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sexta-feira, 6 de março de 2015

Mais um post sobre mala (na verdade, mochila)

Tirei férias e, junto com o namorado/marido, fomos passar nove dias em Montevidéu e Buenos Aires. Depois de penar com malas de rodinha em ruas cheias de pedrinha, tivemos a ideia de usar mochilas desta vez, e foi ótimo.

Fiquei orgulhosa porque consegui ir com metade da mala (de 50 litros) cheia. E foi o suficiente.

Para começar, fui com um tênis para as caminhadas durante o dia, e levei uma sapatilha para passeios mais arrumados e um chinelo.


De roupas, levei 4 shorts, uma calça legging preta, um vestido preto também, um pijama e 8 blusas. Fui pensando em lavar roupas se precisasse, mas nem precisou. Usei todas, algumas mais de uma vez. Bom demais!


Além disso, levei shampoo e condicionador em potinhos pequenos. Levei hidratante também, protetor solar e desodorante. O marido levou pasta de dente, fio dental e pente para nós dois. Levei escova de dente também, mas essa foi na bolsa de mão. Não levamos sabonete e toalha, pois isso tinha nos hotéis (tinham shampoo também, mas eu desconfio da qualidade).


Por fim, roupas íntimas. Essas sim eu precisei lavar. Levei 5 calcinhas, 2 sutiãs e 4 pares de meia. E um biquíni.

Fora isso, foi na bolsa de mão: carteira, kindle, máquina fotográfica e carregador, celular e carregador.

Só.

Além de ter sido a viagem que eu levei menos coisa e a primeira em que eu usei absolutamente tudo que levei, gostei da experiência da mochila. É muito mais fácil de se locomover com ela.

Simplificar é tão bom. Fica tudo tão mais fácil! Sobra tempo e disposição para aproveitar o que é o objetivo da viagem: passear, descansar e conhecer novos lugares.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mala minimalista para 4 meses (primavera/verão na Europa)

Dessa vez, fizemos as malas para a temporada de maio até setembro. Começamos no leste europeu (Bulgária, Romênia), passamos pelos países da ex-Yugoslávia (onde havia previsão de muito calor e paradas garantidas em praias e lagos), demos um pulinho pela Áustria e Hungria e vamos terminar em locais definitivamente friozinhos (Copenhague, na Dinamarca, e Islândia).

São quase cinco meses. Que passei com duas calças jeans, dois shorts, dois suéteres, três sapatos (incluindo chinelos), uma jaqueta de couro, seis blusas, um bíquini, um maiô e uma saída de praia (que nem usei).


O segredo é, claro, lavar roupa com frequência (a gente sempre aluga casas com máquina de lavar) e dar preferência às peças que não precisam de serem passadas a ferro (damos uma boa sacudida antes de colocar para secar e elas se comportam bem). Troco de meia todo dia e encho os sapatos de talco do Dr. Scholl. Quando paramos mais tempo em um lugar, aproveito para lavar os sapatos também. Andamos limpinhos e cheirosos por aí.

Os sapatos são um tênis preto de couro, uma sapatilha "comfort" preta (muito linda ela não é, mas engana) e chinelos Havaianas. A camisa azul e branca é minha saída de praia, mas andei usando meus shorts em cima do biquíni/maiô. Na mala também tinha pijama e um conjunto de ficar em casa: calça de moletom preta e blusa confortável.

Quando esfriar mais, o jeito vai ser fazer camadas: camisetinha de alça + camiseta + suéter + jaqueta de couro + cachecol. Na Islândia, onde as temperaturas devem estar abaixo de 10º C, vou usar também roupa de baixo térmica e luvas.

Em retrospectiva, a única mudança que eu faria seria trocar a camisa-saída-de-praia por um vestidinho fresco para usar nos dias mais quentes.

Todas as peças combinam com todas (até o short roxo com a blusa verde: não teve uma moda aí que botava peças coloridonas juntas?), mas o principal é que elas são confortáveis. Dá pra sentar no chão, subir em muros e cruzar as pernas feito índio sem pensar duas vezes. E, em viagem, conforto é importante, né? Mas, se eu quisesse sair mais arrumadinha, escolheria a calça jeans escura + blusa de alça preta + cachecol (e jaqueta de couro se estivesse frio).

Atualização: a previsão do tempo disse que as temperaturas na Islândia iam estar bem baixas, e o país é bem úmido, então acabei comprando um casaco preto impermeável, com capuz, na Dinamarca. Custou menos de 20 euros e não era nenhuma lindeza, mas quebrou o galho legal!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Não tenho mais porão

Eu e o Leo demos uma sorte danada: meses antes do nosso sabático começar, minha irmã mais nova se mudou para Alemanha, para trabalhar na Nestlé, e ofereceu um lugarzinho pra deixarmos bagagem. Então, uma das nossa preocupações, que era ficar carregando roupas de inverno no verão, e vice-versa, simplesmente desapareceu. Foi uma beleza.

Só que ela decidiu voltar para o Brasil antes do final deste ano. O que é ótimo para ela, mas não tão bom para os nossos objetos que estão no porão do prédio onde ela mora.

A gente começou o sabático com duas malas, uma média e uma pequena, mas acabamos comprando mais coisas pelo caminho: casacos de frio realmente quentes (e gordos), botas de neve (para ver a aurora boreal), meias ultra grossas (idem), outra mala pequena para poder embarcar em companhias aéreas sem despachar bagagem etc etc. Não nos preocupamos com o volume que estávamos acumulando porque podíamos deixar o que não estávamos precisando em cada pedaço de viagem guardadinho.

Agora a festa acabou. Vamos ter de dar um jeito de compactar tudo que precisamos para este fim de ano e todo 2015 em duas malas - pequenas.

Momento de tensão. O que fazer com a mochila grande que nos serviu para a viagem ao sudeste asiático (e sua filhota, uma mini-mochila que veio grudada nela)? Com a bolsa de viagem dobrável que ia dentro da mala e podia ser usada em caso de emergência? Com os vidros de xampu e hidratante grandes, cujos conteúdos foram transferidos para embalagens menores? Com as roupas que trouxemos do Brasil e acabamos não usando, porque compramos peças mais simples e confortáveis por aqui?

É a hora do minimalismo atuar sem dó. E não posso me esquecer de que tenho uma vantagem: no começo do sabático, a gente não sabia bem do que ia precisar. Agora sei direitinho.

O Leo é partidário das soluções agressivas: quer fazer uma grande triagem e doar para a Cruz Vermelha alemã tudo que não seja estritamente necessário para os próximos meses. Eu sou menos radical, já que eu trouxe para o sabático roupas queridas, como vestidos feitos pela minha mãe, e peças que escaparam da orgia de desapego de 2011 porque de fato são confortáveis e bonitas.

A solução final vai ser um misto das nossas duas posições: sim, vai rolar uma triagem agressiva. Mas também vai rolar um pacote enviado pelo correio para o Brasil.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O medo dos imprevistos e as malas gigantes

A grande virada na minha arrumação de malas foi quando eu percebi que ficar levando coisas para eventualidades era uma grande bobagem. Atualmente, qualquer lugar tem infraestrutura o suficiente para que a gente consiga lidar com imprevistos, e isso quando eles de fato acontecem, que é raro.

Vejam alguns exemplos.

E se eu precisar de remédios?

Você vai na farmácia e compra. A não ser que se tenha um problema crônico, como gastrite ou dor de cabeça, não vale a pena ficar se prevenindo de qualquer eventualidade com remédios. Primeiro que você teria que levar todos os remédios do mundo, segundo que a maioria dos lugares tem farmácia. Agora em Itacaré eu tive uma indigestão, meu namorado foi na farmácia da esquina e gastou 1,50 em um Sonrisal (o mesmo que eu teria gastado se tivesse comprado aqui em BH). 

E seu eu precisar de comida?

Comida, ainda mais do que remédios, é algo que em qualquer lugar tem, até mesmo na selva inabitada. Se precisar, vai lá e compra (na selva, caça ou colhe).

E se eu precisar de mais um sapato?

Calçado ocupa espaço para caramba, então devemos escolher com critério o que levar. Chinelo é algo que eu levo sempre, e na minha experiência mais dois calçados bastam: um para andanças (tênis, bota de caminhada etc.) e outro mais arrumado (sandália, sapato de festa etc.). Variações do mesmo tipo de calçado para uma viagem não fazem sentido, independentemente do tempo da viagem. Eu fiquei 4 meses na disney com os mesmos 3 sapatos (além dos dois tipos, eu tinha um social do uniforme).

E se o clima do lugar mudar terrivelmente?

Levar roupa de frio para a praia ou de calor para o inverno europeu porque o clima hoje em dia é muito louco não compensa. O clima não é tão louco assim. E, se ele mudar um pouco de fato, é possível se virar jogando um casaco por cima da roupa de calor ou usando menos camadas da de frio. Não precisa levar todo um guarda-roupa para essa eventualidade.

E se eu precisar de uma roupa de festa de gala?

A não ser que você tenha uma festa de gala programada, é muito pouco provável que você seja chamado para uma. Em toda a minha vida, isso nunca aconteceu. No fim do programa da Disney, quando eu fiz um cruzeiro que teve um jantar mais chique, eu simplesmente combinei umas roupas do dia-a-dia com o sapato mais arrumado e bijuterias. Chegando lá, vi que a maioria das pessoas estava até mais simples do que eu.

No jantar de gala no navio. Isso foi em 2002. Olha o tamanho das minhas bochechas!
E se todas as minhas roupas caírem na lama, em uma tempestade de areia ou sujarem de outra maneira?

É só lavar. A maioria dos lugares tem estrutura pra isso. Mas a verdade é que eu nunca precisei. Roupa não suja tão fácil assim.

E se eu não quiser ter que resolver imprevistos nas minhas férias?

A verdade é que levar uma mala enorme atolada de coisas é muito mais incômodo e inconveniente do que ter que lidar com imprevistos, principalmente porque esses últimos são bem raros, e fáceis de serem resolvidos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mala de praia mínima

Uma das malas mais fáceis de preparar é aquela para viajar à praia. Como biquíni é uniforme de praia, e é basicamente o que eu uso, dá para levar pouca coisa. Eu já escrevi sobre isso uma vez, mas agora é outro caso e tenho fotos.

1. Coisas de praia

Protetor solar, óculos de sol, chapéu, cangas (uma para mim e uma para o namorado) e o biquíni (o mesmo do ano passado). Fora o último, todo o resto vai para a praia na mochila rosa. A sacola listrada é térmica. Nela, eu levava água e cerveja para a praia.


2. Roupas

Eu ainda acho que podia ter levado menos. Voltei com algumas sem usar e usei umas só porque tinha levado. Podia ter cortado ainda uns 30%.

Levei: seis blusas para o dia, mais quatro para a noite, três vestidos, três shorts, duas saias, um pijama e calcinhas para os dias todos. Meias e sutiã foram só o do corpo.



3. Calçados

Eu fui com a bota, levei a sapatilha e o chinelo. Na verdade, em cima da hora eu ainda coloquei uma sandália na mala, que acabei nem usando. Cada vez mais percebo que sempre que eu fico na dúvida se levo algo ou não, deixar de levar é a melhor opção.

Levei a bota porque achei que poderia precisar para fazer trilhas. Eu fiz trilha, mas fui descalça. Desnecessário.


4. Para banho

Shampoo, condicionador, creme para pentear, desodorante, escova de dente, sabonete, sabonete para o rosto, protetor solar para o rosto e para o corpo, repelente e hidratante. E a toalha.


Dessa vez levei mais coisas do que da última viagem. Achei que precisaria por ficar em uma pousada que não era na beira da praia. Quando fui para Aruba, queria só saber de ficar de bobeira. Agora para Itacaré a ideia era fazer uns passeios em várias praias e trilhas, o que acabamos fazendo, mas as coisas todas que levei não eram necessárias.

Fora isso aí, levei o kindle e a máquina fotográfica.

Quem acertou muito bem na mala mínima foi meu namorado. Pena que ele não tirou fotos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Malamalismo forçado: cias aéreas low-cost

Um jeito de viajar barato por aqui, e que a gente usa muito, são as companhias aéreas de baixo custo.

As cias conseguem oferecer passagens baratinhas porque, por um punhado de euros, você compra o transporte do seu corpinho e de um único volume pequeno - e só. Tudo mais é cobrado à parte. Quer marcar assento? Você paga. Quer embarcar primeiro? Você paga. Quer despachar bagagem? Você paga. Quer o dinheiro de volta se tiver que cancelar a viagem? Você também paga.

Então o nosso esquema, para aproveitar os preços bons (15 euros! 20 euros!) é ficar no básico e chegar cedo, pra ficar no início da fila de embarque.

Até agora, pagamos de 15 a 30 euros a mais para poder despachar uma mala (de até 15 kg!). Mas, nesse último passeio, resolvemos pegar o boi pelos chifres e encarar o desafio de embarcar com uma única mala de mão de 55cm x 40cm x 20cm e 10 kg para cada um.

Quase 40 dias na estrada e temperaturas que vão de mais de 30º C a menos de 10º C (Alemanha, Polônia, países nórdícos e bálticos). A solução? Camadas - e máquina de lavar.



Dá pra começar de short, blusa de alça e chinelinho e ir acrescentando camiseta, suéter, blazer e cachecol (trocando o short pela calça jeans e o chinelo pelos tênis, claro). Também estão na mala os meus thermals - aquela roupa de baixo justinha, fininha e tecnológica que esquenta que é uma beleza.

Resultado: a mala está pesando 8 kg, mesmo com mochila, netbook e kindle dentro dela (nas cias low-cost, você só embarca com um volume mesmo. Não tem essa de bolsa de mão). Vai dar até para levar um estoquinho de chocolates poloneses. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Malamalismo, parte II

O malamalismo, o minimalismo aplicado às malas, é uma arte: um ponto de equilíbrio zen entre a necessidade, o conforto e o acesso a uma máquina de lavar roupas. Faz uns anos que eu e o Leo trabalhamos nisso, mas no nosso sabático, a coisa complicou um pouco, já que em vez de viajar umas semanas e voltar pra casa, a casa agora é a estrada.

Então, não dá para ser tão mínimos quanto a gente gostaria, principalmente quando enfrentamos a mudança de estações: pegamos 5 graus em Paris, e agora, em Lisboa, a temperatura é 20 graus mais alta. Ou seja, casacos e botas ficam fazendo volume e peso na bagagem, e não temos pra onde correr. Quer dizer, até temos: em Frankfurt, a irmã I. botou à nossa disposição o seu keller (porão). Mas enquanto não passamos por lá...

O resultado é que estamos viajando com uma mala pequena, uma mala menor ainda, uma mochila e uma bolsa de mão. E eu estou achando muito, demais. E fico quebrando a cabeça pra ver o que dá pra eliminar.

E olha que dá: o Leo está passando por aqui igual a um furacão e se livrando de cabos, embalagens e revistas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Minimalismo na Mala da Praia

Acabei de voltar da minha primeira viagem para a praia depois que o minimalismo entrou na minha vida. Fiquei uma semana. A mala foi um desafio. Apesar de eu não ser de me arrumar muito, eu tendo a levar um tanto de coisa baseada em possibilidades remotas (vai que sou convidada para uma festa de gala, vai que meu biquíni estraga e preciso de outro, vai que de repente faz um frio glacial etc. etc.). Este ano, consegui me conter.

Toalha. Como fiquei em hotel, usei a deles. Então, contrariando o Guia do Mochileiro das Galáxias, não levei toalha.

Produtos. Contando com o hotel, também não levei sabonete (deu certo). O namorado levou o shampoo e o condicionador (usamos o mesmo) e eu levei o protetor solar para os dois. Mais escova e pasta de dente, desodorante e hidratante.

Sapato. Praia é lugar de chinelo. Além dele, fui com um tênis no pé (pra jogar tênis, correr e fazer passeios com caminhada) e levei uma sapatilha preta para as noites. Com short, ficava despojado. Com vestido, mais chique.

A foto está escura, mas é a única em que eu apareço de corpo inteiro sem ser de biquíni. Olha a roupa: short, blusa, sapatilha. Ah... Deu pra perceber pra onde eu fui, certo?
Shorts, calças e saias. Short é uniforme de praia, então levei 5 (2 pro dia, 2 pra noite e 1 pra jogar tênis). Calça, só a do corpo (sinto muito frio em aviões). Levei uma saia, mas não usei.

Vestidos. Levei um bonitinho para passear, ir em restaurantes, mas que não ficava demais para ir ao shopping, sabe?

Blusas. É o que mais levei. Fresquinhas, que não amarrotavam. Levei 9. Usei 8 (foi o mais próximo da perfeição que cheguei). Levei um casaquinho leve, que foi no corpo.

Além disso, a bolsa com as coisas de bolsa mesmo, máquina fotográfica, kindle, canga, roupa íntima e biquíni.

Foi quase perfeito! Não precisei de nada que não tinha levado e só voltaram uma blusa e uma saia sem usar.  Fui com a bolsa de mão e uma mala pequena, super fácil de transportar.

Fiquei pensando que, se fosse o caso de aparecer um evento (o que não aconteceu), eu me virava e comprava algo lá. Afinal, não estava indo acampar longe da civilização.

Praia é lugar de usar pouca roupa. A maior parte do tempo, é biquíni, chinelo e canga.

Uniforme da praia.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Poucas peças, e usando todas

Um bom teste para quem acha que não dá pra viver com um guarda-roupa reduzido são as viagens. A não ser que você vá embarcar em um cruzeiro - porque aí as malas vão navegando junto com você - ou seja a Lily Marinho - que mandava a assistente para Paris com as bagagens um dia antes de embarcar, e quando ela chegava estava tudo passado e pendurado no armário -, quando a gente viaja somos obrigados a diminuir o número de peças.

Eu e o Leo começamos nosso período sabático com duas malas (uma pequena, uma média) e uma mochila grande. Para o sudeste asiático, trouxemos só a mochila grande e outra, menorzinha, emprestada da irmã I. O truque, óbvio, é lavar roupa. Essa é nossa quarta semana e já lavamos 3 vezes. Pijama, por exemplo, trouxemos um só: uma vez por semana a gente bota nas máquinas de lavar e secar e pronto, já sai no ponto para usar outra vez.

Não estou sugerindo que as pessoas vivam como se uma eterna viagem (embora isso não seja ruim, não): é só para pensar como a gente costuma ter dentro do armário muito mais coisa do que realmente precisa.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Malamalismo (ou minimalismo nas malas)

Atire a primeira necéssaire lotada quem nunca carregou malas gigantes e só usou uma fração do que estava lá dentro. Eu já viajei levando calça branca (sujava só de olhar), vestido chique (que nunca vesti) e uma coleção de cachecóis (pra ficar diferente nas fotos). Vaidade, teu nome é excesso de bagagem.

Passei a lua de mel na Argentina com uma mala tamanho família (eu cabia dentro dela. Sério). Aos poucos, fui percebendo que eu não precisava de tanta roupa. Oito anos e oito viagens longas depois, cheguei ao ápice da minha arte: em outubro do ano passado, passamos três semanas na Itália, no outono, levando uma mala pequena e uma bolsa de mão. Para os dois.

(Quando anunciei esse plano para o Leo, ele duvidou - ah, homem de pouca fé. Mas quando viu a mala pronta, ficou todo orgulhoso.)

A manha da mala pequena foi lavar roupa: meias e roupas térmicas no banheiro do hotel (com sabão líquido) e as outras peças em lavanderia de rua (no fim da primeira e da segunda semanas).

Viajei com as roupinhas aí em baixo. O guarda-roupa de viagem segue os mesmos princípios do guarda-roupa de trabalho: roupas escuras (a maioria!), discretas, confortáveis, que combinam entre si. Uma bolsa, um sapato. O casaco e as botas, que são as peças mais volumosas, embarcam no corpo.


Sim, eu já viajei para lugares frios levando dois casacos e duas botas (pra variar o modelito). Dessa vez, tinha acabado de aderir ao minimalismo e testei levar um só de cada. (Atenção: um único par de sapatos em viagens só dá certo para períodos de frio, calçados amaciadíssimos e gente que se dispõe a lavar meias com frequência. Não vão embarcar com sapato novo de saltinho, arrebentar os pés no primeiro dia e depois falar que fui eu que mandei.)

Foi ótimo, prático, fácil. Viajamos só de trem e era uma beleza se preocupar com uma única malinha. Recomendo.