambos baixos).
2) Os acessórios são de uma cor só, neutra (preto) e poucos (uma bolsa, dois sapatos).
3) Nada aperta, machuca ou incomoda. Acho a combinação calça + camisa muito confortável.
De manhã, não tem drama: é catar uma calça e um sapato diferentes do que eu usei no dia anterior, uma parte de cima qualquer, um blazer, e tô pronta pra luta. Quando preciso caminhar, nem pisco o olho. E não me preocupo em "dar lance" se me abaixo ou cruzo as pernas.
Tem funcionado muito bem.
Comecei a desconfiar que os executivos é que se dão bem. Terno é quente e caro, mas o prédio tem ar-condicionado, eles ganham bem, e terno é tão uniforme que é bem provável que muitos dos meus colegas tenham um ou dois e só troquem a camisa e a gravata. Sem falar dos sapatos sociais masculinos, que são baixos, confortáveis e geralmente pretos. De novo, aposto que a galera tem um par ou dois e troca todo dia só as meias. E tem mais: como o terno cobre tudo, os moços não precisam se preocupar se estão em forma, bronzeados ou hidratados.
Aí tive um estalo: a manha do guarda-roupa de trabalho enxuto é a descrição. Várias peças tão parecidas e coordenadas que o povo registra que você trocou de roupa mas nem presta atenção no que você está vestindo.
Depois de vários testes e considerações, cheguei ao guarda-roupa abaixo, que é adequado ao meu ambiente de trabalho.
(Usei o Polyvore: foi fácil achar peças iguais ou muito parecidas com as minhas. É tudo básico mesmo.)
Para mim, essa seleção tem várias vantagens:
1) tudo combina com tudo. Isso é verdade tanto quanto às cores (preto, branco, cinza, azul e vermelho) quanto às proporções. E as bainhas das calças são do tamanho certo para ambos os sapatos (ambos baixos).
2) Os acessórios são de uma cor só, neutra (preto) e poucos (uma bolsa, dois sapatos).
3) Nada aperta, machuca ou incomoda. Acho a combinação calça + camisa muito confortável.
De manhã, não tem drama: é catar uma calça e um sapato diferentes do que eu usei no dia anterior, uma parte de cima qualquer, um blazer, e tô pronta pra luta. Quando preciso caminhar, nem pisco o olho. E não me preocupo em "dar lance" se me abaixo ou cruzo as pernas.
Tem funcionado muito bem.
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