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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Aproveitar a natureza: é maravilhoso e de graça. Mas até quando?

Aqui em Belo Horizonte tem feito um calor infernal. Então eu aproveitei um fim de semana desses, entrei no carro junto com o marido e nos mandamos para a estrada. Andamos cerca de 100 km até chegarmos a uma cachoeira.

Foi uma hora de viagem tranquila. A cachoeira estava vazia e andamos uns cinco minutos até chegar lá. E então foi só aproveitar. Paisagem bonita, água refrescante, silêncio, companhia agradável. Foi tão bom... E tão barato!

Eu fico pensando no tanto que a maioria das pessoas - eu entra elas algumas vezes, confesso - gasta rios de dinheiro com programas caros e trabalhosos quando a gente pode ter tanto prazer de graça. 

É então que eu olho para o lado e vejo umas latinhas de cerveja jogadas em um canto. Na volta, passo pelas montanhas que a Vale destruiu.

E isso tudo me lembra que infelizmente a gente tem cada vez menos dessa natureza maravilhosa e de graça para aproveitar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A questão de tirar fotos

Dia desses eu fui a uma exposição de arte e, na entrada, tinha uma placa avisando que não podia tirar foto lá dentro. Eu percebi que aquilo me deixou aliviada, porque me senti livre daquela obrigação de parar no meio do programa, da observação da exposição, para pegar o celular, procurar uma posição boa e tirar uma foto. 

É chato isso porque realmente é legal ter uma foto depois para lembrar do momento, mas ficar parando o tempo todo acaba impedindo que o tal momento registrado, com tudo que ele envolve, aconteça em toda sua potencialidade.

Saí da exposição e fui com os meus amigos fazer um pique-nique na praça do papa. Ainda na onda da percepção de que tirar foto às vezes atrapalha o momento, não tirei nenhuma, apesar de ter pensado nisso algumas vezes, e me arrependi.

Estou achando que, como quase tudo na vida, o ideal é achar o caminho do meio. Registrar sim, mas não a ponto de transformar cada momento em apenas um cenário montado para fotografias, pior ainda se o objetivo for "mostrar para os outros". Ainda estou procurando esse equilíbrio...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A chata que não meia a conta

Sabe quando a gente sai com amigos para jantar ou para um barzinho, e todo mundo come e bebe e no final divide a conta igualmente? Então... Em grande parte dos casos, eu sou daquelas que prefere comandas individuais e que, na falta delas, prefere dividir a conta de acordo com o que cada um consumiu.

Já vi gente reclamando de quem faz isso, dizendo que é mesquinharia ou egoísmo. A questão para mim é que, na maioria das vezes, nesse tipo de programa, as pessoas tendem a cair em um exagero sem fim. É muita comida e muita bebida - tudo em excesso -, o que vai de encontro a tudo que eu acredito e defendo. 

Eu não acho legal exagerar, mas também não vou ficar dizendo aos outros como viver a vida deles. Então fico quieta e busco reagir às piadinhas de que eu como ou bebo pouco brincando também. Só que eu acho que a liberdade de cada um vai até onde não influi na vida do outro. Então deixo que comam e bebam até de madrugada (em outros tempos, eu mesma já agi assim muitas e muitas vezes), mas eu não vou pagar por isso.

Claro que há exceções, e momentos nos quais eu meio a conta sem problemas, quando, por exemplo, os pratos e as bebidas são coletivos, e todos consomem mais ou menos as mesmas coisas. Mas na maior parte dos programas, principalmente naqueles que envolvem exageros, eu sou a chata que pega a conta, vê o que consumiu e calcula quanto da conta compete a mim pagar.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aproveite a arte da sua cidade

Quando a gente viaja, sempre busca saber os museus mais famosos que têm na área para visitar. Às vezes, até nos dedicamos em excesso a esses programas. Mas eu tenho reparado que raras são as pessoas que lembram ou tomam a iniciativa de conhecer os museus (e os centros culturais) da própria cidade.

Já tem um tempo que venho pensando nisso e semana passada resolvi agir. Eu e meu namorado fomos à exposição "ELLES: Mulheres artistas na coleção do Centro Pompidou" no Centro Cultural do Banco do Brasil.


A entrada é gratuita e a exposição é bem interessante. Tem várias salas cheias de obras: pinturas, fotografias, vídeos e instalações.


De lá, fomos caminhando para o Palácio das Artes, onde vimos a exposição "A Magia de Escher". A entrada também é gratuita.

Já tinha visto fotos das gravuras do Escher, mas a experiência de vê-las ali ao vivo é muito mais legal. Além do que, essa mostra tem várias instalações que brincam com a nossa percepção do espaço. O pessoal se diverte. Estava lotada.


Aproveitei o passeio, a companhia do namorado e muita arte. Tudo isso gastando míseros R$ 5,80 (das passagens de ônibus de ida e volta).

Foi uma experiência fantástica. Pretendo ficar mais atenta ao que acontece na minha cidade. Eu moro em Belo Horizonte há mais de 25 anos e confesso que nunca prestei muita atenção nessas coisas. Devo ter visitado só um museu ou outro pela escola, quando era criança.

É um programa dos mais baratos e divertidos que fiz nos últimos tempos. Recomendo não só essas exposições, mas que todo mundo procure descobrir os museus, os centros culturais e os diversos eventos artísticos gratuitos que às vezes estão logo ali do ladinho.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Programas minimalistas: jogos

Estava reparando que gastamos muito dinheiro com programas sociais. A gente quer encontrar nossos amigos, família, colegas etc. Para isso, quase todas as vezes combinamos programas que giram ao redor de comida e/ou bebida. E bares e restaurantes são caros. Cozinhar em casa dá muito trabalho. Pensei então em mudar a própria dinâmica dos encontros.

Além daquelas ideias que eu dei milhares de anos atrás, no início no blog, pensei que uma ideia muito legal de programa para encontrar e se divertir com amigos e família é jogos.

É um programa muito legal. Tem desde jogos de carta (buraco, truco, pôquer etc.), mímica (de filme ou baseado naquelas cartinhas do imagem & ação), jogos de tabuleiro (war, perfil, master), dicionário...

Como as pessoas vão estar jogando e se divertindo, as bebidas e as comidas não serão tão importantes. É um programa que pode ser feito em casa, com pouco dinheiro, pouca bagunça.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Programas minimalistas

Sair para passear é uma coisa ótima. Encontrar com os amigos, a família... Comemorar algum acontecimento ou uma data. Distrair e aproveitar a vida.

Eu gosto, mas tenho reparado que passeios nos custam muito. Primeiro e mais óbvio, porque gastamos muito dinheiro. Depois, porque acabamos na maioria das vezes voltando tarde pra casa e bagunçando toda a rotina. Por fim, porque tendemos a comer mal e beber muito nessas ocasiões, o que não é lá muito saudável e nem minimalista.

Desde que adotei o minimalismo, sempre penso: "O que é essencial e supérfluo neste caso?". Geralmente, nas saídas, o essencial é estar com as pessoas.

Comecei então a buscar inspiração nos programas que eu fazia com meus amigos na adolescência, quando eu não tinha dinheiro, não podia voltar tarde pra casa e não bebia ainda, e mesmo assim me divertia demais. Algumas coisas que eu fazia e que ainda dá pra fazer:

1. Encontro em casa, pra jogar baralho ou jogo de tabuleiro, pra ver um filme na TV, pra cozinhar alguma coisa juntos... Nada chique. O foco são as pessoas.

2. Andar a esmo. Podia ser pela Savassi (bairro aqui de BH), olhando os bares, as pessoas, encontrando um ou outro conhecido, tomando um sorvete. Podia ser em algum lugar agradável pra conversar, como numa praça ou em um parque. A ideia era conversar e aproveitar a companhia da pessoa.

Fotos de Praça da Savassi (Praça Diogo de Vasconcelos), Belo Horizonte
Esta foto de Praça da Savassi (Praça Diogo de Vasconcelos)
é cortesia do TripAdvisor
3. Praticar uma atividade física. Chamar os amigos pra caminhar, jogar futebol, correr. Sem competição, só pela diversão da coisa.

Lembrei também que eu sempre comia antes de sair de casa. Na rua, só petiscos, um sorvete e talvez uma ou outra bebida alcóolica. Eu não preciso chegar no bar morrendo de fome e me entupir de batata frita e picanha. Posso comer em casa e só petiscar no bar.

É curioso como a gente tende a focar todos os passeios em comida e bebida, sendo que isso geralmente não é o mais importante.

Claro que tem as ocasiões em que o essencial mesmo é a refeição, é conhecer um lugar novo e legal, mudar a rotina. Nesses casos, o foco é outro.

Aí, já seria bom pesquisar um lugar que tenha um equilíbrio entre qualidade e preço. Melhor também marcar mais cedo, pra não chegar em casa de madrugada e perder o outro dia todo. E, no lugar, não preciso comer e nem beber como se o mundo fosse acabar amanhã, não é?