quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Será o minimalismo a solução para todos os nossos problemas?

Provavelmente não. 

Eu acredito mesmo que o minimalismo tem muito de positivo, e pode sim resolver alguns problemas nossos e trazer mais bem-estar e felicidade. Mas eu não acredito que ele - ou qualquer outra coisa, estilo de vida ou acontecimento - seja a solução de todos os problemas de qualquer pessoa.

Às vezes eu me iludo, e vejo muita gente entrando nessa também, acreditando que se eu diminuir mais ainda minhas posses, trabalhar menos um pouco, ser mais desprendida e me desapegar de tudo, eu vou de repente atingir o nirvana. Mas eu acho que isso não existe e é uma ilusão mesmo.

Nos iludimos achando que existem fórmulas e caminhos que basta a gente seguir direitinho pra chegar à felicidade, porque é difícil reconhecer que não temos todo esse controle sobre as nossas vidas e também de que não existe receita para viver.

Eu tenho tomado cuidado para não fazer do minimalismo uma religião, ou uma obsessão. Competir também para ver quem consegue ter menos roupas, ou menos objetos ou menos sei lá o quê como acontece em alguns grupos dos quais já participei/participo também não me parece uma boa ideia.

A vida é mais complicada, difícil e complexa do que isso, mas também muito mais interessante e instigante.

14 comentários:

  1. Eu sei que o comportamento minimalista não é uma solução para todos os nossos problemas e claro isso não significa que por ser minimalista a pessoa é automaticamente um ser mais evoluído, mas eu realmente acredito que ser minimalista reduz grande parte dos problemas do dia a dia. Bem fácil cuidar de 7 panelas do que de 35 panelas. Muito mais tranquilo se preocupar com um guarda roupa de 50 peças do que um de 300 peças. Ou seja, o minimalismo não é a solução de todos os nossos problemas, mas pode ajudar na solução de vários deles. Adoro seu blog! Abraço.

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    1. É por aí, Débora. Concordo com tudo :)

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  2. :) Concordo, minimalismo não é uma religião, acho que é um estilo de vida, mas não dispensa todas as outras áreas da nossa vida. Só faz com que tenhamos uma visão mais simples das coisas, e com que estejamos um pouco fora do habitual consumo das massas, e isso dá-nos tempo para nos focarmos no que realmente importa ♥

    beijinhos (adoro o blog)

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    1. Exatamente. Não que o minimalismo não seja ótimo, e que não traga muitas coisas boas. Mas ele não é religião e nem tem um livro de regras claras a ser seguida. Beijinho (e muito obrigada)

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  3. Eu tenho pavor quando as coisas viram religião. Eu acho que destralhar, assim como comprar, é um meio de aliviar a ansiedade, então é fácil sair de um extremo e ir ao outro. Eu busco mais é um equilíbrio (o meu equilíbrio), de não gastar no que não preciso nem me desfazer do que eu preciso, mesmo que eu precise só eventualmente.

    Não gosto muito da expressão "focar no que importa", porque o que é que importa mesmo? Sempre me parece que é um julgamento dos outros, os que estão consumindo enlouquecidamente porque não conseguem focar no que importa (para mim, não para eles). Tipo assim, um julgamento dos que "ainda não viram a luz".

    A armadilha de se sentir pertencente a um grupo é sempre achar que nós, do grupo, somos melhores (mais simples, mais desapegados, menos consumistas).

    Por isso, o meu foco é mais no desapego do que no minimalismo em si. Eu quero desapegar de estar sempre julgando, mais até do que desapegar dos objetos.

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    1. Ei, Daniela! Realmente é fácil cair em extremos e existe esse fenômeno no comportamento de grupo mesmo. Mas eu gosto do "focar no que importa" justamente porque o que importa é diferente pra cada um. Eu acredito que cada um deve focar no que importa para si mesmo, e não para os outros ou para a sociedade. Eu quero desapegar de um tanto de coisa - comportamentos, crenças, objetos, valores... Podem ir juntos, eu acho.

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  4. Sempre fui muito desapegada de objetos, pessoas e de valores/convicções que estereotipam e setorizam comportamentos. E foi meio engraçado, há alguns anos, me deparar pela primeira vez com nomes como "minimalismo" e "vida simples" - não que eu não goste de ler sobre isso, adoro!
    Só que na minha vida tive de aprender justamente o contrário: a não ser tão radical e indiferente e começar a manter amizades, objetos, a firmar compromissos etc. Enfim, fui convidada (pelas reviravoltas da vida) a perceber que não existe liberdade absoluta e que possuir e assumir compromissos era algo imprescindível para a minha sobrevivência.
    Acho que tudo nesse mundo cai na ideia de equilíbrio, mas como saber a medida exata para isso?

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    1. É complicado mesmo. E acho que a gente nunca vai chegar em um momento de saber todas as respostas e acertar sempre. O equilíbrio é mais um ideal que a gente busca, eu acho. E às vezes conseguimos, outras vezes não. Acho difícil saber também...

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  5. tambem andei pensando sobre isso

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  6. Olha o que eu acabei de ver que foi lançado. Ainda não li, claro, mas na hora lembrei desse questionamento e achei que tem a ver com uma vida minimalista.
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152708125273282

    Maíra

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    1. Ei, Maíra! Pareceu interessante mesmo. Só tem em francês e, apesar de ter feito umas aulas, eu não consigo ler um livro complexo na língua.

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  7. Muito interessante seu ponto de vista. Quero dizer que concordo contigo, não há um caminho certo para a felicidade, claro que diminuir problema é um bem consequente do desapego, mas se virar competição ou religião o minimalismo acaba se tornando mais um problema!

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    1. Exatamente, Allan. É o que eu penso também :)

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