Desde o início do ano, eu e meu marido estamos pipocando de cidade em cidade, de apartamento em apartamento. O máximo que passamos parados foi um mês. Estou aproveitando a experiência para aprender, na prática, o que é essencial em uma moradia para mim... e o que não.
1) Cama confortável (porque eu gosto muito de dormir) com mesa de cabeceira e luminária. Há os minimalistas que aboliram os apoios ao lado da cama, mas eu gosto deles para colocar água, livro, relógio, o ocasional remédio. A luz é porque gosto de ler à noite.
Não preciso: de um criado-mudo cheio de gavetas. Até uma cadeira resolve.
2) Mesa + 2 cadeiras, para fazer refeições, usar o computador, estudar.
Não preciso: de escritório, de uma copa, de uma mesinha no quarto... Uma só dá conta de todas as atividades.
3) Livros. Em formato digital.
Não preciso: de estantes cheias. Já tive e adorava. Meus amigos iam à minha casa e ficavam impressionados com a quantidade. Mas o importante é o conteúdo, não o continente. No futuro, é leitor digital e biblioteca (s) na cabeça.
Continua...
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Meu pequenino quarto
Quando voltei a morar na casa da minha mãe, o único quarto disponível era o menorzinho. É nele que eu tive que arrumar um jeito de guardar todas as minhas coisas e é nele que eu faço praticamente tudo aqui em casa.
Essa foto acima foi tirada com a máquina fotográfica grudada no cantinho do quarto. Reparem que a cama fica grudada no móvel com as gavetas.
O armário tem só duas portas (dá para ver refletido no espelho). Nele ficam minhas roupas, sapatos, bolsas e, no maleiro, todos os meus livros.
Nas gavetas dos dois móveis que aparecem na foto acima, ficam todos os meus papéis, inclusive todos os da empresa que eu já tive e meus documentos pessoais. Nelas ficam ainda minhas fotos, DVDs, toalhas, o notebook com cabos, baterias e acessórios de todos os meus eletrônicos (incluindo câmera fotográfica, kindle, celular...).
Além de dormir no quarto, é nele que eu vejo TV, leio e trabalho no computador. Pela falta de espaço para uma mesa, eu comprei esta dobrável:
Colocando o travesseiro e o edredom apoiados na cabeceira, eu transformo a cama em um sofá improvisado.
Meu quarto é muito pequeno. Foi o primeiro motivador para eu buscasse o minimalismo. Há mais de um ano venho tentando diminuir meu volume de objetos. Tenho conseguido, mas ainda faltam alguns detalhes para eu ficar satisfeita. Eu queria conseguir deixar só o abajur e o tocador de música para fora de armários e gavetas. Ainda tenho 3 caixas em cima dos móveis. Quero também ir me livrando dos CDs.
Não é a situação ideal e nem sempre é confortável, mas eu gosto do meu espacinho.
terça-feira, 16 de abril de 2013
O futuro: propriedades coletivas?
Paris é repleta de livrarias, sebos e bancas. Uma beleza para quem, como eu, é alucinada por livros e revistas. Só tem um probleminha: embora na França existam muitas edições baratinhas (livros de bolso a partir de 2 euros! Revistas a partir de 1!), material de leitura custa dinheiro... e ocupa espaço.
A salvação para o dilema está pertinho: a biblioteca pública. Paris tem 71. A que eu frequento é a mais próxima da minha casa (fica a 200 metros) e lá eu encontro de tudo e mais um pouco. Todo mês tem aquisição de livros, sem falar da assinatura de umas 30 revistas. A mais nova tem de ser consultada na biblioteca, mas as passadas podem ser emprestadas.
Eu não pago nada pela biblioteca, mas se houvesse uma assinatura, eu pagaria com gosto. Talvez seja esse o futuro dos bens culturais: em vez de termos em nossa casa coleções imensas, teremos estoques coletivos. No Brasil, já tem tevê a cabo que oferece um monte de filmes gratuitos e os lançamentos sob demanda. Aí ter pilhas de DVDs em casa (a não que sejam obras difíceis de encontrar) fica obsoleto.
Eu gosto da ideia.
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| Essa é a "minha" biblioteca, a Marguerite Adoux. As poltronas estão sempre ocupadas por leitores. |
segunda-feira, 25 de março de 2013
Tamanho é relativo
Aqui em Edinburgh (ou Edimbra, como falam os locais), alugamos um apê para ficarmos 4 noites. Quarto, cozinha, banheiro e uma sala de estar/jantar.
Estamos achando enorme, espaçoso, confortável. O pé direito é alto, os cômodos não são pequenos e tem até corredor, mas vejam bem, é um apartamento de 1 quarto.
Decidimos que, se no futuro compramos/construirmos um imóvel, esse tamanho e configuração são ótimos. O banheiro fica do lado do quarto, mas como não é suíte, dá para receber visitas - que serão instaladas na sala - confortavelmente. No quarto tem mesa de trabalho e cadeira. Os armários são poucos, mas como não queremos ter muita coisa, até sobra espaço!
Quando nos casamos, alugamos um apartamento com 4 quartos e 3 banheiros. Em retrospectiva, o que me choca não é só o tamanho, mas também o fato de a gente não achar nada de mais!
quinta-feira, 7 de março de 2013
De quanto espaço a gente precisa pra viver?
Desde que me mudei para a kitchenette em Brasília, a minha resposta é: pouco. Tenho vivido em hoteis e apartamentinhos desde então, e a resposta virou "menos ainda".
Vou qualificar essa resposta, lógico. Pouco espaço, mas muito bem planejado e organizado e - muito importante - situado em um lugar que ofereça muitas atrações e possibilidades de ficar fora de casa.
Aqui em Londres, onde vamos ficar uma semana e já estamos no meio dela, estamos hospedados em um bairro central, em um apart-hotel/apartamento de 12 m quadrados. O banheiro tem mais uns 4. Nossa "casa" atual é tão lindinha e funcional que eu tenho me sentido muito aconchegada e confortável (fotos aqui).
É tudo uma questão de hábito. Eu achei o mini-apê pequetito quando me mudei para ele, no meio de 2012; hoje, quando me lembro dele, fico pensando que era espaçoso!
Isso não quer dizer que quero que todo mundo more em lugares minúsculos. Eu tenho pensado como os espaços públicos são importantes na nossa vida e como, em muitos lugares do Brasil, por questões de segurança, a gente os aproveite muito pouco.
Mas as coisas estão mudando, né? Tenho esperanças que daqui a alguns anos a gente possa aproveitar intensamente as nossas praças e parques.
Vou qualificar essa resposta, lógico. Pouco espaço, mas muito bem planejado e organizado e - muito importante - situado em um lugar que ofereça muitas atrações e possibilidades de ficar fora de casa.
Aqui em Londres, onde vamos ficar uma semana e já estamos no meio dela, estamos hospedados em um bairro central, em um apart-hotel/apartamento de 12 m quadrados. O banheiro tem mais uns 4. Nossa "casa" atual é tão lindinha e funcional que eu tenho me sentido muito aconchegada e confortável (fotos aqui).
É tudo uma questão de hábito. Eu achei o mini-apê pequetito quando me mudei para ele, no meio de 2012; hoje, quando me lembro dele, fico pensando que era espaçoso!
Isso não quer dizer que quero que todo mundo more em lugares minúsculos. Eu tenho pensado como os espaços públicos são importantes na nossa vida e como, em muitos lugares do Brasil, por questões de segurança, a gente os aproveite muito pouco.
Mas as coisas estão mudando, né? Tenho esperanças que daqui a alguns anos a gente possa aproveitar intensamente as nossas praças e parques.
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| Jardim público em Londres. Tá vazio porque é o meio da tarde, mas dali a pouco aparecem os corredores, donos de cachorros e mamães/papais com seus bebês. |
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Lições de morar em 25 metros quadrados
No dia 21 de dezembro, completamos seis meses no quarto-e-sala. Foi uma experiência ótima, e aprendi algumas coisinhas sobre viver em espaços pequenos. Lá vai:
1) Escolha é tudo. Se eu tivesse sido obrigada a me mudar para o apê minúsculo, talvez ficasse emburrada. Mas como foi uma opção, foi fácil focar no lado positivo e achar a nova casa bacaninha.
2) Espaço não é igual a conforto. Móveis confortáveis são iguais a conforto. No futuro, se eu montar casa, vou preferir uma metragem pequena, mais fácil de preencher com peças legais, a muitos metros quadrados, que custariam uma fortuna para mobiliar.
4) Alguns truques populares para lares pequenos não funcionam muito bem na prática, parte I. Chão branco: suja só de olhar, e dá um certo desconforto visual (os decoradores concordam: é melhor quando o piso é mais escuro - ainda que um pouquinho só - do que as paredes).
4) Alguns truques populares para lares pequenos não funcionam muito bem na prática, parte II.
Derrubar paredes: quando você não mora sozinha, ter pelo menos um ambiente isolado (como o quarto) funciona melhor do que um grande espaço sem divisões. Aí um pessoa pode dormir ou ler estudar enquanto a outra vê tevê ou escuta música.
5) A casa é minúscula, mas dá para decorar, sim. Em vez de objetos tridimensionais, como enfeites e bibelôs, que ocupam espaço, o truque manha é usar as paredes e fazer a festa com adesivos, gravuras, quadros e papeis de parede.
6) Móveis empilháveis são ótimos: quando não estão em uso, ocupam pouco espaço. A gente tem três mesinhas que ficam uma debaixo da outra. Se recebêssemos muitas visitas, eu também teria tamboretes ou cadeiras empilháveis.
E, por fim, talvez a mais valiosa das lições:
Sofá-cama é invenção do capeta. Até hoje não experimentei um que desempenhasse dignamente ambas as funções. Tenha dó de suas visitas: compre um sofá real e guarde um colchão de verdade debaixo da cama. Elas agradecerão, juro.
1) Escolha é tudo. Se eu tivesse sido obrigada a me mudar para o apê minúsculo, talvez ficasse emburrada. Mas como foi uma opção, foi fácil focar no lado positivo e achar a nova casa bacaninha.
2) Espaço não é igual a conforto. Móveis confortáveis são iguais a conforto. No futuro, se eu montar casa, vou preferir uma metragem pequena, mais fácil de preencher com peças legais, a muitos metros quadrados, que custariam uma fortuna para mobiliar.
4) Alguns truques populares para lares pequenos não funcionam muito bem na prática, parte I. Chão branco: suja só de olhar, e dá um certo desconforto visual (os decoradores concordam: é melhor quando o piso é mais escuro - ainda que um pouquinho só - do que as paredes).
4) Alguns truques populares para lares pequenos não funcionam muito bem na prática, parte II.
Derrubar paredes: quando você não mora sozinha, ter pelo menos um ambiente isolado (como o quarto) funciona melhor do que um grande espaço sem divisões. Aí um pessoa pode dormir ou ler estudar enquanto a outra vê tevê ou escuta música.
5) A casa é minúscula, mas dá para decorar, sim. Em vez de objetos tridimensionais, como enfeites e bibelôs, que ocupam espaço, o truque manha é usar as paredes e fazer a festa com adesivos, gravuras, quadros e papeis de parede.
6) Móveis empilháveis são ótimos: quando não estão em uso, ocupam pouco espaço. A gente tem três mesinhas que ficam uma debaixo da outra. Se recebêssemos muitas visitas, eu também teria tamboretes ou cadeiras empilháveis.
E, por fim, talvez a mais valiosa das lições:
Sofá-cama é invenção do capeta. Até hoje não experimentei um que desempenhasse dignamente ambas as funções. Tenha dó de suas visitas: compre um sofá real e guarde um colchão de verdade debaixo da cama. Elas agradecerão, juro.
| Nosso pequeno lar: praticamente uma peça do Banco Imobiliário |
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Tamanho não é documento
Sempre morei em apartamentos grandinhos, já que, entre pais e irmãs, éramos cinco. Quando casei, marido e eu achamos muito natural alugarmos um apartamento de quatro quartos (e três banheiros!), embora fôssemos só dois. Quando nos mudamos para a Brasília, o aluguel aumentou e número de espaços caiu: passamos para três quartos e dois banheiros. E continuamos sendo dois.
Isso significa que havia dois quartos na casa que a gente praticamente não usava. Um era um quarto de hóspedes; outro era um escritório. Eles serviam basicamente para guardar livros (pilhas e pilhas de livros: em estantes, em armários, em gavetas), revistas, documentos, roupas. De dois em dois meses, aparecia uma visita -só que estavam cada vez mais raras. Quanto ao escritório, o que ele tinha de mais útil era uma gaveta trancada na qual mantínhamos passaportes e diplomas.
Depois que comecei a minimalizar, me dei conta como o espaço era mal-utilizado. Esse é um dos problemas de possuir coisas: você precisa de lugar para guardá-los. Se não tivéssemos tantos objetos, poderíamos viver em um apartamento menor. E mais barato.
Foi o que aconteceu. Fizemos uma venda de garagem e despachamos uma montanha de coisas que a gente não usava. Aí pudemos procurar outro lugar para morar.
Não foi do dia para a noite que me acostumei com a ideia. A gente está acostumado a alugar/comprar a maior casa que podemos pagar, né? Mas acho que dá pra ser feliz em espaços menores. Vejam aqui um monte de lares pequetitos, funcionais e adoráveis.
Isso significa que havia dois quartos na casa que a gente praticamente não usava. Um era um quarto de hóspedes; outro era um escritório. Eles serviam basicamente para guardar livros (pilhas e pilhas de livros: em estantes, em armários, em gavetas), revistas, documentos, roupas. De dois em dois meses, aparecia uma visita -só que estavam cada vez mais raras. Quanto ao escritório, o que ele tinha de mais útil era uma gaveta trancada na qual mantínhamos passaportes e diplomas.
Depois que comecei a minimalizar, me dei conta como o espaço era mal-utilizado. Esse é um dos problemas de possuir coisas: você precisa de lugar para guardá-los. Se não tivéssemos tantos objetos, poderíamos viver em um apartamento menor. E mais barato.
Foi o que aconteceu. Fizemos uma venda de garagem e despachamos uma montanha de coisas que a gente não usava. Aí pudemos procurar outro lugar para morar.
Não foi do dia para a noite que me acostumei com a ideia. A gente está acostumado a alugar/comprar a maior casa que podemos pagar, né? Mas acho que dá pra ser feliz em espaços menores. Vejam aqui um monte de lares pequetitos, funcionais e adoráveis.
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| O nosso apê é um ovo. Até na cor. |
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Decoração minimalista
Tem gente que acha que uma casa minimalista tem de ser meio vazia e toda decorada em preto, branco e ângulos retos. Faz até sentido, já que, na origem, o minimalismo era um movimento cujo objetivo era chegar à identidade essencial na arte, no design e na música, eliminando tudo que fosse supérfluo.
Eu, particularmente, acho esse estilo muito besta meio árido. Gosto da ideia de evitar encher a casa de bibelôs, mas sou fã de cor e de texturas. Se vamos diminuir a quantidade de objetos no ambiente, rola de enfeitar as paredes, o que não ocupa espaço e dá uma graça.
(Eu sou fã da fita dupla-face pra grudar gravuras, quadros e tapeçarias sem usar pregos e fazer furos, mas no novo apê não funcionou: o reboco e a pintura são de qualidade duvidosa, e o resultado é que não deu pra reposicionar a fita sem arrancar pedaços da parede. Então sugiro que as pessoas testem em um pedacinho discreto - tipo atrás do armário - se a fita dupla-face vai funcionar, em vez de pregarem uma grande gravura em cima da cama e acordarem com ela caindo em suas cabeças (Abracurcix feelings) e deixando na parede um rastro de destruição.)
As minhas paredes são enfeitadas. Com gravuras...
... e com papel contact!
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| Foto daqui. |
(Eu sou fã da fita dupla-face pra grudar gravuras, quadros e tapeçarias sem usar pregos e fazer furos, mas no novo apê não funcionou: o reboco e a pintura são de qualidade duvidosa, e o resultado é que não deu pra reposicionar a fita sem arrancar pedaços da parede. Então sugiro que as pessoas testem em um pedacinho discreto - tipo atrás do armário - se a fita dupla-face vai funcionar, em vez de pregarem uma grande gravura em cima da cama e acordarem com ela caindo em suas cabeças (Abracurcix feelings) e deixando na parede um rastro de destruição.)
As minhas paredes são enfeitadas. Com gravuras...
... e com papel contact!
Ok, minha casa tem muito preto-e-branco. Mas a culpa não é minha. É da horrenda tinta cinza-formulário com que pintaram as paredes e que não combina com mais nada!
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
De 100 para 25 metros quadrados
No início de 2012, eu e Marido começamos a flertar com a ideia de nos mudarmos para um apartamento menor. A razão principal foi a grana - a gente queria economizar a maior quantidade de dinheiro possível para o sabático, e os aluguéis de Brasília são extorsivos. Pagávamos 2.700 reais por um apê bacaninha de três quartos, todo reformado, na Asa Sul - e em setembro o valor seria corrigido.
(No interior de Minas, aluguel E condomínio de um apartamento menos sofisticado, mas maior, custavam 1.000 reais. É de chorar, eu sei.)
Começamos a investigar lugares menores e mais baratos (ou menos caros). Acabamos fechando em um quarto-e-sala mobiliado a alguns quarteirões do endereço original, cujo aluguel é metade do valor. Antes da mudança, fizemos um "família vende tudo" e despachamos quase todos os móveis, objetos de decoração e utensílios domésticos.
O apê novo é menos bonito? Claro. Menos confortável? Sem dúvida. Mas o ser humano é lindamente adaptável, e depois de uns dias no novo lar já estávamos achando tudo uma beleza.
Moral da história? Não more em Brasília. Moral da história sério? A gente precisa de muito menos do que pensa que precisa para ser feliz.
(No interior de Minas, aluguel E condomínio de um apartamento menos sofisticado, mas maior, custavam 1.000 reais. É de chorar, eu sei.)
Começamos a investigar lugares menores e mais baratos (ou menos caros). Acabamos fechando em um quarto-e-sala mobiliado a alguns quarteirões do endereço original, cujo aluguel é metade do valor. Antes da mudança, fizemos um "família vende tudo" e despachamos quase todos os móveis, objetos de decoração e utensílios domésticos.
O apê novo é menos bonito? Claro. Menos confortável? Sem dúvida. Mas o ser humano é lindamente adaptável, e depois de uns dias no novo lar já estávamos achando tudo uma beleza.
| A gente morava aqui... |
| ... e agora mora aqui. |
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