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terça-feira, 5 de junho de 2018

Novos posts no minimalizo, parte 6

A importância de anotar os gastos para gastar melhor
03 de maio
Quando comecei a anotar minhas despesas e receitas, meu principal objetivo era ter uma real noção do que eu ganhava, do que eu tinha e do que eu gastava. Mas um outro efeito dos mais importantes e que eu não tinha previsto foi que eu passei a gastar melhor. Não necessariamente menos, mas melhor.

Tomar remédio não é sinônimo de ter saúde
15 de maio
Venho lutando há anos contra o colesterol alto. Tenho que evitar certos alimentos, consumir outros e manter hábitos saudáveis. Mas luto também contra a tentação e o incentivo de tantos, médicos inclusive, que me sugerem que eu deveria tomar um remédio e parar de me preocupar com isso.

A dificuldade do descarte correto de pilhas e baterias 
29 de maio
Em uma dessas limpezas de gavetas, encontrei umas pilhas que já não tinham carga. Resolvi dar um jeito nelas, mas não imaginava que ia ser tão difícil. Porque não podemos jogá-las no lixo comum, e é complicado achar locais que fazem coleta para o descarte da maneira correta.

Desapegando e organizando fotos digitais
05 de junho
Com a era digital, ficou mais fácil e prático tirar e guardar fotos. Acabamos fotografando tudo, o todo tempo. Ficamos então com milhões de fotos, espalhadas por dispositivos e redes sociais, que acabamos nunca mais vendo ou até perdendo.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

As fotos que eu não tirei

Desde que a Lud voltou para o Brasil, temos nos encontrado com frequência. E todas as vezes que a gente combina, eu penso: vou tirar umas fotos e escrever um post. 

Queria falar sobre como é bom aproveitar o tempo que a gente economiza com outras coisas para encontrar com os amigos, bater papo, desabafar os problemas, trocar ideias e experiências. Eu sempre saio mais leve, mais feliz e um pouco mais sábia. 

Mas toda vez que eu chego lá e a gente começa a conversar, eu esqueço de tirar a foto. Um assunto emenda no outro e, quando eu vou perceber, já está na hora de ir embora. E só quando eu já estou chegando em casa, pensando em como foi legal, que eu lembro da foto. 

Pensando bem, é um bom sinal. A conversa e o encontro estavam tão bons que fiquei absorvida, e consegui aproveitar cada momento. 

Já que não tiramos fotos, vai uma antiga. De 2008.
Da época em que eu ainda alisava o cabelo. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A questão de tirar fotos

Dia desses eu fui a uma exposição de arte e, na entrada, tinha uma placa avisando que não podia tirar foto lá dentro. Eu percebi que aquilo me deixou aliviada, porque me senti livre daquela obrigação de parar no meio do programa, da observação da exposição, para pegar o celular, procurar uma posição boa e tirar uma foto. 

É chato isso porque realmente é legal ter uma foto depois para lembrar do momento, mas ficar parando o tempo todo acaba impedindo que o tal momento registrado, com tudo que ele envolve, aconteça em toda sua potencialidade.

Saí da exposição e fui com os meus amigos fazer um pique-nique na praça do papa. Ainda na onda da percepção de que tirar foto às vezes atrapalha o momento, não tirei nenhuma, apesar de ter pensado nisso algumas vezes, e me arrependi.

Estou achando que, como quase tudo na vida, o ideal é achar o caminho do meio. Registrar sim, mas não a ponto de transformar cada momento em apenas um cenário montado para fotografias, pior ainda se o objetivo for "mostrar para os outros". Ainda estou procurando esse equilíbrio...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Excessos nas fotos digitais, parte II

O mundo digital foi fantástico para a fotografia. Você tira uma foto e vê como ela ficou na hora, tira quantas quiser sem ter que pagar para revelar depois e guarda tudo no computador, poupando espaço e evitando o risco de perder tudo em um incêndio ou divórcio (meu pai levou todas as fotos da família, por exemplo). 

Mas, por outro lado, a gente peca ao lidar com essa liberdade toda. As pessoas tiram milhões de fotos de tudo, a todo tempo. Se uma fica ruim, tira outra, mas mantém aquela primeira, sabe-se lá por quê. A consequência é voltarmos de eventos e viagens com milhões de fotos, deixar isso jogado lá no computador e ter preguiça de rever as fotos ou de mostrar pra alguém.

Dia desses, no computador, abri a pasta com as fotos de uma viagem que eu fiz. 900 fotos. Sim! 900! E tinham várias praticamente repetidas. Foto no mesmo lugar mas uma com olho fechado, e outra aberto; uma com um carro passando na hora do clique na frente do monumento, outra sem o carro. E por aí vai. Fiquei me perguntando para que diabos eu guardo fotos comigo de olho fechado, fazendo careta, tremida, com gente passando na frente. Hora de desapegar!

A foto da esquerda ficou certinha. É para guardar. A da direita me mostra de lado, fechando os olhos e fazendo careta. Para que diabos eu guardei a segunda? Pelo menos serviu para ilustrar este post. Hehe... Mas está indo para o lixo logo depois.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Excessos nas fotos digitais, parte I

Tenho percebido que, com a advento das câmeras e das fotos digitais, o pessoal (eu me incluo nessa) começou a exagerar na tiração de fotos.

Os dois casos abaixo aconteceram comigo.

Caso 1: encontro com meu tio em uma festa de família

- Ei, Fernanda! Que dia vamos combinar de ver as fotos da sua viagem, hein?
- Vamos marcar, tio. Eu levo as fotos da minha e você as da sua.
- Ah... Eu ainda não separei as fotos da minha viagem. É que eu tirei um tanto na minha máquina e peguei ainda as que a sua tia tirou na dela, e as que o outro casal de amigos nossos tirou nas deles. Tenho mais de mil fotos.
- É muita foto! Tem que selecionar as melhores então!
- Tenho mesmo. Mas é muita foto. Dá uma preguiça.

Caso 2: japonês no museu de arte

Estava eu em Viena, olhando uns quadros super interessantes no Leopold Museum. A moça do museu foi chamar a atenção de um japonês que estava quase encostando a lente gigante da câmera fotográfica dele nos quadros. O cara nem olhava pro quadro com os próprios olhos. Ele ia andando pelo museu tirando fotos. Enxergava as obras através das lentes da câmera.

Aí eu fiquei pensando... O cara sai lá do Japão, pega avião, gasta dinheiro, vai pra um país que não conhece e que está cheio de coisa interessante pra ver e fazer, e escolhe ficar dentro de um museu olhando quadros através da lente da câmera, tendo a mesma experiência que ele poderia ter digitando "Leopold Museum" no google images.

Um dos quadros do Leopold.
A foto não é minha. Achei no google images.