terça-feira, 23 de junho de 2015

Desapegando da necessidade de saber tudo

Vivemos a era da informação. Tem tanta coisa acontecendo o todo tempo! E, com a internet, agora não temos apenas a informação vinda da imprensa oficial (ainda bem!). Todos podem e muitos produzem conteúdo na internet. E por mais que isso seja uma coisa boa, e com certeza é, gera um número de informação gigantesco, que a gente simplesmente não consegue absorver. O problema é que a gente (pelo menos eu, se não presto atenção) tenta.

A gente se preocupa sempre em saber o que está acontecendo no mundo, mesmo que não faça a menor diferença em nossas vidas - um ator que morreu, um avião que caiu do outro lado do mundo, alguém que matou alguém, os resultados do futebol... Enfim...

E a gente não acompanha só notícias. Queremos saber o que nossos amigos estão fazendo e sobre o que estão falando. É um dos motivos de vivermos de olho nos nossos celulares, tablets e computadores.

E para alguém com mania de controle como eu é mais difícil ainda resistir. Eu não posso ver uma notificação e não correr atrás para descobrir o que é. Mas estou tentando me educar.

Para facilitar minha vida, eu desabilitei a notificação de tudo. Não recebo e-mail quando acontece algo novo em qualquer rede social. No celular e ipad, não permito notificação daquelas que pulam na tela de nada. Para saber o que está acontecendo em cada rede, eu tenho que entrar lá.

Mas isso é só um facilitador, e o efeito é limitado. O trabalho maior é mental. Eu decidi parar de acompanhar tanta notícia inútil. Tento me lembrar disso a todo momento.

18 comentários:

  1. Tamo junta! o/ A ignorância tem sido uma benção.

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  2. Eu acabei de conhecer este blog, e fui lendo, lendo, cheguei a publicações de agosto do ano passado. Essa cultura consumista me incomoda por vários motivos, principalmente pela pouca atenção às condições de trabalho... Enfim, fiquei com uma pulga atrás da orelha, qual o seu objetivo em ser minimalista? Consegui ver que você economiza tempo e dinheiro, mas o que você faz com esse tempo e dinheiro que economiza? Algumas postagens me chamaram atenção, como um sobre gatos (pelo que entendi, a autora não escreve mais aqui). Ela diz que animais de estimação nao sao compatíveis com o mínimalismo. Então o que é compatível? Que tipo de retorno positivo esse minimalismo traz? Economizar tempo com o gato pra ganhar tempo com o que?

    Por outro lado, a postagem que fez mais sentido foi uma sobre a necessidade de bens coletivos para prosseguir com desapego. As bibliotecas são fundamentais. Eu tenho uma coleção de livros, enquanto leio um, cem estão de lado. E o que eu posso fazer? Eu uso esses livros pra trabalhar, alguns foram dificílimos de achar, e se eu perder ou doar provavelmente não vou achar mais.

    O comentário foi longo, mas resumindo: faz sentido esse minimalismo, porém, qual é o objetivo?

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    1. Oi, Ligia!

      Obrigada pelo comentário. Eu comecei a escrever uma resposta, mas foi ficando tão grande que eu vou publicar como post amanhã, ok?

      Vi que a Lud já respondeu embaixo sobre o lado dela. Ela não escreve mais com tanta frequência aqui, mas volta e meia aparece. Ela tem um blog pessoal onde escreve sobre temas mais diversos. Mas este blog ainda é nosso.

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  3. Oi, Ligia! Fui eu que escrevi sobre gatos. Você entendeu que os animais de estimação não são compatíveis com o minimalismo? Então não me expressei bem. A minha conclusão é que eles dão trabalho e despesa, sim, mas enriquecem a vida, e é isso que a gente quer! A minha ideia de minimalismo é eliminar o que não é importante e significativo para se dedicar ao que é. Se a gente gosta de bichinhos, bichinhos nós teremos!

    Cada um tem um objetivo para adotar o minimalismo (mais um dos motivos pelos quais ele é tão legal). O meu foi sair viajando, ó:
    http://minimalizo.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html
    Mas gosto tanto que estou inclinada a adotar pra vida.

    Quanto aos seus livros, não tem saída: você precisa deles para trabalhar, logo eles são importantes - e portanto é necessário mantê-los. Mas, se daqui a uns anos, você parar de trabalhar com esse tema, ou os livros ficarem desatualizados, pode se desfazer deles.

    Respondendo à sua pergunta: o objetivo do minimalismo? Depende de cada um. Há quem queira se sentir mais livre. Há quem queira ter mais tempo. Há quem queira economizar. A escolha é sua.

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  4. Faz algum tempo que penso assim, gostei do assunto. Não tenho face e outros... E quanto as informações que se refere ao País, estão muito cansativas, muda a toda hora. Então decidi não me envolver. Gosto de estar bem informada, mas como não tem nada de "bem" nas informações... melhor não entulhar a cabeça com noticias sem conteúdo. Tenho dito para mim mesma... não sou obrigada a saber tudo.

    Abraço

    Maria

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    1. Exato, Maria. A gente não precisa saber de tudo, e muitas vezes não dá nem para confiar nas fontes. Como tudo na vida, acho que é uma questão de achar o equilíbrio mesmo. Buscar informações que de fato nos acrescente alguma coisa, e não sair simplesmente consumindo tudo, concorda? Abraço!

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    2. Sim, Fernanda... concordo! Eu diria que, nossa alma não daria conta de tanto entulho.

      Abraço!

      Maria

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  5. Por me acontecer o mesmo, eu nao tenho mais a app do face no cel. Vou tirnar a instalar depois por motivos de negocios. Sou artesã. Algumas clientes so tem face e nem usam email.
    fa meses nao uso fb no cel
    E nao sinto a menor falta.
    Uso agora mais o instagram e voltei a escrever mais no blog o q me deu mais prazer. Mais satisfaçao.
    Pra mim ta otimo assim :)))

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    1. Que ótimo, Luly! Eu acho o aplicativo do fb muito pesado e chato. Boa ideia... Vou desinstalar também :)

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  6. Oi Fernanda,

    Eu estou nessa faz tempo. Primeiro larguei os programas de notícias na TV. Facebook eu não tenho, e agora também estou largando os sites de notícias. Cada vez que eu leio uma notícia e leio os comentários sobre ela, eu perco um pouco a esperança que a humanidade vai melhorar. Como eu acho que preciso um pouco dessa esperança para viver, estou evitando esses acessos. Acho que as pessoas costumam mostrar o seu pior lado nos comentários, mas mesmo assim não é uma coisa que me faça bem ver quão intolerante as pessoas podem ser.

    Um abraço, Daniela

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    1. Daniela, eu comecei assim também e foi um alívio. São poucos os lugares (este blog, por exemplo) onde você pode ler comentários sem ficar deprimida.

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    2. Oi Fernanda! Também estou nessa vibe...rs. Cheguei a conclusão que é perda de tempo me atualizar nestes sites e como a Daniela disse, também fico sem esperanças com os comentários e a forma como as notícias são transmitidas. Agora me dedico a procurar assuntos de meu interesse.

      Parabéns pelo blog. Bjos.

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    3. Obrigada, gente! Eu fico muito feliz com o nível dos comentários aqui. Os de site de notícia e de facebook realmente dão um desânimo... Eu saí de grupos do whatsapp por causa disso também. É muita raiva, muita agressividade e muita mentira. Assim como acontece com você, Daniela, isso também me faz mal. Quero não.

      Um abração!

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  7. Tô nessa situação. Reavaliando essa enxurrada de informações e sua relevância para a minha vida. Seu blog parece que foi feito para mim. Obrigada. Dentre os muitos feeds de páginas na internet que exclui, guardareio seu com carinho, pois me incentivou a buscar viver melhor:)

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    1. Que bom, Inês! Fico muito feliz. Obrigada por toda o carinho e por me acompanhar nessa caminhada ;)

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  8. Muito bom! :) Em 2011 escrevi um artigo sobre isso, as pessoas confundem ser "bem informado" com ser "muito informado". Muitos de nós sofremos com excesso de informação, mas ao mesmo tempo estamos mal informados sobre aquilo que nos diz respeito diretamente e que vai fazer diferença em nossas vidas. www.meutedio.com.br/2011/04/bem-informado-x-muito-informado.html.

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    1. Tem toda razão, Helen. A questão toda é saber escolher melhor, e não sair consumindo passivamente tudo que aparece para a gente.

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