Mostrando postagens com marcador datas-especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador datas-especiais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Feliz natal!

Adoro natal. Gosto do clima, da energia, das comemorações e dos encontros. Não gosto tanto do consumismo desenfreado que vem junto, mas nem isso chega a me incomodar.

Então vamos aproveitar o que é importante para gente, mas sem nos cobrar também ter uma experiência natalina igual a dos outros. Além disso, vamos tentar relevar o que não tem valor para nós, mas tem para os outros. 

Eu vejo o natal como uma época de união. Adoro encontrar os amigos, a família, os colegas... Mas, assim como em tudo que envolve muitas pessoas, é natural que apareçam alguns assuntos polêmicos, alguns hábitos chatos dos outros, algumas escolhas de evento que não gostamos e por aí vai. Ao invés de reclamar ou se enfurecer, vamos tentar não nos incomodar e ter generosidade com os outros. 

Acredito que o mundo está precisando de mais de paz e tolerância. Eu vou me esforçar para fazer a minha parte.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz natal a todos

Como quem me conhece ou acompanha o blog há mais tempo já sabe, eu adoro natal! Adoro encontrar pessoas queridas, comemorar, enfeitar a casa, ver a cidade toda iluminada... 

Não gosto do consumo, mas esse optei por diminuir quando comecei a me conscientizar sobre o assunto, mesmo antes de saber o que era o minimalismo. Não gosto também dos exageros, da comilança e do embebedamento... Mas natal não precisa ser isso.

Então queria agradecer todos que têm compartilhado tanto comigo aqui nos últimos dias, semanas, meses e agora até podemos dizer anos. E desejar que aproveitem aquilo que mais tem valor para vocês no natal, e que consigam se manter distantes do que não achem legal.

Muito obrigada e feliz natal!!

Um pedacinho da minha árvore de natal!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O melhor amigo oculto que já fiz: livros usados

Geralmente eu evito participar de amigo oculto, porque nunca sei o que dar e quase sempre ganho algo de que não preciso. Além do que, tento não incentivar o consumismo. Mas eu já participei de um que foi muito legal.

Um coletivo do qual faço parte resolveu fazer um amigo oculto de livro. Livro usado. Porque livro é aquela coisa que a gente guarda, e que não faz diferença ele ser novo ou não. E dar para alguém recebendo outro em troca diminui muito a minha dor no coração de desapegar de um livro que eu gosto.

A gente sorteou usando aqueles sites próprios para isso é mandou os presentes pelo correio. A taxa dos correios pra livro é mais barata, então ficou um presente super legal por 5 reais (eu ainda dei sorte de tirar uma menina de BH mesmo e não gastei nada). O mais legal é que as meninas se mandaram cartinhas escritas à mão junto com o livro. 

Acho uma ideia de amigo oculto excelente. Diminuí uma posse inútil, ganhei um livro novo do qual a pessoa tinha gostado e ainda uma cartinha cheia de carinho.

Carinho não precisa ser expressado via consumo. Dar livros, artesanatos e comidas feitos pela própria pessoa, ou até serviços pode ser tão ou mais carinhoso, atencioso e divertido.


PS: ano passado publicamos um guest post muito legal com a ideia do amigo oculto de talentos. É uma ótima ideia também.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Natal 2014

Este ano, eu e o Leo não vamos voltar ao Brasil para o Natal. (Claro que a gente sente saudades, mas como o plano era nos encontramos com vários familiares e amigos em 2014, resolvemos ficar por aqui. Para nossa alegria, além das visitas que já recebemos também vamos ter companhia no Natal e no Ano Novo.)

Isso acaba simplificando o nosso fim de ano. O plano é combinar de não trocar lembranças com ninguém (até porque à distância fica difícil) e comprar na internet (e mandar entregar na casa deles) os presentes dos sobrinhos, que são crianças e valorizam. Eles ficam felizes e os pais também.

Se a gente estivesse indo para o Brasil, talvez quiséssemos fazer a mesma coisa. Desde 2011 temos tentado convencer o pessoal a 1) eliminar os presentes mútuos, e/ou 2) trocar experiências, não bens físicos. (É verdade que ano passado me empolguei e, quando fomos para Belo Horizonte em dezembro, levamos objetos mesmo - principalmente brinquedos! -, com a justificativa de que a gente estava vindo de outro país e, assim, tinha acesso a produtos diferentes. Foi legal, apesar do trabalhão que deu - vocês têm ideia do espaço na mala que ocupa um patinete?)

Já faz um bom tempo que eu e o Leo não trocamos presentes em datas especiais (só beijinhos e carinhos sem ter fim. E chocolate). Às vezes acontece quando, por coincidência, um de nós está ambicionando alguma coisa específica e um aniversário está chegando. Mas, de maneira geral, tentamos não usar comemorações como pretexto para consumir objetos que nem sabíamos que queríamos.

Enfim, esse assunto é meio complicado. Por um lado, quando a gente quer ter uma vida mais simples e seleciona com cuidado tudo que ocupa espaço em nossas casas, fica sem saber o que fazer quando recebe presentes não-consumíveis que não estavam em nossos planos. Também não quer encher de tralha a casa dos outros. Por outro, muitas pessoas gostam de presentear e acham que estão demonstrando afeto ao fazê-lo (e, às vezes, estão mesmo). 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Reflexões de aniversário

Ontem eu fiz 34 anos e, como pessoa que gosta de rituais que eu sou (óbvio que não de todos), curto aproveitar a data para comemorar e refletir. 

Um ano atrás, o momento para mim não era bom. Eu estava no hiato entre o emprego que eu deixei e o que eu tenho agora. Estava desgastada pelos últimos meses no trabalho anterior, e com incertezas quanto ao futuro. Apesar de ter minha reserva financeira, o que me garantia uma certa tranquilidade, eu estava ansiosa. 

Assim que saí do trabalho antigo, ter um tempo para me recuperar mental e emocionalmente foi importantíssimo. Eu precisava daquilo para conseguir me reequilibrar. Depois começaram a vir os frilas, e criei uma nova rotina. Foi muito bom, mas no fim de setembro esse formato estava se esgotando para mim. Sintia falta de me envolver mais de uma maneira mais permanente com o trabalho que eu fazia, e de algumas certezas.

Além do que, eu sou uma pessoa extrovertida, ao contrário da Lud, e um pouco tímida. Então eu sentia falta do convívio com outras pessoas no ambiente de trabalho, algo que um frila não proporciona na mesma medida.

Já este ano eu estou morando em um apartamento que montei com o companheiro que escolhi pra mim, em um trabalho que eu gosto muito e que tem muita gente legal, em paz com minha família e com meu poucos mas tão queridos amigos, praticando o tênis que tanto curto, voltei para a capoeira que me fazia muita falta, estou lendo livros e assistindo filmes e seriados que me divertem, alegram e fazem pensar... São tantas coisas que eu gosto que me falta tempo, e nisso entra o minimalismo para me ajudar a cada vez mais equilibrar essa equação. 

Eu andava um pouco desanimada nos últimos dias. Pensando aqui acho que é justamente o cansaço. Mas, ao refletir melhor sobre onde estou na vida, caí na real de que estou bem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O que dar de presente para um criança?

Eu não tenho muitos amigos com filhos, e mesmo na minha família não temos muitas crianças. Eu sou a prima mais velha dos dois lados e por enquanto só uma prima minha teve uma filha. Eis que ela fez um ano de idade.

Então fui eu a uma loja de brinquedos infantis e... Uau... Fiquei chocada com o número gigantesco de opções e os preços absurdos. R$ 300,00 por uma boneca? Cê jura? Não sabia que existiam tantos personagens de desenhos e filmes assim, e que cada um tinha toda a sua linha gigante de brinquedos. Eu não lembro de ter tantos assim quando eu era criança, mas pode ser só porque eu não tinha acesso mesmo. Enfim...

Comprei o brinquedo da foto abaixo. Meus pré-requisitos para a escolha foram: ser um brinquedo (eu lembro que eu odiava ganhar roupa quando era criança), não ser caro para caramba apenas por ser de um personagem famoso, que não fosse fortemente marcado para gênero (hoje em dia tudo para menina é tão rosa e de princesa.. cadê a variedade?) e que pudesse ajudar a criança a se desenvolver de alguma maneira. 

Eu lembro de ter um brinquedo parecido com esse quando criança e de adorar. Espero que a aniversariante goste e aproveite também.

Ainda estou refletindo sobre a coisa toda e imaginando como realmente deve ser difícil ter filhos e lidar com o consumismo relacionado a eles, principalmente quando ficam mais velhos e susceptíveis a propagandas.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Como fugir dos exageros da páscoa?

É chegada a semana santa. Em feriados e datas comemorativas, há toda uma pressão para que a gente se comporte, consuma e aja de determinadas maneiras. Além da pressão publicitária, há ainda uma mais forte. 

Como essas datas geralmente envolvem passar muito tempo com a família ou com amigos, a gente é bombardeado com expectativas. A convivência exige isso mesmo. É importante fazer concessões. E a gente até se sente bem em fazer as pessoas que a gente gosta felizes. Acho esse o grande desafio.

Que ovo de chocolate é caro, a gente sabe. Que almoços em família tendem a virar uma comilança sem fim, idem. Também sabemos que os encontros com os amigos e viagens em grupo tendem a virar um exagero de comidas, bebidas, dormir nas horas mais malucas... A gente sabe disso, e sabe que não é o ideal pra gente.

Mas e a sua sobrinha de quatro anos que vai ficar triste se não ganhar ovo de páscoa? E sua tia que vai ficar chateada se você não comer ou criticar a comilança da bacalhoada? E seus amigos que vão ficar bebendo até de madrugada e com os quais você queria compartilhar esses momentos?

Não acredito que tenha uma resposta pronta, mas que ela só pode ser encontrada caso a caso, com muito diálogo e com consciência das escolhas. Como em qualquer relacionamento, é preciso que os dois lado cedam, conversem e cheguem em um lugar comum. É um processo contínuo, é uma construção.

Já pensou com conversar com sua sobrinha? Dar um ovo caseiro, talvez até mesmo feito por você? Sair com os amigos e ir dormir um pouco mais cedo? Beber o tanto que te deixe confortável e depois ir pra água? Conversar com a sua tia que você quer controlar o colesterol e cuidar da saúde? Nem sempre dá certo, às vezes as coisas só vão mudar com o tempo, mas acho melhor do que simplesmente escolher entre ceder totalmente ou não ceder em nada.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O significado do natal

Adoro natal! É minha época preferida do ano. E podem ficar tranquilos que não vou dar lições de moral aqui sobre qual deveria ser o "real significado" do natal. Assim como em várias outras coisas, acredito que esse significado é a gente que dá.

Curioso que dois dos aspectos que geralmente chamam muita atenção em relação ao natal não têm nada a ver comigo: consumo e religião. Esse frenesi de compras não me pega e religião é algo que me incomoda por toda a intolerância que promove. 

Mas o natal nunca teve cara dessas duas coisas para mim. Ele para mim é festa, encontro com as pessoas que eu gosto, enfeites, uma pausa na rotina e até umas singelas trocas de presentes. Gosto que as pessoas busquem ser mais gratas por tudo que têm na vida, serem mais caridosas e harmoniosas umas com as outras. Sei que elas deveriam procurar ser assim o ano todo, mas eu prefiro ver a metade do copo cheio, sabe?

Eu gosto de rituais. Não de todos, obviamente. Mas o natal é um daqueles que o significado que eu dou me faz feliz. 

Um pedacinho da minha árvore de natal, brilhando no escuro da sala.
PS: Para ler mais posts sobre o natal, uns menos pollyannas do que este, clique aqui.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Minimalizando gastos no amigo oculto

Fiquem abaixo com o ótimo guest post escrito pela Diorela. Após o texto, eu falo mais sobre ela.

A ideia do minimalismo me atrai muito! Não é uma ideia que se resume a uma única ação, ela cria toda uma corrente de bem ao seu redor. Para praticá-la, já somos obrigados a nos organizar mais (o que é bom), pois exercemos a seleção e a priorização de algumas coisas. Para mantê-la, ficamos mais disciplinados e para recriá-la (pois é preciso, pelo que venho sentindo), ficamos mais criativos!

Vejo um sentimento quase mundial de “limitação do abuso”. As pessoas estão começando a notar que gastar e ter demais, além de não resolver problema algum, também destrói a sua segurança financeira e os recursos naturais do planeta. Além do que, como diria um antigo professor “caixão não tem gaveta”.

Tenho uma tia que trabalhou muitos anos no estudo de resíduos (calma, já explico). E talvez por isso, tenha sido dela que partiu uma ideia supercriativa para diminuição de gastos e consumo neste fim de ano: O amigo oculto de talentos. A ideia consiste em um amigo oculto em que doamos coisas que tiveram mais gasto nosso de tempo e neurônios que de dinheiro. Cada um oferece o que sabe fazer para o outro (o amigo oculto). Pode ser desde um produto a um serviço.

O produto pode ser um bolo gostoso, um álbum de fotografia montado por você, um caderno de poesias, um CD com músicas cuidadosamente escolhidas, um casaco costurado por você, um desenho, um guia cultural do seu bairro, uma pintura, um cesto de café da manhã com os pães de queijos caseiros etc. Não é muito difícil pensar em algo que sabemos fazer. O difícil é aceitar que temos o direito de oferecer o nosso trabalho e/ou o nosso hobby como presente no lugar de algo fabricado do outro lado do planeta, em condições questionáveis e sem uma história próxima da sua. Além do mais, pra que gastar tanto dinheiro no fim de ano?

 O serviço pode ser ainda mais legal de ser oferecido, mas acho que precisa de um pouco mais de intimidade. Algumas ideias são: uma faxina na casa do amigo-oculto, um passeio de duas horas com o cachorro do amigo, uma seresta de violão (se você tocar violão, obviamente) na janela do amigo, um serviço de personal trainner, uma escova no cabelo do outro, um serviço de entrega de alguma coisa e até um jantar! Como já dito, o importante, é mostrar criatividade, mais do que exibir que você tem dinheiro para bancar presentes caros!

Por fim, e não menos interessante, caso a pessoa não se sinta capaz ou disposta, ou tenha algum contratempo, ela também pode participar da brincadeira oferendo outros talentos que ela conhece. Ora, encontrar talentos também é um talento! Então, ela poderia oferecer doces feitos pela avó, roupinhas costuradas pelo colega de trabalho, uma revisão no carro do amigo feito pelo seu mecânico de confiança, uma consulta na nutricionista querida, uma visita à manicure preferida ou um chaveiro feito pela sua sobrinha, e por aí vai!

No e-mail que mandei para a minha família sobre o assunto, pedi que cada um acrescentasse ao seu presente uma pequena carta explicando a origem dele, pois isso contribuiria para ideias futuras e para boas recordações.

Porém, a minha tia, primeira pessoa que me falou dessa ideia, sugeriu fazer um amigo-oculto aberto. Ela achou melhor ninguém se sentir forçado a nada (o que é válido) e cada um leva e apresenta o que quiser, sem ter sorteio de papeizinhos nem nada. Apenas como forma de divulgação de algo que adora fazer ou oferecer.

Já no outro lado da família, ao tomarem conhecimento da ideia, todos toparam fazer em forma de amigo-oculto mesmo e vamos fazer o sorteio só pra não dar confusão de troca de presentes!

Nos dois casos, queremos gastar menos dinheiro e mais a cuca!

Temos a impressão que minimalizaremos os gastos e maximizaremos a nossa diversão, que poderá ser superada a cada ano!

Quem quiser, está convidado a participar, aliás, está convidado também a me mandar notícias de como foi! Hohoho!


Agora é Fernanda aqui de novo. Conheci a Diorela há muitos anos. Ela tem um lindo blog, o saída a francesa. Foi lá que eu li sobre essa ideia dela do amigo oculto de talentos e gostei tanto que pedi que ela escrevesse uma versão para o minimalizo. Muito obrigada, Di!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dia das crianças: troque e doe brinquedos

Sábado é dia das crianças. Como acontece com grande parte das datas comemorativas, o apelo ao consumismo é forte. Querendo fugir dessa tentação e ao mesmo não deixar as crianças sem brinquedos, o Instituto Alana está promovendo a ideia da trocas. O site http://mobilizacao.alana.org.br reúne informações sobre feiras de trocas de brinquedos em diversas cidades do Brasil.

O trabalho do instituto é muito legal. Essa iniciativa é mais uma ideia muito bacana. 


Outra ideia legal para colocar em prática nesta data é o desapego. Doe brinquedos. Há diversas crianças que não podem comprá-los e nem têm o que trocar. Então dê uma olhada na tralha dos seus pequenos e doe algo. Dê uma olhada nas próprias tralhas. A gente às vezes guarda brinquedos da infância como recordação, mas posso te garantir que eles seriam muito melhor aproveitados por uma criança que não tem com o que brincar. Então para de bobeira e doe ;)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Excessos nas fotos digitais, parte II

O mundo digital foi fantástico para a fotografia. Você tira uma foto e vê como ela ficou na hora, tira quantas quiser sem ter que pagar para revelar depois e guarda tudo no computador, poupando espaço e evitando o risco de perder tudo em um incêndio ou divórcio (meu pai levou todas as fotos da família, por exemplo). 

Mas, por outro lado, a gente peca ao lidar com essa liberdade toda. As pessoas tiram milhões de fotos de tudo, a todo tempo. Se uma fica ruim, tira outra, mas mantém aquela primeira, sabe-se lá por quê. A consequência é voltarmos de eventos e viagens com milhões de fotos, deixar isso jogado lá no computador e ter preguiça de rever as fotos ou de mostrar pra alguém.

Dia desses, no computador, abri a pasta com as fotos de uma viagem que eu fiz. 900 fotos. Sim! 900! E tinham várias praticamente repetidas. Foto no mesmo lugar mas uma com olho fechado, e outra aberto; uma com um carro passando na hora do clique na frente do monumento, outra sem o carro. E por aí vai. Fiquei me perguntando para que diabos eu guardo fotos comigo de olho fechado, fazendo careta, tremida, com gente passando na frente. Hora de desapegar!

A foto da esquerda ficou certinha. É para guardar. A da direita me mostra de lado, fechando os olhos e fazendo careta. Para que diabos eu guardei a segunda? Pelo menos serviu para ilustrar este post. Hehe... Mas está indo para o lixo logo depois.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um feliz Natal sem estresse pra todo mundo!

Este está sendo o Natal mais tranquilo da minha vida. Combinei com a família de não trocarmos presentes e não teve amigo oculto no trabalho. Só me preocupei com os sobrinhos, e mesmo assim foi fácil: para os de um lado da família, ingressos para a Disney (dólares em envelopes temáticos); para os do outro, brinquedos (recomendados pela própria mãe - eu pergunto mesmo) encomendados pela internet.

Eu gosto de comemorações. Eu entendo o poder simbólico das tradições - inclusive das trocas de presentes. Mas eu acho que a gente tá no mundo pra questionar tudo, e pra se aborrecer o mínimo necessário. Então gosto da ideia de repensar as tradições: vale mesmo a pena segui-las ao pé da letra? Dá para mudar um pouco a forma e manter o espírito? O que é mais importante para mim?

O mais importante para mim são as pessoas, e não os presentes e a comida (embora ache os dois últimos agradabilíssimos). Portanto, vou me esforçar para encontrar os chegados, e trocar abraços. Um monte.

Uns docinhos também não caem mal

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Natal sem presentes?!?

É isso mesmo: eu e o Leo conversamos e decidimos propor à família que os presentes de natal fossem só para as crianças.

Eu entendo o valor simbólico de um presente. É muito bacana saber que alguém se lembrou de nós. Mas, a partir do fim de dezembro, nós não teremos mais casa (só uma porta de armário no apê dos meus pais onde vamos guardar o enxoval-cápsula e documentos importantes). Tudo o que vamos levar em nossa viagem vai estar dentro da mala. Em suma, vai ser muito difícil nos darem algo que usemos. Além disso, temos um monte de providências a tomar - ou seja, o tempo está curto!

Fui conversar com a irmã D., cheia de dedos. Ela nem deixou eu apresentar meus argumentos: já achou ótima a ideia. Ela tem dois meninos pequenos - o mais novo tem dois meses! - e adorou cortar um item da  lista de tarefas de fim de ano. 

Já minha mãe gostou menos da ideia. Ela topou, mas achei que ficou tristinha. Paciência: ano que vem trarei presentes lindos e europeus para todos. Terei bastante tempo para procurar e escolher coisinhas bacanas e diferentes. 

Cada caso é um caso - cada família é uma família. Mas, lá em casa, a cada ano fica mais difícil presentear. Meus pais, a irmã D. e o marido dela são aquelas pessoas que têm tudo. A irmã I. tem quase tudo (mas, considerando que ela está na Alemanha, rola de perguntar se ela quer alguma coisa tipicamente brasileira). 

Sim, a gente podia chegar em Belo Horizonte e passar o sábado à noite ou a manhã do dia 24 na rua, fazendo compras de natal (domingo não: estamos escalados para ajudar na festa do sobrinho em uma parte do e frequentá-la na outra). Mas vamos preferir passar esse tempo com as pessoas queridas, trocando ideias, abraços e despedidas. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Rapidinhas

1. Eu comecei a escrever para postar aqui o balanço do meu primeiro ano minimalista, como a Lud fez. Mas eu ainda não fiz a análise do meu controle financeiro. Vou aproveitar o fim de semana para isso. Então semana que vem eu conto aqui tudo, baseado nos números e não só em impressões minhas.


2. Hoje recebi um e-mail da Amazon falando sobre seu lançamento no Brasil. Eeeee! Vou copiar aqui uma parte que achei legal:

"Nós temos o prazer de informar que agora você pode comprar eBooks na nova Loja Kindle Brasil. São mais de 1,4 milhão de eBooks com preços em reais, incluindo mais de 13 mil eBooks em português e o maior número de títulos da lista dos mais vendidos da Revista Veja, mais que qualquer outra livraria digital. A Loja Kindle também possui a maior quantidade de livros gratuitos em português, com mais de 1500 títulos. 

Você vai encontrar eBooks que só existem na Loja Kindle, como a coleção Diário de Um Banana e os eBooks do campeão de vendas Paulo Coelho. Outros títulos incluem eBooks do poeta Vinicius de Moraes, do roteirista e jornalista Nelson Rodrigues e um eBook gratuito do cartunista Ziraldo."

O lado ruim dessa notícia é que o consumismo está me sondando pra comprar o novo kindle, por causa da touch screen e da luz interna (que você pode desligar, ou diminuir o brilho). Um colega meu do trabalho comprou e me mostrou aqui.

Meus posts sobre o kindle.
O site brasileiro da Amazon.


3. Natal está chegando e com ele toda aquela onda de incentivo ao consumismo e à gula. Estou me preparando psicologicamente e pensando em alternativas para lidar com tentações, parentes e expectativas alheias. Depois escrevo um post sobre isso.


4. Meu tropeço acabou sendo uma coisa muito boa, no fim das contas. Estou com as energias renovadas. Sinto que já estava entrando no automático, achando que já tinha internalizado o minimalismo. Agora estou motivada novamente.


5. Voltando ao tema natal, sempre tem gente querendo fazer amigo oculto, certo? Em uma lista que participo (das blogueiras feministas), as meninas tiveram uma ideia muito legal. Fizemos um amigo oculto de livros usados. Assim, a gente tem todo o lado bom da troca de presentes (o carinho de quem te deu o presente, ganhar algo inesperado e a confraternização), sem o consumismo. Achei lindo!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Aproveite o natal: esvazie as gavetas e encha alguém de alegria!

Às vezes, a gente tem um monte de coisas pra doar e não sabe muito bem para quem. Pois a época de natal é ótima: um monte de associações faz campanhas para conseguir roupas e presentes. No meu trabalho, o setor de pessoal apadrinha um orfanato e abre uma lista com o nome, tamanho e número de sapato das pessoas que estão precisando. Não é prático?

Eu recomendo fortemente: além de diminuir o número de objetos que a gente possui, sabemos que vamos deixar alguém feliz. 

Outra tática que eu uso (e a que irmã D. acha biltrice), é presentear pessoas que eu gosto muito com coisas que eu também gosto muito e que acho que elas vão aproveitar mais. Não sei onde está escrito que presentes têm de ter saído diretamente da loja. 

É claro que os presentes têm de estar com cara de novos: eu não dou perfumes pela metade, nem hidratantes abertos. Mas já dei livros. E tenho aqui na gaveta de presentes - que agora é caixa de presentes - colares e pulseiras que comprei em viagens e nunca usei, porque não sou fã de acessórios. Ou seja...


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Casamento: um desafio minimalista

Nesse fim de semana, tive um casamento para ir. Mais do que isso: eu era madrinha e a noiva é minha prima e grande amiga.

O presente foi tranquilo de escolher. Ela deu opções e eu escolhi o que podia ser mais útil. O desafio começou na hora de me arrumar.

As exigências sociais para mulheres são muitas. Era mais do que esperado que eu passasse o dia no salão fazendo penteado, maquiagem e unhas. Eu perderia a tarde inteira e mais um tanto de dinheiro que não estou podendo gastar.

Fiquei pensando em como essa exigência é injusta, e como a graça do casamento é encontrar as pessoas, se divertir, presenciar o ritual. E nada disso depende do salão.

Eu no casamento,
de cabelos naturais
e com meu copo
d'água.
Tem uma outra questão também. Há cerca de um ano, resolvi assumir meus cabelos anelados. Não foi fácil. Quem tem cabelo enrolado sabe a pressão que é para mantê-lo liso de qualquer jeito, mesmo que seja usando formol, que faz mal pra saúde. Eu sofri muito e me sujeitei muito por bastante tempo, mas venci isso e hoje uso meus anelados feliz e orgulhosa. Não queria então, justamente numa data importante quanto um casamento, estar de cabelo liso.

Abri mão do salão. De tarde, fiquei em casa assistindo Arquivo X e dei uma cochilada, para estar pronta e animada pra festança.

Quando cheguei lá, desafio 2. Como não exagerar? Aquele tanto de comidas e bebidas. E eu gosto de uma bebidinha, viu? Mas aí fiquei pensando na ressaca do dia seguinte e nas coisas que eu não ia lembrar se eu me entregasse ao wiskie. Então eu bebi, mas pouco, e sempre bebendo água nos intervalos. Não abusei dos salgados e doces também, para não me dar sono antes da hora. Mas fui comendo um pouquinho de tempos em tempos pra manter o pique e o estômago intactos.

Resultado: me diverti muito, me emocionei, dancei, tirei fotos, abracei pessoas queridas. Fui bem feliz. Como tinha dormido à tarde, aproveitei tudo inteirona. Como não bebi em excesso, no dia seguinte eu estava pronta pra outra. Ganhei uma tarde e um dia inteiro. E não perdi nada.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dando e recebendo presentes

Um dos problemas quando você se torna uma pessoa minimalista é convencer as pessoas que você não quer ganhar mais objetos nas datas festivas. Você explica que está diminuindo suas posses, que gosta de experiências e de consumíveis, mas o povo acha que é da boca pra fora e continua te dando coisinhas, mesmo você pedindo chocolates e vale-livros digitais.

Enfim. É reclamar de barriga cheia, eu sei. E já desenvolvi estratégias para lidar com o fato:

Estratégia 1: pensar em algo do qual você realmente esteja precisando e pedir com todas as letras. Pudor é para os fracos. No meu aniversário, pedi para minha irmã D. um par de sapatilhas pretas. Saímos para comprá-las juntas, e elas são ótimas. Obs: assim que ganhei esse par de sapatos novos, doei um par antigo. Estou disciplinada.

Estratégia 2: botar o presente na gaveta de presentes e destiná-lo ao próximo aniversariante. Eu faço isso,  mals aê. Não vejo razão para não representear objetos, se eles estão novos em folha e são a cara da vítima, opa, do presenteado.

Outra questão é dar presentes. Quando você se torna minimalista, você passa a não gostar de dar objetos bagulhentos para as pessoas, até porque acha que a casa deles já tem bagulho demais. E aí fica difícil, porque a maior parte dos presentes disponíveis do mercado (e que o povo valoriza!) são desse tipo. As alternativas que encontrei são:

Alternativa 1: dar bens consumíveis, como alimentos e sabonetes.

Alternativa 2: combinar um programa - sair para jantar em vez de trocar presentes, por exemplo. Esse ainda não deu certo, porque no meu aniversário preferi sapatos. Mas está na lista de possibilidades.

Alternativa 3: dar experiências. Nossos sobrinhos vão viajar no começo do ano, então decidimos presenteá-los com ingressos para parques.

Agora estamos quebrando a cabeça para decidir o que pedir no natal. Como não vamos ter nem mais casa, é possível que as pessoas acreditem que, de fato, não queremos ganhar cousas. Será que rola de pedir dinheiro?