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terça-feira, 26 de abril de 2016

A dor, a falta, as lembranças e a gratidão

Na última semana, nossa cachorrinha morreu. A Xena ficou com a minha família por 15 anos. Foi nossa companheira em tantas fases, de tantas formas... Era a alegria de quando cada um chegava em casa.

Doeu e ainda dói. Nos primeiros dias, só de pensar no assunto eu chorava. Foi um final de semana inteiro de dor. Com o passar dos dias, outras preocupações da vida foram surgindo e dividiram minha atenção. Mas eu me sentia culpada. Achava que estava esquecendo dela, e que isso era uma injustiça. Ficava então mais triste.

Mas, com o tempo, comecei a me lembrar mais de todos os inúmeros momentos que tivemos a sorte de viver com ela. Desde que ela chegou miudinha e cheia de  pulgas na casa da minha mãe, quando ela foi crescendo e mordendo tudo que via pela frente, correndo desenfreadamente em volta da mesa, dormindo com a gente, fazendo os truques que ensinamos para ganhar comida, brincando com a  sua bolinha de estimação... As brincadeiras, os passeios... Sou muito grata por todos.

Na porta da casa da minha mãe, tem um quadro da Xena que minha irmã pintou. Toda vez que eu chego lá, faço um carinho no quadro e invoco essas memórias boas. Entro em casa com alegria, ao invés de tristeza, e na ausência dela eu mesma faço escândalo, grito que cheguei, abraço minha mãe e meus irmãos.

Estou tentando transformar a dor e a falta em boas lembranças e gratidão.

Quadro que minha super talentosa irmã, Ju Marinho, pintou da Xena. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Aprendendo a ser grata por estar com saúde

Quando eu estava com faringite, fiquei sentindo fraqueza, dor de gargante e febre. Já contei o caso aqui em detalhes.

Quando cheguei em casa, tomei o remédio que melhorava a dor e a febre. Deitei debaixo das cobertas e fui aos poucos sentindo o efeito. A dor foi melhorando, fui ficando mais confortável. E de repente eu me senti tão grata, tão aliviada.

A verdade é que a gente não dá valor para a saúde a não ser quando é privado dela. Estou generalizando, eu sei, mas é um comportamento que vejo em mim e na maioria dos que estão à minha volta. E isso leva a um outro comportamento: não cuidamos da saúde como deveríamos. Forçamos o nosso corpo achando que não vamos sofrer nenhuma consequência, porque às vezes não sentimos muito, e às vezes as consequências demoram a aparecer, e aí já é tarde demais.

Pretendo ser mais grata por ter saúde, e meu jeito de demonstrar isso será cuidando cada vez mais dela para que não me falte.

terça-feira, 31 de março de 2015

A chuva e a gratidão

Na busca para melhorarmos como pessoas e sermos mais felizes, é normal que foquemos nos problemas, já que eles precisam ser resolvidos. O que já está bem, não precisa de atenção. Então acho normal que na vida cotidiana a gente pense e foque tanto no que falta e no que não está bom.

Acredito ainda que quem nega o lado ruim das coisas, nunca vai ter a chance de trabalhá-lo e então ele continuará sempre lá, não resolvido. Mas nem por isso acho que devemos nos esquecer das coisas boas que temos. 

Nos últimos dias, tem finalmente chovido no sudeste. Estava precisando. E saber disso já diminuiu muito a raiva que às vezes eu sinto da chuva porque ela atrapalha meu dia-a-dia. Mas foi mais que isso...

Eu cheguei em casa por volta de 22:00 horas. Estava caindo uma chuva leve. Tomei banho para tirar o frio do corpo. E deitei na minha cama quentinha, debaixo do cobertor. Foi quando a gratidão bateu forte. De ter um lugar onde morar, de estar protegida da chuva dentro da minha casa, de poder dormir sem preocupações enquanto a chuva, que a essa altura já tinha aumentado bastante, caía lá fora.

É importante ser grato e não esquecer das coisas boas que temos na vida. Parece muitas vezes que não é nada demais. Mas é sim.