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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nem só de tralhas físicas se faz um acúmulo

Semana passada, eu falei sobre meu processo de diminuir o acúmulo de livros físicos. Lembrei de um outro acontecimento que eu nem contei aqui, mas vale a pena.

A gente sempre foca em diminuir objetos físicos, e não se preocupa tanto com os digitais. Parece que o espaço digital é infinito. Mas não é.

Eu tenho um kindle, que amo e uso muito desde 2011. Ao longo desses anos eu fui comprando livros, baixando outros de domínio público, mandando artigos e principalmente um tantão de fanfictions para ele... Para organizar a coisa toda, eu usava coleções e só guardava o que eu tinha gostado muito e planejava reler. 

Mesmo assim chegou um belo dia que eu recebi um e-mail da Amazon falando que eles iam me passar a cobrar pelo uso da Amazon Cloud Drive. E eu fui ver que tinha estourado meu limite gratuito de espaço.

O que mais ocupava espaço eram uns PDFs - que o kindle lê, mas os arquivos ficam muito pesados. Mas além deles tinham centenas (sim... centenas) de livros, artigos e fanfictions. Como eu tinha acabado de comprar o kindle paperwhite, aproveitei o momento simbólico e apaguei tudo. TUDO!

Os livros que eu comprei pela Amazon continuaram lá (inclusive o que eu estava lendo no momento). O resto foi-se. A maioria das coisas, se eu quiser reler, procuro de novo na internet.

O kindle paperwhite quando tinha acabado de comprar e aconteceu o caso.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A leveza de sair de todos os grupos do whatsapp

Saí de todos. Eu sempre evitei entrar em grupos, mas eu participava de alguns poucos. Só que é aquela coisa... Eram aglomerados de pessoas, unidos por se conhecerem e não necessariamente por compartilharem interesses. E com o tempo eu fui percebendo que essa falta de temática levava as conversas a serem dominadas por: piadas e fotos.

Fotos eu já vejo nas redes sociais. Eu tenho facebook, tumblr e instagram. Todos já cumprem bem seus papéis. Geralmente o que eu via nos grupos, já tinha visto em algum desses outros.

O humor da maioria das piadas que surgem em grupos de whatsapp não é muito pra mim. Infelizmente o humor de massa ainda é dominado por machismos, racismos, escatologia... E são todas coisas que não me fazem rir. Eu rio de muitas piadas na internet, mas infelizmente não são as que chegavam por mim nos grupos.

E, por fim, a gota d'água, foi quando começaram as discussões políticas rasas cheias de ódio. Eu gosto de discutir política, mas vamos combinar que não dá para fazer isso pelo whatsapp. É pouco espaço, muita gente, difícil de digitar. Não dá. Aí quando a discussão parte para o ódio e o desrespeito... Realmente ficou meio demais para mim.

Saí de todos de uma vez. Não entrarei mais em nenhum. Estou bastante aliviada. Nem imaginei que ia fazer tanta diferença, tanto em consumo de tempo quanto de energia. Mas foi uma ótima escolha.


P.S: Na verdade, eu gosto muito do aplicativo para enviar mensagens para os outros, apenas os grupos que eu acho que não são muito pra mim.

Pra combinar coisas e dar avisos, acho ótimo e muito prático.

terça-feira, 24 de março de 2015

Desafio: limpar caixa de entrada

Eu tenho o péssimo hábito de deixar para depois lidar com e-mails. Claro que não chega aos pés de quem deixa e-mails não lidos na caixa. Eu leio e, se for pra deletar, já deleto. Mas aqueles que precisam ser respondidos ou exigem uma outra ação acabam se acumulando. No trabalho, eu não faço isso. Sou super eficiente. Mas não tenho o mesmo cuidado com os meus pessoais. Eu enrolo, deixo para depois, e tem coisa que acaba nunca sendo resolvida.

Mas eis que comecei a ler o Zen to Done, do Leo Babauta. Vou ler com calma e deixar para escrever mais sobre ele depois. só queria adiantar que lidar com sua caixa de entrada é um dos temas que ele já ventila no começo, e que a carapuça me serviu perfeitamente. 

Eu tenho ainda o hábito de guardar links para ler/ver depois, que só vão se acumulando.Um monte deles já nem deve estar no ar mais...

Então estou me lançando este desafio. Vou dedicar 15 minutos da minha manhã, e mais 15 minutos da minha tarde religiosamente a lidar com a minha caixa de e-mails e meus links não lidos. Vou começar dos mais recente e ir descendo pros mais antigos, para não correr o risco de os recentes caducarem. Os antigos já estão no limbo mesmo... Vou evitar que mais coisa entre pro limbo, e ir tirando o que está lá aos poucos.

Estou atualmente com 27 e-mails na minha Caixa de Entrada, 29 na "Social"e 14 na "Promoções".


Boa sorte para mim. Vou contando aqui os resultados. Quem quiser me acompanhar no desafio, será super bem vindo...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Descadastrando de novo

Há um bom tempo, eu resolvi me livrar de e-mails de propaganda e me descadastrei de todos, jogando para o spam o que não consegui descadastrar.

Mas o tempo passa e hoje reparei que eu voltei a receber montes de e-mails e newsletters com propagandas diversas. A maioria é de lojas de coisas para casa onde fiz compras pra montar a minha. Mas agora já deu. A casa já está montada. Não preciso mais. Além disso, tinham alguns de sites onde me cadastrei para alguma coisa específica e alguns casos que nem sei explicar.

Então lá fui eu descadastrar de novo.

Estou percebendo cada vez mais que a vida é assim mesmo. Não adianta acharmos que já fizemos tudo e que minimalizamos a vida toda. É preciso estar sempre atento. Além disso, a gente tem que ficar esperto para não cair em velhos hábitos, principalmente quando são aqueles tão impostos sobre a gente.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Bibliotecas, amigas do peito

Quando vou ficar mais tempo em um lugar - e saco alguma coisa da língua, claro - uma das coisas que eu faço com muita alegria é me associar à biblioteca mais próxima. Na França é bem fácil, e quando há uma taxa, ela é baixa. Em Lisboa também foi tranquilo, e de graça.

Vocês não imaginam - ou talvez imaginem, sim - a minha felicidade ao entrar no sacrossanto abrigo dos livros (e das revistas. E dos quadrinhos. E dos jornais). Até suspiro de contentamento. Cada biblioteca é diferente, mas todas elas têm suas estantes, suas obras separadas por temas, seu delicioso silêncio.

Na cidades francesas em que fiquei um mês, frequentei bibliotecas monumentais, mas aqui em Nancy a mais próxima (um quarteirão e meio!) é bem pequetita. Não está nem informatizada ainda. Não tem cartão de associado, mas uma bonita ficha amarela de papel. O bibliotecário que fez minha inscrição foi me apresentar o estabelecimento - e foi coisa de meia dúzia de passos e dois minutos.

Mas não tem problema. Estou ficando só duas semanas aqui, e a biblioteca Trois Maisons - que fica ao lado do colégio do mesmo nome - é mais que suficiente pra mim. Voltei pra casa carregada com os 12 documentos que posso pegar de cada vez: 8 livros e 4 revistas, para treinar o francês e a cultura francesa. (Na França, as revistas femininas são feministas, gente! Dá pra ler sorrindo em vez de rangendo os dentes.)

No Brasil, eu frequentava a biblioteca dos colégios e da universidade (no dia em que descobri a da faculdade de Letras da UFMG, fiquei em estado de graça), mas nunca as públicas. Então, nem sei dizer se são boas. É uma mancha no meu currículo, que pretendo retificar assim que eu voltar.


Meu amor por livros não diminuiu, mas não queria voltar a ter uma "bibliotequinha particular" física em casa. É tentador, mas um armário grande cheio de volumes a que basicamente só eu e o Leo tínhamos acesso não faz mais minha cabeça. Para o futuro, vejo livros digitais e bibliotecas, muitas bibliotecas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A maravilhosa sensação de deletar tudo

Com a era digital e o cada vez maior espaço em dispositivos e na nuvem para guardar arquivos, a gente tende a acumular tranqueiras virtuais das mais diversas. Como elas não ocupam espaço físico e não ficam se fazendo perceber o tempo todo, muitos não se incomodam. Então vamos guardando inúmeros vídeos, fotos, músicas, textos e por aí vai em nossos celulares, computadores, tablets e na nuvem com seus dropboxs, google drives e afins. 

Só que o minimalismo e o desapego de objetos físicos em excesso me levou também a ficar incomodada com o número enorme de arquivos digitais que eu vou juntando, então volta e meia me dá a louca, eu pego um dispositivo ou programa, salvo uma coisa ou outra no meu computador (é onde eu centralizo as coisas) e deleto tudo. Às vezes, até formato.

Adoro fazer isso com o celular - deletando tudo da pasta do whatsapp, todas as mensagens, todas as anotações etc. Faço também com minha caixa de entrada do gmail, com a área de trabalho do computador, com o memory card da câmera fotográfica e com o pen drive.

É fato que diminuir o tanto de memória ocupada sempre melhora o desempenho do programa/dispositivo. Além disso, fica muito mais fácil achar alguma coisa que se precisa se tiver menos opções disponíveis. Mas a verdade é que fazer isso tem tido um efeito além do lógico em mim. Não sei se estou ficando neurótica, mas sei que fazer isso me dá uma sensação de alívio e leveza deliciosa. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Limpando a memória dos dispositivos

Na hora do almoço, uma colega de trabalho estava reclamando da lentidão do seu celular para acessar dados, e outra colega sugeriu que ela limpasse a memória do aparelho. Eu não tinha pensado nisso. Uma ótima ideia!

Os dispositivos eletrônicos - computadores, tablets, celulares etc. - guardam um monte de coisas automaticamente nas memórias deles. Para liberar espaço, e assim conseguir um melhor desempenho, é uma boa fazer o seguinte de tempos em tempos:
  • Apagar os arquivos que o navegador guarda (histórico, cookies, campos de formulários etc.);
  • Dar uma olhada na pasta para onde vão automaticamente os downloads realizados e checar o que você quer manter (e passar para a pasta adequada) e o que pode ser jogado fora (e deletar).
  • Limpar a memória dos aplicativos do celular e do tablet (ideia da minha colega). Por exemplo, quando você checa o Facebook no celular, ele faz download dos conteúdos todos, e fica guardando aquilo na memória do aparelho durante um tempo. Achei essas dicas aqui de como fazer essa limpeza (e outras coisas mais para liberar memória) no Android.
  • Esvaziar a lixeira.
Além disso tudo, eu gosto de sempre dar uma fuçada no computador e no celular para ver se tem coisa lá que eu possa deletar: arquivo que perdeu a relevância, que tem repetido (e sempre me espanta como eu salvo o mesmo arquivo várias vezes com nomes diferentes ou em locais diferentes) e demais descartáveis.

Fica tudo bem mais rápido e leve.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Área de trabalho minimalista

Comecei a organização do meu computador com o mais simples e visível: a área de trabalho. Estava cheio de atalhos de programas e de arquivos variados. Aquele tanto de coisa na tela tira o foco, cansa.

Para começar, coloquei todos os arquivos em pastas ou exclui. Não vou mais salvar outros ali. A gente perde o controle rapidinho. Aí fica aquela bagunça lá.

Deletei os atalhos. Acesso tudo que preciso via botão do windows.

Agora, na minha área de trabalho do PC (meu computador particular), tenho apenas a lixeira. Eu gosto de tê-la na área de trabalho para vê-la sempre vazia e não ir esquecendo coisa lá. Mas quem não tem essa loucura minha, pode deixar até a lixeira fora.

Tem ainda o menu de inicialização rápida. Ali eu deixo só a hora, o ícone do volume, da bateria e da rede, que são coisas que eu monitoro constantemente. O resto, não precisa ficar visível.

Na minha área de trabalho do Mac (computador do trabalho), não há mais arquivos também. Só deixo o dock, com os ícones dos programas que eu uso todos os dias.

Na hora de escolher papéis de parede, eu prefiro algo escuro, para não cansar a vista mais do que o necessário. Talvez no futuro eu deixe tudo pretão. Por enquanto, está assim: