quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Minimalizando gastos no amigo oculto

Fiquem abaixo com o ótimo guest post escrito pela Diorela. Após o texto, eu falo mais sobre ela.

A ideia do minimalismo me atrai muito! Não é uma ideia que se resume a uma única ação, ela cria toda uma corrente de bem ao seu redor. Para praticá-la, já somos obrigados a nos organizar mais (o que é bom), pois exercemos a seleção e a priorização de algumas coisas. Para mantê-la, ficamos mais disciplinados e para recriá-la (pois é preciso, pelo que venho sentindo), ficamos mais criativos!

Vejo um sentimento quase mundial de “limitação do abuso”. As pessoas estão começando a notar que gastar e ter demais, além de não resolver problema algum, também destrói a sua segurança financeira e os recursos naturais do planeta. Além do que, como diria um antigo professor “caixão não tem gaveta”.

Tenho uma tia que trabalhou muitos anos no estudo de resíduos (calma, já explico). E talvez por isso, tenha sido dela que partiu uma ideia supercriativa para diminuição de gastos e consumo neste fim de ano: O amigo oculto de talentos. A ideia consiste em um amigo oculto em que doamos coisas que tiveram mais gasto nosso de tempo e neurônios que de dinheiro. Cada um oferece o que sabe fazer para o outro (o amigo oculto). Pode ser desde um produto a um serviço.

O produto pode ser um bolo gostoso, um álbum de fotografia montado por você, um caderno de poesias, um CD com músicas cuidadosamente escolhidas, um casaco costurado por você, um desenho, um guia cultural do seu bairro, uma pintura, um cesto de café da manhã com os pães de queijos caseiros etc. Não é muito difícil pensar em algo que sabemos fazer. O difícil é aceitar que temos o direito de oferecer o nosso trabalho e/ou o nosso hobby como presente no lugar de algo fabricado do outro lado do planeta, em condições questionáveis e sem uma história próxima da sua. Além do mais, pra que gastar tanto dinheiro no fim de ano?

 O serviço pode ser ainda mais legal de ser oferecido, mas acho que precisa de um pouco mais de intimidade. Algumas ideias são: uma faxina na casa do amigo-oculto, um passeio de duas horas com o cachorro do amigo, uma seresta de violão (se você tocar violão, obviamente) na janela do amigo, um serviço de personal trainner, uma escova no cabelo do outro, um serviço de entrega de alguma coisa e até um jantar! Como já dito, o importante, é mostrar criatividade, mais do que exibir que você tem dinheiro para bancar presentes caros!

Por fim, e não menos interessante, caso a pessoa não se sinta capaz ou disposta, ou tenha algum contratempo, ela também pode participar da brincadeira oferendo outros talentos que ela conhece. Ora, encontrar talentos também é um talento! Então, ela poderia oferecer doces feitos pela avó, roupinhas costuradas pelo colega de trabalho, uma revisão no carro do amigo feito pelo seu mecânico de confiança, uma consulta na nutricionista querida, uma visita à manicure preferida ou um chaveiro feito pela sua sobrinha, e por aí vai!

No e-mail que mandei para a minha família sobre o assunto, pedi que cada um acrescentasse ao seu presente uma pequena carta explicando a origem dele, pois isso contribuiria para ideias futuras e para boas recordações.

Porém, a minha tia, primeira pessoa que me falou dessa ideia, sugeriu fazer um amigo-oculto aberto. Ela achou melhor ninguém se sentir forçado a nada (o que é válido) e cada um leva e apresenta o que quiser, sem ter sorteio de papeizinhos nem nada. Apenas como forma de divulgação de algo que adora fazer ou oferecer.

Já no outro lado da família, ao tomarem conhecimento da ideia, todos toparam fazer em forma de amigo-oculto mesmo e vamos fazer o sorteio só pra não dar confusão de troca de presentes!

Nos dois casos, queremos gastar menos dinheiro e mais a cuca!

Temos a impressão que minimalizaremos os gastos e maximizaremos a nossa diversão, que poderá ser superada a cada ano!

Quem quiser, está convidado a participar, aliás, está convidado também a me mandar notícias de como foi! Hohoho!


Agora é Fernanda aqui de novo. Conheci a Diorela há muitos anos. Ela tem um lindo blog, o saída a francesa. Foi lá que eu li sobre essa ideia dela do amigo oculto de talentos e gostei tanto que pedi que ela escrevesse uma versão para o minimalizo. Muito obrigada, Di!

25 comentários:

  1. Gente, achei SENSACIONAL essa ideia. Vou sugerir às minhas amigas que façamos algo assim agora no final do ano! :) Muito legal!^^

    Beijo!

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    1. Também curti muito a ideia da Diorela, Bruna. Já estou falando com o pessoal aqui de casa. Hehe.. Beijo!

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  2. Fernanda,
    Vc escolhe cada tema, hein? Essa ideia da Diorela é incrível mas, sem intenção de ofender, temos muito que aprender aqui nesse país sobre educação, boas maneiras, simplicidade. Eu nem tentaria emplacar isso onde trabalho, por exemplo. Vc não ia acreditar se eu contasse o que o povo de lá inventou. Já em família não brincamos há tempos e eu só compro presentes nos aniversários e em datas aleatórias, quando acho alguma coisa bem legal. No Natal, fazemos comidas, recebemos quem vem de longe e ficamos de prosa. Só.

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    1. Também adorei a ideia, mas também acho que nem todo mundo toparia por esses motivos que você citou. Eu sempre fujo do amigo oculto do trabalho. Hehe...

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  3. A ideia é boa. Muito. Mas infelizmente o que eu mais vi em amigos ocultos em toda a minha vida foi gente ou dando o que era mais barato/conveniente/pouco trabalhoso ou dando coisas das quais gostava, mas sem pensar se aquilo seria interessante para quem está ganhando. No final das contas, percebi que é o tipo de coisa que não funciona. Nem mesmo em grupos que se conhecem bem. Para dar certo, antes mesmo de praticar o desapego do presente físico, material, seria necessário o desapego da própria imposição do seu gosto ao outro, coisa que não vejo muito por aí... Cansada de preocupar-me com o que dava e receber porcarias, desisti para todo o sempre de amigos-ocultos. :P Mesmo assim curti o post e a participação da Diorela! ;)

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    1. É, Simone. Isso acontece muito mesmo. Mas nem acho que as pessoas tentam se impor exatamente. Muitas vezes elas compram o que gostariam de ganhar porque acham que, se elas gostam, quem ganhar vai gostar também. Eu procuro fugir do amigo oculto do trabalho, mas eu gosto de fazer entre a minha família porque fica muito caro e trabalhoso comprar um presente para cada um. Fazendo o amigo oculto, cada um ganha um presente, mas que vai ser comprado com mais cuidado. Agora com a ideia da Diorela ficou melhor ainda.

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  4. O tema do guest post é muito pertinente nesta época do ano. Hoje em dia, as pessoas perderam a noção do que significa presentear de fato e, em ocasiões de festividade, dar presentes passou a ser simplesmente obrigação social. Que bom encontrar ideias como a da Diorela :)

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    1. Também sinto que existe um pouco dessa onda de obrigação social, por isso achei a ideia dela tão legal.

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  5. Eu gostei muitoooo do guest post e a ideia é incrível! Já fiquei pensando como poderia colocar em prática esta ideia no meu grupo de amigas e em casa. Parabéns! Facilitou muito minha vida, porque eu estou "quebrando a cabeça" a dias pensando no que iria fazer de final de ano, já que normalmente sou eu que tomo a iniciativa de propor algo diferente para a família! :*

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  6. Já faz dois anos que eu não participo de amigos ocultos de fim de ano. O único q participei no ano passado foi um entre um grupo grande de amigas (23 pessoas) onde cada uma teria que gravar um vídeo para a pessoa sorteada. Como moramos em cidades e estados diferentes e nos falamos quase sempre pela internet isso foi muito legal para dar um tom mais pessoal e o grupo inteiro foi presenteado com cada vídeo publicado!
    Adorei a ideia de usar "talentos" como moeda de troca no amigo oculto. Eu já faço isso para presentear pessoas em datas especiais!

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    1. Que ideia legal essa do vídeo, Iracema. Ótima ideia para amigos distantes!

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  7. Adorei a ideia de vídeos da Iracema! E entendo a antipatia pelo amigo oculto, pois deixou de ser uma coisa agradável entre amigos para ser mais uma das tradições-obrigações de fim de ano. Também acho que devemos tentar escapar dessa imposição. A brincadeira tem que ser para divertir! Obrigada, Fe, pela oportunidade! Diorela

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    1. Eu que te agradeço demais, Di. Não só por ter me presenteado com este post, como também com a ideia.
      :)

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  8. Nunca fiz nada assim, mas adorei a ideia e acho que seria mais fácil de colocar em prática em grupo de amigos ou familiares. Não sei se daria certo no trabalho. Eu já participei de um qmigo oculto em que a gent3 dqva um livro que era nosso para o sorteado. Foi ótimo, só livros bons!

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    1. Eu já fiz esse dos livros e foi legal mesmo, mas achei a dos talentos melhor ainda. Realmente fica complicado em se tratando de trabalho...

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  9. Ideia bem especial! Aqui o amigo secreto era com sorteio e um presente no valor máximo definido previamente. Em acampamentos o amigo secreto não era com presentes mais sim com atos, aproximação, ajuda... era assim que tentavamos adivinhar quem seria nosso amigo secreto pois aí nos tentavamos aproximar de todos, claro que mais daquele que fosse nosso amigo secreto!
    A ideia que sugeriu parece mais interessante ainda, pelo menos ajuda a criar esta ideia de "eu não quero receber um presente só porque sim, por vezes só por tradição acumulando mais tralha em casa". Gostei!

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    1. Legal essa ideia do acampamento, viu? Curti!

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  10. estou sem dinheiro para fazer o amigo secreto o que faço

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  11. e ja é amanha
    mim ajudem

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  12. e o meu amigo secreto é a minha melhor amiga
    :(

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    1. Cria um presente. Cozinha alguma coisa gostosa para ela, ou faz um trabalho para ela, e junto com isso entrega uma carta escrita a mão falando porque escolheu o presente. Eu sempre fico feliz quando recebo essas cartinhas. Dão um colorido ao presente. :)

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