segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Das vaidades

Um dos problemas das exigências sobre a aparência feminina é que elas não tem fim. Sempre tem algo a "melhorar": a gente devia ser mais magra, ou mais malhada, ou ter mais peito, ou ter mais cabelo, ou ser mais loura, ou mais bronzeada etc. etc.

Uma hora eu emburrei e decidi que eu não ia mais mexer com isso não. Parei de fazer um monte de coisa, deixei de usar roupa justa, cortei o cabelo curto e saí bem pimpona por aí.

Foi ótimo. E eu incentivo muito as pessoas a abrirem mão das vaidades "que o povo acha" que nós, mulheres, temos de ter. A ignorar as frases do tipo "que mulher não adora um sapato?", "beleza é fundamental", "sem salto não dá pra ficar elegante!", "tem de variar a roupa de festa" e outras pérolas do mesmo naipe.

Dito isso, meu cabelo começou a crescer. Eu não uso condicionador, parei de fazer luzes há um tempão e pretendo cultivar lindos cabelos brancos quando eles aparecerem. Mas seco o cabelo com secador, porque aí ele fica tão arrumadinho. Não uso maquiagem, mas quando umas espinhas de adulto apareceram, desenterrei um corretivo. E na última festa a que fui, me diverti bem passando sombra roxa no olho.

Mas quando não tem secador, corretivo e sombra roxa, não me abalo. Não fico achando que uma aparência menos que perfeita é uma ofensa pessoal às pessoas ao meu redor. E não deixo de fazer nada porque não estou "arrumada o suficiente".

Na festa da sombra roxa, fui de sapatilha e vestido repetido. Se alguém reparou, não sei e não me importo. O que importa é que encontrei pessoas queridas, dancei muito e me diverti de montão.


11 comentários:

  1. É isso...vc parece ser sortuda, seu marido parece não ligar, né? Eu sou desencanada, carioca-mulamba, tenho cada vez menos roupas e sapatos, vivo de chinelinho, e tenho 2 vestidos de festa que revezam há uns 3 anos...Mas sei que o sonho do meu marido é que eu fosse mais arrumadinha, então pelo menos as luzes e o cabelo comprido que ele gosta eu mantenho (por mim ficava castanho natural e curto chanel). E volta e meia percebo aquele olhar "você vai assim?". Sei lá, no Rio é mais fácil, mas moro em BH há 7 anos e o povo aqui se arruma demais, ai que preguiça.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Renata,
      meu marido não liga mesmo não. Ele adora que eu tenha simplificado minha rotina e fique pronta num instante, além de não gastar tempo em lojas. E ele é o rei da calça jeans e camiseta, então combinamos.
      Em BH o povo se arruma demais mesmo, é impressionante. Sou de lá e, quando me mudei pra Brasília, adorei ver o povo no shopping com roupas "civis", isto é, sem aquela produção toda.
      Seu marido te conheceu desencanada, né? Então ele não pode reclamar, rs.

      Excluir
    2. eu vivo falando que na próxima encarnação ele vai casar com uma barbie toda arrumadinha, e eu com um músico doidão. haha. E o mais engraçado é quando eu arrumo nossas filhas e ele troca a roupa delas depois...mauricinho é foda. kkkk

      Excluir
    3. Eu moro em BH e tenho toda a liberdade do mundo de ser simples e vestir à minha maneira. Não sou mulamba. Mas não sou uma pessoa que segue modinhas ou padrões. Gosto de coisas bonitas, úteis, práticas e funcionais. Gosto de cabelo curto, porque é prático, mas quero um bom corte. Gosto de roupas confortáveis, mas prefiro duráveis e bonitas. Não uso salto mas não tenho nenhum sapato feio. E não me visto para os outros, mas para mim mesma. Adoro. Boa noite, com liberdade para todos.

      Excluir
  2. Agora vc pode dizer q é livre, sei q não é facil mas não tem preço a liberdade de se sentir feliz apenas por ser quem a gente é, sem badulaques, mas eu não condeno quem gosta pois sei q a pressão é grande a começar pela nossa própria mente

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anon, é isso mesmo: eu me sinto livre!
      Também não condeno. Mas questiono ;-).

      Excluir
    2. Questionamento é vida, não?!
      Acabei de ler uma frase no Blog da Isa sobre: "o importante é pensar a respeito, não chegar às mesmas conclusões."
      Acho que é bem por aí!

      Excluir
  3. Ebaa... post estilo Ludmilismos pra matar a saudade!!!

    beijos

    ResponderExcluir
  4. Não vejo problemas em fazer as unhas, usar salto alto e variar as roupas se isso não escravizar. Se é feito com prazer, ótimo! Se for trazer aborrecimentos, se naquele dia não deu tempo, não faz mal. A diferença é, justamente, o que te escraviza, o que torna bitolada. O resto, com ou sem salto alto, é curtição!

    ResponderExcluir
  5. Adorei o Post! Concordo quanto ao creme de cabelo, deixei de usar e meu cabelo ficou mais bonito.

    ResponderExcluir
  6. Bacana encontrar um post assim pra dar uma animada a manter-se firme quando as pressões são demais. Boa tarde!

    ResponderExcluir