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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Minha meta de socializar, e porque ela é importante

No início do ano de 2015, refletindo sobre o que eu queria melhorar na minha vida, eu fiquei pensando muito no tanto que eu gosto de encontrar pessoas, e no tanto que eu fui deixando isso de lado para dar conta de atender outras áreas da minha vida (trabalho, capoeira, casa...). Não que essas coisas não sejam importantes, elas são fundamentais; mas elas não podem ser a minha vida inteira (e estavam sendo). 

Porque eu gosto de conversar, de contato com os outros, de ver gente. É algo que me faz bem e uma das coisas que eu acho mais importante na vida. Eu tento tanto simplificar a minha vida justamente para aproveitar o que é essencial para mim, e não estava conseguindo.

Então eu realmente me dediquei a socializar mais. Aconteceu mais de uma vez de eu chegar em casa durante um dia da semana super cansada do trabalho, chovendo lá fora, doida pra ficar no sofá de pijama, e surgir na hora ou eu já ter combinado antes um encontro. Claro que é completamente justificável querer descansar em um momento desses. E algumas vezes realmente não dá pra ir contra, ou a gente acaba doente. Mas na maioria delas dá para segurar a preguiça, tomar um banho, dar uma renovada e sair.

Sempre que fiz isso, foi ótimo. Mesmo tendo bagunçado minha rotina algumas vezes (e eu adoro minha rotina), valeu tanto a pena que estou ampliando a meta pra este ano. Não que eu tenha como medir essa meta, então fica mais na minha cabeça e na maneira de lidar com a vida.

Quero ver ainda mais amigos, encontrar com a família, visitar quem mora longe, conhecer novas pessoas. Isso me faz feliz. É essencial para mim. Então vou correr atrás.

No início do ano, meu amigo Luis veio da Inglaterra passar poucos dias aqui. Era no meio de semana, eu estava morta de cansada, mas tirei energia da alma e fui encontrá-lo. E foi uma delícia!
Depois tive férias, e fui ver o Paulo no Rio de Janeiro.
Depois foi a vez da Diorela vir ao Brasil. Demos um jeito de nos encontrar. Por mais que a gente converse pela internet, ver a pessoa e poder abraçar é muito bom.
No final do ano, aproveitei uma viagem de trabalho para Brasília, para passar uns dias de muitos passeios e conversas com a Lud e o Leo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

2015, a volta ao mundo real

Os últimos dois anos não passaram, voaram. A impressão que eu tenho é que faz só uns seis meses que eu e o Leo demos um "até logo" para a família e os amigos e começamos a viajar. Na verdade, a gente saiu do Brasil em 31 de dezembro de 2012, o que significa que... 2015 é o último ano de licença do trabalho.

Já estou começando a sentir aquele gostinho de reta final. A cabeça (e o coração) começa a dar voltas. Como é que vai ser? A gente vai se adaptar? Ou vamos ficar eternamente divididos, com um pé no Brasil e um pé fora, como contam alguns expatriados?

E mais: como fica o minimalismo? Morando longe, focando nas experiências e carregando tudo que a gente tem em duas malas, não é tão difícil evitar o consumo - e as comparações. Mas, quando voltarmos "à vida real", a tendência é cair nos padrões de antigamente - até para nos "recompensarmos" por termos voltado à rotina e ao trabalho e nos encaixarmos de novo nos relacionamentos e amizades. Não é o que a gente quer, mas o que pode acontecer se não ficarmos atentos. 

Ou seja: muita calma nesta hora. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Onde estão os apartamentos minimalistas?

Eu e meu namorado estamos procurando um apartamento para alugar que seja condizente com nosso estilo de vida minimalista, mas é tão difícil de achar!

A maioria dos apartamentos é grande demais para nós dois e não queremos pagar por espaço que não vamos usar. São apartamentos para famílias com filhos, tendo 3 ou 4 quartos, o que não é o nosso caso. A gente também não precisa de quarto de empregada.

Quando achamos algum pequeno, é um prédio cheio de coisas - espaço gourmet, piscina, porteiro, elevador, salão de festas - o que faz com que o condomínio seja caro. Novamente, algo que não queremos e nem podemos pagar.

Além dessas exigências, a gente precisa de um lugar que seja bem servido de transporte público, porque não queremos ter carro, e que seja perto dos nossos trabalhos, para não perdermos muito tempo no trânsito.

Vou contar para vocês que está bem complicado de achar, mas não perderemos as esperanças. Continuaremos procurando. Desejem-me sorte.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pensando na vida...

Eu e a Lud sempre comentamos aqui que adotar o minimalismo leva a gente a se conhecer melhor, já que começamos a tentar descobrir o que é importante e essencial na nossa vida.

Essas reflexões são muito legais e úteis. Tenho lidado cada vez melhor com excesso de objetos, de roupas, de gastos e de diversas outras coisas. Mas às vezes é preciso pensar de uma maneira mais ampla ainda. Será que eu estou vivendo a vida que eu quero para mim? Ou pelo menos estou buscando poder viver essa vida?

O ser humano tem uma grande facilidade de adaptação, o que é ótimo por um lado, mas por outro faz a gente se acostumar com situações desagradáveis de tal maneira que começamos a achar que não tem solução, que a vida é assim mesmo e pronto.

Mas isso nem sempre é verdade. Dá para mudar um tanto de coisas na nossa vida. Não que seja fácil, mas que dá, dá. Há limites, mas a gente pode trabalhar dentro deles.

Dia desses, vi uma mensagem em alguma rede social que dizia mais ou menos assim: “A vida não tem controle remoto. Você tem que levantar e mudar”. Fiquei pensando.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Viver o presente

Um dos benefícios do minimalismo é diminuir as preocupações e providências sobre as nossas posses, já que a gente passa a ter bem menos delas. Aí, sobra tempo para fazermos o que achamos importante.

No entanto, tenho percebido que nem sempre uso esse tempo sabiamente. Muitas vezes, eu o gasto para fazer projeções para o futuro, imaginando cenários B, C e D.

Eu acreditava que, quando embarcasse no período sabático, ia deixar disso e curtir intensamente o momento. Só que hábitos mentais não são fáceis de mudar. Então tem horas que, em vez de aproveitar o hoje, fico fazendo elocubrações sobre o amanhã.

Resolvi parar com isso e aceitar o presente: o presente momento atual quanto o presente que me dei, o de viver 3 anos como se não houvesse amanhã. O plano não é fazer mestrado ou contatos ou negócios - é fazer um monte de passeios, conhecer um monte de coisas, ler um monte de livros, ver um monte de filmes. O combinado é reavaliar depois dos seis primeiros meses.

Deixa eu pensar no futuro quando julho chegar.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O que você faria antes do fim do mundo?

Acabo de assistir ao filme "Até que o fim do mundo nos separe". É bem bacaninha. O mundo vai acabar em três semanas, e o Steve Carell e a Keira Knightley vão juntos procurar um antigo amor dele e alguém que pilote um avião para levá-la de volta para a Inglaterra.

Esse tipo de filme sempre me deixa pensando como eu me comportaria diante de uma situação semelhante. Acho uma boa maneira de avaliar se estamos levando vidas significativas ou só fazendo hora. É claro que não dá para vivermos sempre como se cada dia fosse o último, mas se o nossa rotina é completamente diferente do que seria se a gente soubesse que não temos muito tempo, é caso de se pensar.

Fico feliz de reportar que fui bem na minha própria avaliação. Se o mundo acabasse em três semanas, eu viveria parecido com o que tenho feito até agora - só adiantaria a data de partida para amanhã.

E talvez comprasse uma passagem de primeira classe.