sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Somente o necessário

Adoro desenhos animados, mas confesso que não me lembrava deste filme (Mogli) até esbarrar no vídeo abaixo:


Apesar de o conceito de necessário ser relativo, e eu acredito que deve ser mesmo, acho interessante a ideia de que a paz só vem com o contentamento. Por isso, quando eu começo a ficar aflita e ansiosa, eu gosto de lembrar deste post da Lud: Tenho o suficiente.

É um equilíbrio difícil de encontrar. Porque acho que uma vida sem objetivos, sem evolução e sem qualquer tipo de ambição é meio chata e sem sentido. Mas uma vida de constante luta também cansa, e também é chata e sem sentido.

Cada vez acredito mais que não há uma resposta pronta, mas que é importante lembrar sempre da pergunta.

25 comentários:

  1. O difícil é encontrar esse equilíbrio...

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    1. É super complicado mesmo, mas acho que é importante ir buscando em cada momento. É mais um jeito de ver a vida do que buscar atingir uma perfeição, eu acho.
      ;)

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  2. Estou a mudar o meu estilo de vida a torná-la mais simples saudável e funcional...passei por aqui e achei muito interessante, já estou a seguir. Sei que nunca serei minimalista...não está dentro de mim...mas muitas dicas minimalistas podem e devem ser inseridas na minha vida!
    Bjs
    Maria

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    1. Que bom, Maria! Se te ajudar um pouquinho que seja, já fico muito feliz :)
      Beijo!

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  3. O que é realmente dificil para mim é saber o meu limite entre um e outro haha

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    1. É difícil mesmo, mas o importante é não esquecer disso. É sempre estar com isso em mente e assim ir encontrando pequenas respostas. Pelo menos é o que eu acho ;)

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  4. Fernanda,
    Podemos ser minimalistas E ambiciosos. Os nossos objetos de desejo é que farão a diferença no processo. Precisar ter cinquenta e cinco pares de sapato é um pouco difícil de encaixar no conceito, mas estudar tudo o que quiser, ler todos os livros infinitamente, viajar, conversar, fazer algum trabalho voluntário, ajudar alguém só por ajudar mesmo (sem ter que avisar a todos no face), aprender a cozinhar/pintar/esculpir/desenhar/andar de monociclo/defender 3 teses hehe. Há tanta possibilidade de ambição que passa longe da acumulação...Talvez o *parecer diferente* ande te *pesando* um pouco...é meio pesado mesmo.

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    1. Na verdade, eu acho a ambição de fazer muita coisa tão problemática quanto a de ter muita coisa. Acredito que as pessoas não acumulam só objetos, mas também atividades. Sei que sou um pouco diferente da maioria das pessoas do minimalismo nisso, mas é o que eu acredito. Acho que a pressa por fazer coisas demais é um dos grandes problemas da nossa sociedade atual. Tanto que stress é uma epidemia. Acho que viver com foco no que nos falta, sejam bem materiais ou experiências ou até mesmo aprendizados, traz insatisfação e ansiedade constantes.
      Essa discussão não me pesa. Essa busca e esses questionamentos todos me fazem, na verdade, cada vez mais tranquila e feliz.
      :)

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    2. Fernanda,
      A ambição de fazer muita coisa (o que o L. Babauta chama de multitask people) pode ser complicada (ou não - euzinha, particularmente, não escolho para mim, mas acho que isso é uma opção muito individual.). Por isso eu escolhi a frase *há tanta possibilidade de ambição...*, "possibilidade" indicando que tudo fica ao gosto do freguês, para que ele escolha se e quando quiser. Não quis dizer que devemos trocar múltiplos bens materiais por múltiplas atividades. Desculpe-me se essa ideia não ficou clara inicialmente. Tenha uma ótima semana.

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    3. Entendi ;)
      Boa semana para você também!!!

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  5. Concordo plenamente quanto ao fazer muita coisa = ter muita coisa.
    Tenho evitado usar a palavra minimalismo (que vem de mínimo, o menor possível). Nunca serei minimalista de ter 33 peças de roupa, ou 100 objetos. Nao terei apenas 2 cadeiras, mesmo sendo 2 pessoas a viver nesta casa.
    Mas gosto muito da palavra "suficiente", e da palavra "simplicidade". O problema do consumismo é que não nos deixa ser felizes. A pessoa sempre quer mais alguma coisa, está sempre insatisfeita com o que tem.
    Penso que evitar o consumismo não passa pela desvalorização dos objetos materiais, do que se possui. Ao contrário, quando valorizo o que tenho, quando de fato gosto de minha casa, da poltrona macia onde me sento pra ler, da flor unica no vaso sobre a mesa - então sinto que não preciso de muito mais. Sinto que essas coisas me são suficientes, que estou feliz com elas.

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    1. Concordo com isso ;-)
      Trato alguns dos meus objetos como verdadeiras jóias, mas não compro compulsivamente, não guardo bugigangas e não me deixo seduzir com modismos passageiros.
      A valorização das infinitas possibilidades do que se pode ter (ou fazer) em detrimento daquilo que se tem (e se faz) de fato é o que cria ansiedades e desperta um consumo excessivo.

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    2. Exato!
      Também detesto bugigangas, valorizo o espaço livre, e não fico comprando coisas à toa.
      Então, acho que sou minimalista o "suficiente". :)

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Acho que o necessário ou suficiente varia de pessoa para pessoa mesmo. E que a referência deveria ser pessoal, sabe assim, muitas vezes quando bate dúvida sobre o que fazer ou se a direção é essa mesma? Uma coisa é certa os padrões de consumo vigente por aí não fazem mais sentido. Então acredito mesmo que a resposta está dentro de si. E é bom buscar um equilíbrio.

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    1. Exatamente, Andreia! Concordo totalmente.

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  8. Oi Fer, oi Lud !! Já me sinto íntima , embora não as conheça ... rs
    Inspirada pelo antigo blog ludmilismos e pelo minimalizo , e também por sentir necessidade de mudar e de trabalhar menos , estou em processo de minimalizar a minha vida .... Confesso que para uma ex-consumista é complicado, mas tem valido muito a pena ! Neste mes comprei algumas roupas , pois estou usando as mesmas desde o começo do ano e elas estão "acabadas" , mas fora isso , passei o ano longe das lojas !! Agora que estou equilibrando as finanças , comprando pouco e vivendo melhor , consigo fazer coisas que adio há tempos : moro sozinha , vou viajar no final deste ano e planejo viajar muito mais no ano que vem !! Só falta criar coragem pra sair pelo mundo !! bjo

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    1. Ei, Natália! Sinta-se à vontade :)
      O que eu acho mais legal do minimalismo é quando você começar a ver esses resultados que você citou. A vida fica mais leve e cheia de possibilidades, não é?
      Fico muito feliz por você!
      Se você sentir vontade de viajar pelo mundo, vá se planejando e criando condições. A coragem vem daí. Eu não tenho essa vontade. Eu gosto de viajar por curtos períodos, mas adoro voltar pra casa e para a minha rotina. Acho que vai de cada um mesmo...
      Beijão!

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    2. Obrigada , Fer ! Eu até gostaria de viajar por bastante tempo , mas não sei se ia me adaptar muito .... rs .... Pretendo viajar uns dois meses por ano ... vamos ver !!! Vou contado os resultados ! Bjao

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    3. Dois meses por ano seria legal mesmo. Eu gostaria disso também. Hehe.. Mas um mês de cada vez. Vai me contando sim. Obrigadinha... Beijo!

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  9. Acho que o lance é buscar um objetivo fora de si mesmo. Qdo a gente define uma meta concreta no sentido de realizar alguma coisa para o mundo ou para os outros e a coloca em prática, isso nos ajuda a não ter um objetivo "ambicioso-acumulativo", quanto nos ajuda a colocar limites nas nossa vontade de realizar mil-coisas-tudo-ao-mesmo-tempo-agora-e-se-mexendo.

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    1. Hehe... Tem razão, Thais. Bem pensado ;)

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  10. Fernanda, não creio que você não lembrava do Balu! Sempre lembro dessa música quando se fala em minimalismo. Adoro o Balu. <3

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    1. Eu lembro do Balu sim! Mas não lembrava dessa música. Olha que relapsa. Hehe... Agora eu lembro dela direto :)

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