sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A minha independência financeira

Desde que eu desisti de comprar um apartamento e resolvi investir o dinheiro, comecei a me educar financeiramente, e tem sido ótimo. Leio livros, acompanho blogs, registro e analiso minhas finanças.

Vou comentar aqui a respeito da chamada independência financeira.

É quase um consenso que ser independente financeiramente, no contexto dos investimentos, é ter um rendimento mensal do seu dinheiro aplicado (na poupança, em ações, em imóveis, no tesour direto, tudo junto...) capaz de arcar com todas as suas despesas e ainda manter seu poder de compra.

Manter o poder de compra quer dizer que só é considerado rendimento mesmo o que estiver acima da inflação, porque caso contrário é correção. Por mais que você tenha 1000 reais em um mês e 1100 no próximo, se você for capaz de comprar as mesmas coisas que comprava com 1000 agora por 1100, você não ganhou nada.

Então... Tudo isso pra dizer que, no mundo dos investimentos, o pessoal discute qual seria o número mágico da independência financeira. E eu me sinto muito por fora nessas discussões.

Eles querem investir para não trabalhar mais. E colocam o ideal de rendimento mensal como algo por volta de 10 mil reais.

Primeiro, que eu não queria deixar de trabalhar. Eu gosto de trabalhar, mas eu quero poder trabalhar menos (6 horas por dia, ou 4 dias por semana, talvez). Quero também poder sair de um eventual emprego desagradável e ficar um tempo tranquila procurando um que eu queira, e não ter que aceitar o que aparecer.

Segundo, se eu já tiver um apartamento mobiliado e bem localizado, eu acho que não preciso de 10 mil reais por mês. Se eu conseguir manter o apartamento, praticar meus esportes, sair ocasionalmente, viajar uma ou duas vezes por ano e manter meus gastos com saúde e alimentação, para mim está lindo. Algo que mudaria esse panorama seria ter filhos, o que não está nos meus planos.

Claro que ter mais do que isso seria ótimo, mas aí vai ser questão mesmo de pesar o que eu vou precisar fazer pra conseguir esse dinheiro a mais, e ver se vale a pena.

Então é isso. Ao contrário da maioria do pessoal dos blogs, minha independência financeira é fácil de alcançar. É aquela que me dá liberdade. Em pouco tempo, creio que eu chego lá.

PS: Recomendo fortemente este post aqui sobre o assunto: http://queroficarrico.com/blog/2011/01/25/o-que-e-ser-rico-para-voce/. Esse blog todo, na minha opinião, é muito bom.

9 comentários:

  1. Com o que vc quer, que é igual ao que eu sempre quis, eu te indico uma coisa: faça um concurso!!!! Eu trabalho de 7h30 às 13h30, adoro meu ambiente de trabalho, tenho férias, 13, estabilidade, salário bom, plano de carreira ótimo, tudo certinho...vc parece ter a organização e disciplina necessárias, então, se quiser, faça logo! É tudo de bom, recomendo!

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    1. Ai... Nem me fala... Eu sempre fico tentada, sabe? Só não fiz ainda porque tenho medo de 1. não passar, 2. não gostar do trabalho. Será que eu faço?

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    2. O q vc faz, fernanda?
      Raquel

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    3. Em q vc trabalha, Renata?
      Raquel
      PS: queria saber o q vc fazia, fernanda.... antes....rs

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    4. Eu trabalho com treinamento e educação a distância. Faço redação, roteiro e coordeno a produção. É o que eu faço há mais de 10 anos. Eu adoro :)

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  2. Fernanda,

    Sabe, eu tinha algumas fantasias sobre isso. Sou funcionária pública desde sempre, porque passei em um concurso razoável no último ano de faculdade, que pagava bem mais que a média na minha profissão. Daí eu tinha essa ideia, de trabalhar uns anos e depois ir fazer o que realmente eu gostava (hoje não sei nem bem o que era). Depois trabalhei isso na terapia e cheguei a conclusão de que era uma fantasia de final de adolescência, que ter trabalho, por si só, já é muito bom. Bem, depois disso, batalhei e fiz um concurso melhor, esse tive que estudar muito e rodar em vários outros para passar. Sobre o serviço público, sei todos prós e contras, acho que no final tem mais prós, então aí vão alguns itens:
    1) um bom concurso requer investimento de tempo e dinheiro. Não passar é normal, raro é passar de cara.
    2) nem sempre você vai poder escolher horário e carga horária. Eu, por exemplo, trabalho 8h ao dia, das 8 às 17 (ou 9 às 18). Não tenho como pedir redução de horário para 6h diárias, que é uma coisa da qual eu gostaria bastante. E, por incrível que pareça para muita gente, tenho que cumprir rigorosamente a carga horária.
    3) o trabalho muitas vezes é chato, mas se você não gostar do trabalho ou do ambiente, pode trocar de setor sem o risco de ser demitida se reclamar.
    4) no serviço público, no geral, tudo é muito lento. As mudanças, normalmente, levam muito mais tempo que na iniciativa privada. Isso, para pessoas muito dinâmicas, pode ser um grande problema.
    5) você falou que não tem ideia de ter filhos por enquanto. A segurança é o fator chave para muita gente (e para mim). Não correr risco de ser demitida quando se tem filhos é muito mais importante do que quando não se tem.
    6) no sentido de ser independente, ter casa própria facilita as coisas de um certo modo, porque os gastos mensais diminuem (não tem o aluguel), mas ao mesmo tempo engessa porque prejudica a sua mobilidade (isso pode ser uma questão se você fizer um concurso que pode nomear para qualquer lugar do país).

    Resumindo a minha situação, eu tenho conforto financeiro, bom ambiente de trabalho e segurança, mas muito pouca flexibilidade em horário e carga horária, e não tenho perspectiva de mudar isso. Eu poderia fazer outro concurso, mas, na minha situação, isso iria prejudicar muito a minha contagem de tempo para aposentadoria (isso se a lei não mudar, mas tenho que pensar com a lei atual)

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    1. Ei, Daniela!

      Muito obrigada pelo comentário. Me fez pensar em várias coisas.

      Pois é... Eu só faria um concurso que tivesse carga horária de 6 horas. E eu não tenho vontade de me dedicar tanto para passar em um concurso. O prêmio não é tão tentador como é para a maioria das pessoas. Acho que o principal motivo disso é eu não precisar de estabilidade. As minhas economias, meu custo de vida baixo e minha empregabilidade já me dão estabilidade mais do que suficiente.

      O mesmo posso dizer de independência. Eu não tenho vontade de ter casa própria por enquanto. É como você disse, prejudica a mobilidade, e eu não quero isso. Além de ser um passivo, que consome suas economias. Eu prefiro ativos, que geram renda. :)

      E tem também a questão do trabalho. Eu adoro o que eu faço atualmente. E adoro também a velocidade com que as coisas mudam no setor privado. Acho estimulante.

      Como eu trabalho como consultora, creio que não seja tão difícil assim eu diminuir minha carga horária daqui a pouco tempo.

      Na verdade, eu adoro o meu trabalho, mas adoro a vida fora dele também e queria equilibrar mais as coisas. Se eu for morar perto do trabalho, gastando menos tempo com deslocamento, acho que já fico satisfeita. Mas se conseguir diminuir pouca coisa da carga horária, fica melhor ainda.

      Obrigada mais uma vez ;)

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  3. Olá, muito interessante seu post. Eu também estou em busca da minha IF, mas sem também não pretendo parar de trabalhar. Graças a Deus meu estilo de vida é bem frugal, livre, e com isso preciso de poucas coisas, logo acredito que atingirei a IF rapidamente. Boa sorte para nós e vamos que vamos! =)

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    1. Boa sorte para a gente, Thales!
      É muito bom isso, não? Essa liberdade e tranquilidade de precisar de pouco. :)

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