terça-feira, 9 de setembro de 2014

Promoção? Vitrine? Nem olho

Eu trabalho em frente a um dos maiores shoppings de Belo Horizonte. Portanto, com uma certa frequência, vou almoçar lá. Até chegar à praça de alimentação, passamos por diversas lojas. Logo no começo, me assustei quando percebi que o pessoal sempre ia reparando nas vitrines no caminho, e volta e meia entravam em uma loja e compravam algo. Eu nem olhava para as vitrines. 

Até que comecei a reparar. E daí foi um pulo para começar a achar que eu precisava de roupas  ou outros objetos novos, que eu seria muito esperta se aproveitasse uma promoção ou outra e por aí vai. É impressionante como a mente da gente funciona, como ela responde a estímulos e como aquele papo da publicidade de criar necessidades faz todo o sentido.

Tem gente que gosta de olhar vitrines e promoções, mesmo sem intenção de comprar. Minha impressão é que, se você olhar demais, acaba criando tal intenção, e depois se frustando por não poder comprar. A vontade de comprar vai se acumulando tanto que, quando a gente faz a compra, se sente super realizado. O problema é que não pára por aí, a intenção reaparece, a gente compra, ela aparece de novo... Não tem fim.

Por isso, eu prefiro nem olhar. Passo reto mesmo. 

7 comentários:

  1. Então somos duas... Quando quero algo e penso em economizar, me lembro que a melhor maneira de fazer economia é não comprar algo que não seja estritamente necessário.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Eu já fui muito consumista. Teve uma época que eu tinha uns 5 cartões de crédito e consegui estourar o limite de todos. Perdi o emprego e fiquei com uma baita dívida. Levei um ano para colocar tudo em ordem. Aí eu aprendi. Só que parece que sou 8 ou 80....rs...agora para gastar...eu penso, penso, penso....e só compro qdo realmente é necessário. Passo reto tb! :)

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    1. Ei, Marcela! 5 cartões? Uau! Que bom que isso é passado. Hehe... Também acho melhor pensar bastante antes de comprar algo, como você falou. Continuemos assim. Hehe...

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  4. Vale aquela coisa também de não sair com cartão crédito ou dinheiro mais que o realmente necessário. Mas aí cai naquilo que disse:

    "Se você olhar demais, acaba criando tal intenção [de comprar], e depois se frustando por não poder comprar."

    Depois que parei de visitar lojas online (meu vício!), descadastrei de vários e-mails e maneirei a leitura de blogs de beleza, tenho gastado bem menos.

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    1. Ei, Andrea! Exatamente... Eu não gosto desse tipo de estratégia de sair sem dinheiro porque acho que assim a gente não se educa de verdade. Vira uma muleta, sabe? Prefiro trabalhar o hábito de gastar e consumir diretamente. Eu também passei por isso de descadastrar de lojas online porque, além da tentação, meu email ficava sempre lotado dessas coisas. É muito melhor, não é?
      Beijo!

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