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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Viagem não é desfile

Às vezes as pessoas se empolgam quando vão viajar e enchem a mala de roupas bacanas e sapatos novos. O Leo brinca que reconhece turista brasileira à distância: são as que, em pleno parque parisiense, estão de salto alto, calça justa, bolsa de marca e óculos de sol dourados. (É óbvio que a teoria dele só funciona porque as turistas brasileiras que não estão vestidas desse jeito ele não reconhece.)

Eu acho que cada um se veste como quer e tá valendo. Mas, pra um monte de gente, é tão importante estar bonito na foto (e hoje, com Facebook e Instagram, mais ainda!) que eles se esquecem que um dia inteiro de museu e jardim não é o melhor amigo do saltinho. 

Eu já fui da turma da beleza a qualquer custo (inclusive ao custo de pés que doem). Nos últimos dias, andando pra todo lado de short e de tênis e achando que essas temperaturas de mais de trinta graus não são coisa de deus, parei pra pensar que o traje ideal é aquele que você esquece. Que não aperta, não incomoda e não te faz encarar uma caminhada de 500 metros com desespero. Aí você pode se concentrar na paisagem, nos monumentos, nas obras de arte... na vida. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O minimalismo e as roupas que ficam

Ao longo de alguns meses decidindo as roupas que ficam no meu armário e as que vão para doação, fui percebendo o que faz a diferença. Com o tempo, foi ficando cada vez mais claro.

1. Não ter que passar. A vida é muito curta para perder tempo passando roupa. Dá muito trabalho no dia-a-dia e é complicado de levar em viagens.

2. Não ter que lavar à mão, nem com produtos especiais. Idem acima.

3. Ser fácil de combinar. Ter uma calça que só dá para usar com um sapato, ou uma blusa que só fica bonita com uma calça específica vai me obrigar a sempre manter o combo, além de não dar para variar as combinações (o grande segredo de um guarda-roupa reduzido).

4. Ser confortável. Nesse meu tempo de reflexões minimalistas, percebi que estar me sentindo bem, sem dores e incômodos, é fundamental para mim. Então adeus blusa que a alcinha aperta a pele, calça que a costura faz cócegas, sapatilha que machuca o calcanhar. Tem várias opções de roupas e sapatos que são bonitos E não machucam.

5. Ser versátil. Para ter poucas peças, é importante que elas combinem com facilidade entre si e também que possam ser usadas em diferentes climas e situações. É melhor ter 3 blusas sem manga e um casaco que combine com elas do que ter 3 blusas sem manga e 3 de manga cumprida para o frio. É super prático também ter uma blusa que dá pra ir pra praia ou, jogando um colar e um sapato, pra uma festa.

6. Eu gostar de usar. Vamos confessar que a gente tem roupas no armário que usa só porque estão ali, não é? É uma peça que ganhamos, ou compramos na promoção, ou achamos que ia ficar linda e não ficou tanto assim. Então é hora de ser sincera consigo mesma. O critério da vida é muito curta também se aplica (nesse caso, muito curta pra eu usar roupa que não gosto).

Vou confessar que uma das minhas maiores dificuldades no minimalismo não é deixar de comprar. Nunca fui consumista. Mas sim doar e jogar coisa fora. Sou muito pão-dura (ou como diz a Lola, responsável economicamente). Então eu tenho que lutar muito comigo mesma para doar uma roupa pelo critério 6, por exemplo. Mas estou conseguindo. E os resultados são tão bons que me animam a continuar.

Pretendo usar esses critérios também na hora de comprar novas peças. Nesse caso, há ainda um critério bônus: jamais comprar algo só porque está em promoção. O risco de comprar algo que nunca vou usar ou de má qualidade é enorme.