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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cuidados com preço do condomínio

Nas minhas buscas por um apartamento, uma coisa que eu descobri é que o custo do condomínio pode ser um segundo aluguel. Então dei umas pesquisadas por aí para tentar descobrir como diminui-lo.

As dicas são para quem está procurando apartamento, mas algumas também podem ser para quem já está em um:

1. Quanto maior o número de apartamentos em um prédio, menor tende a ser o valor do condomínio.

2. Ter piscina, quadra de esporte, playground e outras facilidades do tipo geram maior custo de manutenção.

3. Elevadores com sistema inteligente, com selecionador de paradas e capacidade de determinar a unidade mais próxima para atender a chamada colaboram com a redução do consumo de energia elétrica.

4. Muros altos e portões automáticos na garagem indicam menos gastos com segurança, assim como sistemas de segurança automatizado, como câmeras de vídeo.

5. A iluminação fluorescente é mais econômica que a incandescente. Sensor de presença também é uma ótima maneira de economizar na conta de luz do prédio.

6.  Realizar vistorias periódicas nas partes elétrica e hidráulica da edificação pode ajudar a encontrar falhas que estão gerando custos e até problemas de segurança.

Para quando já for um morador, é importante ainda participar sempre das assembleias do condomínio para ajudar a controlar gastos, dar dicas de economia e até para participar e estar ciente das regras. Se não for, não adianta reclamar depois.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Onde estão os apartamentos minimalistas?

Eu e meu namorado estamos procurando um apartamento para alugar que seja condizente com nosso estilo de vida minimalista, mas é tão difícil de achar!

A maioria dos apartamentos é grande demais para nós dois e não queremos pagar por espaço que não vamos usar. São apartamentos para famílias com filhos, tendo 3 ou 4 quartos, o que não é o nosso caso. A gente também não precisa de quarto de empregada.

Quando achamos algum pequeno, é um prédio cheio de coisas - espaço gourmet, piscina, porteiro, elevador, salão de festas - o que faz com que o condomínio seja caro. Novamente, algo que não queremos e nem podemos pagar.

Além dessas exigências, a gente precisa de um lugar que seja bem servido de transporte público, porque não queremos ter carro, e que seja perto dos nossos trabalhos, para não perdermos muito tempo no trânsito.

Vou contar para vocês que está bem complicado de achar, mas não perderemos as esperanças. Continuaremos procurando. Desejem-me sorte.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O preço do dinheiro

Dinheiro é pra gastar, dizem. Faz sentido. O dinheiro é uma abstração que o ser humano criou para facilitar as trocas. Logo, ele só vale alguma coisa quando é trocado por algo. Certo? Então... A questão é que o dinheiro virou também uma mercadoria, já que ele pode ser negociado.

Veja bem... Quando eu pensava em comprar um apartamento, eu fui ao banco descobrir como funciona um financiamento. É simples. O banco te empresta o dinheiro dele para você pagar o apartamento. Em troca, você vai ter que devolver o dinheiro que ele te emprestou corrigido. Além disso, você vai pagar juros. Esses juros são o preço do dinheiro. Você está pagando para poder usá-lo. O mesmo vale para taxas de cheque especial e alguns parcelamentos no cartão de crédito.

Foi um dos motivos que me fez desistir de comprar um apartamento. Ouvia sempre o pessoal falar que pagar aluguel é dinheiro jogado fora, mas pagar juros pro banco também é.

O lado bom dessa história toda é que quem tem o dinheiro também pode cobrar um preço por ele. Quando você coloca seu dinheiro na poupança ou no CDB, você está emprestando-o para o banco. Em troca, ele te paga uma taxa. No caso do tesouro direto, você está emprestando para o governo, que vai te pagar por isso também.

Perceber isso abriu minha cabeça para o mundo dos investimentos. Fui percebendo que, ao ser quem empresta, eu não só estou deixando de pagar para usar o dinheiro dos outros como estou sendo paga para que usem o meu. Levando em consideração os juros compostos, a melhor opção fica ainda mais óbvia.

Além do que, quem tem o dinheiro é que detém o poder de negociação na hora de emprestar ou até mesmo comprar. Mas isso já é outro assunto.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dicas para comprar apartamento

Quando eu queria comprar um apartamento, e não sabia nem por onde começar, pedi ajuda para um tio meu. Ele me deu umas dicas simples que eu anotei e guardei em um caderninho. Hoje estava limpando a gaveta de papéis e achei as dicas do meu tio. E fui perceber que elas têm a ver com o minimalismo. Vejam:

1. Comece definindo o tanto que você pode gastar. No site da Caixa, tem como fazer um simulador de quanto você pode pegar de financiamento, dependendo de alguns critérios. É bom para ter uma ideia.

2. Comece a pesquisar baseado no que você acha que quer. No começo, não precisa ser muito restritivo. Vá olhando nas regiões que você gosta, vendo os preços, visite alguns apartamentos.

3. Vai anotando o que conta pontos a favor e contra em cada apartamento e região que visita. Com o tempo, analisando essas anotações, você vai perceber o que é mais importante para você. Você vai se surpreender com a diferença entre o que você achava que era importante no começo e depois que começou a olhar.

4. Vá refinando a sua busca, de acordo com os critérios que você descobriu.

5. Não acredite no papo do corretor de que você nunca vai achar algo no preço que você quer do jeito que você quer. Ele vai te falar isso porque ele fica doido para se livrar dos negócios ruins que tem em mãos. Ele vai guardar os bons negócios para os muito exigentes. Seja desses.

6. Não visite muitos apartamentos de uma vez. Você vai ficar cansada, vai passar a ser uma coisa chata e você vai começar a confundir uns com os outros.

Apesar de eu ter desistido de comprar por agora, vou aproveitar essas dicas (fora a primeira) para procurar o apartamento que eu vou alugar.

sábado, 15 de setembro de 2012

Investimento é diferente de gasto

Tem mais de um ano que sou investidora. Explicando: resolvi usar o dinheiro que iria gastar comprando um apartamento investindo em renda fixa, imóveis e ações. Tem sido um caminho muito interessante, cheio de quedas e erros, mas que já vem mostrando uns bons resultados e trazendo muitos aprendizados.

Por exemplo, a gente tende a achar que investir é sinônimo de um "gasto bom". Seguindo essa lógica, pagar conta de luz é gasto, mas comprar uma roupa ou um celular novo é investir em si mesmo. Não é. 

Investir é colocar seu dinheiro em algo que vai trazer mais dinheiro diretamente. É o que se chama de ativo, na contabilidade. O ativo gera dinheiro, o passivo consome dinheiro. Por exemplo, se você comprar um apartamento pra morar, não é um investimento (veja uma matéria ótima sobre o assunto aqui). Você vai gastar com ele (IPTU, condomínio, manutenção etc. etc.) e não ganhar dinheiro. Muita gente até vende o apartamento, mas geralmente é pra comprar um melhor, mais bem localizado ou maior ainda, e geralmente mais caro. Então você não vai ganhar dinheiro com isso.

Mas, se você comprar um apartamento pra vender quando ele valorizar, é um investimento. Pode ser até um investimento ruim, se ele não valorizar (leia aqui), mas, se ele foi comprado com esse objetivo, é um investimento.

Por mais que comprar um celular, um carro ou uma roupa vá te fazer se sentir bem, facilitar sua vida, trazer mil vantagens quaisquer, não vai te gerar retorno financeiro. Então não é investimento.

É interessante saber a diferença para não se enganar, para não justificar para si mesmo gastos superflúos.

Gastos são necessários. Aliás, a gente investe justamente pra ter mais dinheiro no futuro para gastar. Não tem como evitar todos os gastos também. Alguns, na verdade, são até bons de se ter, como diz a Lud aqui.

O problema é se enganar. E se você, como eu e a Lud, busca liberdade, minimalismo e independência financeira, é importante gastar menos e investir mais.

Esqueminha "lindo" que eu fiz no powerpoint.
O primeiro  representa investimento. O segundo, gasto.


PS: Post interessante que fala sobre o mesmo assunto aqui.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Por que não comprar um apartamento

Como já contei aqui, até o fim do ano passado, eu tinha o plano de comprar um apartamento, mas desisti. Por vários e vários motivos.

Primeiro, descobri que os apartamentos estão caríssimos. Pode fazer uma pesquisa na internet. Os preços subiram um absurdo nos últimos tempos. Alguns analistas dizem até que se trata de uma bolha imobiliária (aqui, aqui e aqui, por exemplo). Bolha ou não, os preços estão altos.

Colocando na ponta do lápis (ou do excel), se eu investir o dinheiro com o qual compraria o apartamento, mesmo que seja na poupança ou no tesouro direto, eu vou ganhar mais dinheiro do que o valor do aluguel, e ainda vou ter todo o dinheiro ali pra quando/se eu precisar.

Segundo, percebi que comprar um apartamento ia me trazer uma dívida enorme e loooonga. E eu odeio ficar devendo. Vai contra o que eu quero pra minha vida, que é simplicidade e liberdade. Imagina aqueles financiamentos de anos... Quero me livrar de amarras, não buscar mais uma.

Sem contar que eu ia ficar morrendo de medo de perder o emprego e não ter como pagar as prestações.

Sem contar ainda que meu dinheiro ficaria parado, e eu não poderia usá-lo caso aparecesse uma oportunidade de investimento ou de vida mesmo.

Tem mais motivo ainda... Eu acho importantíssimo morar perto do trabalho. Há dois meses meu trabalho mudou de sede. Antes eu morava a 5 km de distância, hoje são 15 km. Perco preciosas horas (sim... horas, no plural) do meu dia no trânsito. Tempo jogado fora. Estou pensando em alugar um apartamento perto do trabalho, mas comprar não. Vai que eu compro um apartamento perto deste trabalho de agora e a sede muda de endereço de novo... Ou então que eu mude de emprego.

Comprar apartamento pode ser uma ótima ideia para muita gente, não nego. Mas não combina com o que quero pra minha vida e com o momento em que estou agora. Então, não comprarei.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Descobrindo o minimalismo

Há quase um ano, voltei a morar na casa da minha mãe. Além de motivos familiares, um dos meus objetivos era economizar para poder comprar meu apartamento.

Ao voltar para meu pequenino quarto de infância, tive que fazer com que tudo que eu tinha adquirido coubesse naquele espaço mínimo. Foi meu primeiro desafio minimalista. Tive que começar a desapegar de parte dos meus bens para ter onde guardar os que sobraram. Tive que ir desenvolvendo também um senso forte de organização (eu já tinha algum).

Na mesma época, comecei a planejar a tal compra de apartamento e fui aos poucos desistindo da ideia. Os motivos são vários, mas o principal é evitar uma dívida. Eu tenho pavor de dever. Me sinto amarrada. E um desse porte então! Eu preciso me sentir livre de dívidas para ficar em paz. Tenho que saber que posso largar o trabalho se as condições começarem a me incomodar demais.

Essa necessidade de não ficar aprisionada pela necessidade de dinheiro me fez ainda começar a repensar o tanto que eu consumia, e como eu poderia investir para que meu dinheiro me trouxesse liberdade e tranquilidade.

Para arrematar, há cerca de 8 meses, em uma consulta médica, eu descobri que estava com uma gastrite nervosa e acima do peso, tudo resultado de stress. Comecei a buscar então maneiras de simplificar minha vida.

Resumindo: morar em um lugar pequeno me fez repensar no que eu já tinha; querer independência financeira me fez pensar duas vezes antes de comprar mais coisas; precisar melhorar minha saúde me fez buscar simplificar meus hábitos e focar no que é importante.