Mostrando postagens com marcador doar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mais de três ano, e ainda desapegando

Quando comecei esse processo de desapego, sentia uma leveza impressionante. A cada sacola cheia de lixo ou doações, era um peso que saía das minhas costas e um espaço enorme que se abria nos meus armários, estantes etc.

Eu acreditava que iria aos poucos me desapegando das coisas, e que depois de algum tempo eu iria chegar a um ponto ideal de posses, e que então seria fácil não comprar coisas em excesso (comprar nunca me atraiu muito mesmo) e assim manter esse estado de equilíbrio. Mas não...

Lá se vão mais de três anos de busca pelo minimalismo, e é impressionante como até hoje eu ainda tenho coisas em excesso. Volta e meia eu olho uma gaveta, ou aqueles cantos em que guardo coisa que não uso tanto, e vejo algo ali que eu não preciso, ou que ficou velho demais. E lá vai mais coisa para doação.

Não tem jeito. É um processo constante, mesmo para quem tem relativamente poucos objetos. E isso é normal. O importante é não baixar a guarda, e continuar desapegando.

A parte de cima do guarda-roupa é um lugar onde tipicamente se junta coisa

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Desapegando das roupas velhas, parte III

Depois da última reflexão, fui dar um jeito de desapegar de algumas peças de roupa velhas do meu armário. Por uma dessas coincidências da vida, uma prima minha me ligou dando a ideia de a gente fazer um novo encontro de trocas

Então, juntei todas aquelas coisas que eu queria doar e ainda algumas roupas que ainda estavam novas, mas que eu não gostava muito. Se as minhas primas gostassem, eu ficaria mais feliz de tê-las usando as peças do que se fosse eu. 

Encontramos, nos divertimos e trocamos muita coisa. Só que todas levamos mais coisas do que pegamos das outras (o que nos faz pensar no tanto que consumimos, certo?). Então tivemos a ideia de juntar todo o excesso e doarmos. Minha prima levou duas sacolas para doar na igreja dela e minha irmã levou mais um tanto de sacolas para doar na escola pública em que ela trabalha.

Foi uma ótima oportunidade de encontrar pessoas queridas, renovar o guarda-roupa, se livrar de coisas desnecessárias e ainda ajudar quem precisa. Só pontos positivos.

As sacolas que minha irmã levou para doação. Muita coisa!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Saudades dos meus lápis

De vez em quando, me lembro de objetos dos quais me desapeguei e tenho saudades. É raro, mas acontece.

Há uns dias, do nada, fiquei pensando nos meus lápis de desenho. Já fiz aula de desenho e, portanto, tinha vários lápis de grafites diferentes, duros e macios. Eles foram despachados quando doei material escolar em uma campanha no trabalho.


Aí fiquei tentando analisar o evento para (me) entender.

Primeiro eu disse a mim mesma que me livrei de centenas de coisas e, portanto, sentir falta de uma ou duas não só é razoável, como não torna a experiência um fracasso - muito antes pelo contrário. Estatisticamente, é uma vitória.

Depois eu me lembrei que não usava os tais lápis há anos. Tipo muitos. E que, embora eu goste de pensar não sou uma pessoa que desenha. Posso até voltar a ser, mas no momento - e nos últimos 10 anos! -, não está rolando. Então é muito melhor que o material esteja sendo usado por alguém.

Conclusão: as saudades dos lápis foram causadas por apego (até compreensível) ao passado. Mas, ao doá-los, o que eu fiz foi me livrar de objetos que não mais me representavam. (E eu nem despachei materiais caríssimos e difíceis de achar: esses lápis a gente encontra fácil em papelaria.)

Conclusão 2: tá tudo bem.

* * *

Atualização: o Leo sugeriu que eu baixasse um aplicativo grátis para desenhar com o dedo. Achei uma boa ideia e baixei o PaintJoy. Não é a mesma coisa - desenho muito melhor lápis do que com dedo, juro -, mas achei bem legal - o programinha deixa você usar um monte de texturas (lápis, aquarela, pastel...). Deu para matar as saudades e me divertir bastante.

Tosco mas proporcionou muitos minutos de alegria.
O gatinho está mal-humorado porque ele tem óculos mas não tem livro. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A técnica do "Usa ou Rua"

Volta e meia a gente tem dúvida se abre mão de alguma coisa ou guarda, não é? Os motivos são vários: vai que eu preciso, eu já comprei mesmo, não sei se gosto ou não disso. Dúvidas. Normal.

Tem uma técnica que acho legal que é a da "Caixa do Talvez". Conhecem? É assim: você guarda todas as coisas que tem dúvida dentro de uma caixa e guarda a caixa. Se você não precisar do que está lá dentro em um determinado tempo (3 ou 6 meses, você decide), você abre a caixa e doa ou joga fora tudo que está dentro.

É até uma boa ideia, mas acho que não serve para todos os casos. Por exemplo, se a coisa está escondida, eu posso não lembrar que ela existe em um momento no qual seria útil.

Então eu inventei uma técnica complementar: a "Usa ou Rua".

As regras são assim: eu separo essas coisas que tenho dúvida e tenho que usá-las na primeira oportunidade. Se eu não usar ou usar e achar ruim, rua. Não adianta eu inventar desculpas para mim mesma (não usei hoje, mas outro dia posso usar e tal). Inflexível assim.

Comecei pegando uma blusa que eu ganhei de aniversário há um ano e nunca usei. Ela é bonitinha e eu sempre fico pensando em usar, mas acabo nunca escolhendo. Como agora ela estava participando do "Usa ou Rua", assim que fez calor (blusa sem manga), eu coloquei e fui sair.

Acontece que a alça da blusa ficou me incomodando o tempo inteiro. E eu não podia fazer certos movimentos que meu decote ficava assim... Meio demais. Não dá, né? A blusa não passou no teste e foi doada.

O legal dessa estratégia é que você acaba descobrindo ou lembrando porque não usa alguma coisa. Se uma roupa é tão difícil de combinar que você nunca usa, rua. Se você passa um perfume, mas ao longo do dia ele fica enjoativo, rua. Se a centrífuga de fazer suco dá tanto trabalho de lavar que é mais fácil usar o liquidificador, rua.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um outro lado do desapego: quem ganha

A gente sempre fala sobre como é bom desapegar das roupas, dos livros e dos objetos que temos para ganhar mais espaço, mobilidade e liberdade; mas a gente nem sempre se lembra do outro lado, que é mais importante ainda, que é de quem recebe isso tudo.

Os objetos existem para serem usados. Um livro juntando poeira em uma estante, um eletrodoméstico encostado em um canto da casa desligado e uma roupa não usada no armário não são nada. E enquanto você está ocupando espaço com aquilo, outra pessoa poderia estar lendo um livro novo, ouvindo música no som que ganhou ou tendo uma roupa pra usar.

Lembro quando a Lud foi se mudar pela primeira vez e me deu uma caixa cheia de livros. Devorei os livros. Li todos. Fiquei tão feliz!

Lá em casa tinha um freezer de muito tempo atrás, da época que minha mãe não trabalhava fora então cozinhava sempre em casa. Já há alguns bons anos, o freezer quase não era utilizado. Até que minha mãe desapegou e deu o freezer pra porteira lá do prédio, que ficou super feliz, porque ela sim tinha muitas utilidades para o freezer. Ela ficou feliz. Minha mãe ficou feliz.

Blusas fofas e novinhas, mas
não muito adultas.
Eu tinha umas blusas lindas, mas meio infantis, que eu trouxe da Disney quando eu trabalhei lá. Tudo praticamente novo. Comprei porque eu tinha desconto, armadilha que não me pega mais, mas já me pegou muito nesta vida. Dei para minha mãe dar para uma das alunas dela. As roupas eram novas. A menina ficou feliz. Eu fiquei feliz.

Quando fui desapegar dos cosméticos, dei uns hidratantes pra minha mãe. Ela usa muito e estava tendo que comprar. Eu não uso nunca e tinha uns 5 no armário. Todo mundo ficou feliz.

Às vezes, quando eu fico com dó de me desfazer de alguma coisa que eu não uso, eu penso na alegria que aquilo pode dar a alguém e isso me ajuda logo a decidir.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mais uma edição no guarda-roupa

Eu tinha um montão de portas de armário mais uma cômoda grande, e agora tenho duas portas (que eu divido com o Leo) e duas gavetas. E mesmo assim ando achando que está sobrando roupa - isto é, tem várias que eu não uso.

No domingo aproveitei para investigar essa impressão mais a fundo. E era verdade. Enchi três sacolinhas com blusas, casacos e roupas de ginástica que estavam encostadas faz um tempo. Eu faço caminhadas com frequência, mas prefiro short ou calça larguinhos - cansei desse negócio de mulher ter de usar roupa colada. As calças de ginástica eram justas e estavam guardadas porque eu tinha a ilusão que um dia eu ia começar a fazer ioga e precisaria delas. Como até hoje não comecei, acho que posso destinar, né não?

Também comecei a me desfazer das peças repetidas, mesmo que em bom estado: quem precisa de seis ou sete pijamas? Dois quentinhos e dois frescos está mais do que bom (um dia eu chego a um de cada, mas só quando eu tiver máquina de lavar em casa, ou arrumar uma lavanderia mais eficiente).

E descobri um lugar legal pra doar tudo isso: o Hospital de Base de Brasília.

Armário mais vazio e mais feliz